Não resisto a colocar aqui esta página de Asterix, exemplo máximo do que é a política, e que infelizmente tive de acompanhar nestes últimos meses pela minha profissão. Só uma palavra: Lindo!!!
Um blogue de uma jornalista que já viu um pouco de tudo, usado para falar de qualquer coisa.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Para sempre Asterix
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Maria do Carmo
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quinta-feira, novembro 12, 2009
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sábado, 31 de outubro de 2009
Branco, negro e rosa?
Via no outro dia um programa sobre racismo que me fez recordar uma história antiga passada comigo.
Sempre defendi que todos temos o direito de ser racistas. É verdade. Tenho esse direito, assim como um negro, um amarelo, um azul (sim, estou a falar dos portistas), ou de outra cor qualquer sejam também racistas.
Não me venham dizer que nunca olharam para uma pessoa de outra raça a conduzir um grande carro ou com uma mala de marca e não pensaram: lá vem este a exibir-se, deve ter ganho o dinheiro nisto ou naquilo. Também tenho o direito de reclamar sobre o número crescente de estrangeiros em Portugal, e o mal que podem trazer ao meu país, de esta ou aquela raça ser mais ladra/ameaçadora/desonesta/etc.
Assim como reconheço o direito aos outros de não gostarem de mim como gorda e como branca (escura) que sou.
O que não tenho, nem nunca terei, é o direito de com essa minha atitude prejudicar seja quem for. E também não dou o direito de me prejudicarem com ostracismo ou racismo. Sim, sou caucasiana mas já fui alvo de racismo por pessoas que acham que serem de uma cor diferente da minha lhes dá direito por serem minorias.
Se sempre defendi o meu direito de ser racista, também sempre defendi a igualdade entre todos. Parece uma parvoíce, mas eu cá me entendo e isso chega-me.
Mas não é disso que vou falar.
A história que conto é a seguinte: há vários anos trabalhava numa grande empresa automóvel no concelho, que já encerrou. Trabalhava, já agora, para pagar os meus estudos na universidade. E sempre tive um feitio que me permitiu dar bem com todas as pessoas que me rodeiam.
Na minha secção tinha algumas mulheres de África, uma das quais minha amiga de Cabo Verde. Um dia fomos almoçar ao refeitório e calhou sentarmo-nos todas juntas. Elas a falar de África e eu a ouvir avidamente.
Depois do almoço, uma colega de cargo superior veio ao meu posto de trabalho e sem preliminares disse-me: não tinhas mesas de gente branca para te sentares hoje ao almoço?
Como se diz na gíria, caíram-me os tintins ao chão. Ainda incrédula, perguntei-lhe:
- Mas há algum problema?
- Não, mas não vejo razão para não te sentares connosco e ires para uma mesa «escura».
Como felizmente raramente fico sem palavras, a minha resposta veio rápida:
- E para me sentar com lixo como tu?
Escusado será dizer que nunca mais me dirigiu a palavra, o que sinceramente me deixou bastante feliz.
Sempre defendi que todos temos o direito de ser racistas. É verdade. Tenho esse direito, assim como um negro, um amarelo, um azul (sim, estou a falar dos portistas), ou de outra cor qualquer sejam também racistas.
Não me venham dizer que nunca olharam para uma pessoa de outra raça a conduzir um grande carro ou com uma mala de marca e não pensaram: lá vem este a exibir-se, deve ter ganho o dinheiro nisto ou naquilo. Também tenho o direito de reclamar sobre o número crescente de estrangeiros em Portugal, e o mal que podem trazer ao meu país, de esta ou aquela raça ser mais ladra/ameaçadora/desonesta/etc.
Assim como reconheço o direito aos outros de não gostarem de mim como gorda e como branca (escura) que sou.
O que não tenho, nem nunca terei, é o direito de com essa minha atitude prejudicar seja quem for. E também não dou o direito de me prejudicarem com ostracismo ou racismo. Sim, sou caucasiana mas já fui alvo de racismo por pessoas que acham que serem de uma cor diferente da minha lhes dá direito por serem minorias.
Se sempre defendi o meu direito de ser racista, também sempre defendi a igualdade entre todos. Parece uma parvoíce, mas eu cá me entendo e isso chega-me.
Mas não é disso que vou falar.
A história que conto é a seguinte: há vários anos trabalhava numa grande empresa automóvel no concelho, que já encerrou. Trabalhava, já agora, para pagar os meus estudos na universidade. E sempre tive um feitio que me permitiu dar bem com todas as pessoas que me rodeiam.
Na minha secção tinha algumas mulheres de África, uma das quais minha amiga de Cabo Verde. Um dia fomos almoçar ao refeitório e calhou sentarmo-nos todas juntas. Elas a falar de África e eu a ouvir avidamente.
Depois do almoço, uma colega de cargo superior veio ao meu posto de trabalho e sem preliminares disse-me: não tinhas mesas de gente branca para te sentares hoje ao almoço?
Como se diz na gíria, caíram-me os tintins ao chão. Ainda incrédula, perguntei-lhe:
- Mas há algum problema?
- Não, mas não vejo razão para não te sentares connosco e ires para uma mesa «escura».
Como felizmente raramente fico sem palavras, a minha resposta veio rápida:
- E para me sentar com lixo como tu?
Escusado será dizer que nunca mais me dirigiu a palavra, o que sinceramente me deixou bastante feliz.
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Maria do Carmo
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sábado, outubro 31, 2009
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domingo, 25 de outubro de 2009
Lá se foi o coco
Disse no meu retorno que não ia falar muito de gastronomia aqui. Mas hoje tive uma experiencia tão bera, eu que me considero como o supra sumo da doçaria caseira, eu que faço os meus próprios doces de fruta e não trinco uma tarte que não tenha sido amassada e cozinhada por mim.
Mas em último caso, a culpa nem foi minha, mas sim da receita idiota. Só quase no fim é que vi que algo estava mal na receita, aparentemente fácil, de bolo de coco!
Quando comecei a bater a massa e em vez de um creme homogéneo aquilo parecia algo com que encher os buracos da parede.
Depois de alguns suores frios (não estamos em época de deitar fora quatro ovos e uma embalagem de coco) lá tentei afinar as coisas, mas o resultado não ficou nem perto de bom.
Pode ser que agora, com um pouco de licor e umas natas no frigorifico se safe... realmente, hoje não era o meu dia.
Valeu o passeio na praia da Velha com o Belchior (a propósito, o lixo foi retirado do areal, e não fossem alguns suínos que usam aquilo como hotel de cinco estrelas e por ali deixam o lixo, as coisas até se estariam a compor para aqueles lados).
Ainda sobre comida, já este domingo, os petiscos foram outros: um excelente pão com torresmos, comido à beira mar na praia da Assenta, e um lanche de chouriço caseiro assado, ovos com tomates e pão caseiro. A terminar uma fatia (quase meio bolo) de bolo-rei do Eleclerc, ainda quente. Bom, mas a massa a deixar um pouco a desejar.
Quantas flexões terei de fazer para queimar isto tudo?
Mas em último caso, a culpa nem foi minha, mas sim da receita idiota. Só quase no fim é que vi que algo estava mal na receita, aparentemente fácil, de bolo de coco!
Quando comecei a bater a massa e em vez de um creme homogéneo aquilo parecia algo com que encher os buracos da parede.
Depois de alguns suores frios (não estamos em época de deitar fora quatro ovos e uma embalagem de coco) lá tentei afinar as coisas, mas o resultado não ficou nem perto de bom.
Pode ser que agora, com um pouco de licor e umas natas no frigorifico se safe... realmente, hoje não era o meu dia.
Valeu o passeio na praia da Velha com o Belchior (a propósito, o lixo foi retirado do areal, e não fossem alguns suínos que usam aquilo como hotel de cinco estrelas e por ali deixam o lixo, as coisas até se estariam a compor para aqueles lados).
Ainda sobre comida, já este domingo, os petiscos foram outros: um excelente pão com torresmos, comido à beira mar na praia da Assenta, e um lanche de chouriço caseiro assado, ovos com tomates e pão caseiro. A terminar uma fatia (quase meio bolo) de bolo-rei do Eleclerc, ainda quente. Bom, mas a massa a deixar um pouco a desejar.
Quantas flexões terei de fazer para queimar isto tudo?
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Maria do Carmo
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domingo, outubro 25, 2009
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Um grande Homem
Tá aqui no link ao lado, mas ao rever este texto, apeteceu-me colocá-lo de novo aqui.
No outro dia, como não encontrava absolutamente nada para ver de jeito em 42 canais de cabo, optei por ver aquele que foi um dos grandes espectáculos do outro século. «A grande noite». Piadas velhas e artistas muito novos (na altura) mas engraçado, ainda agora, sinal de que tinha alguma qualidade, porque não se perdeu totalmente.
Mas o que me levou a escrever foi um dos grandes artistas que fazem parte da entrada do espectáculo. Depois de Raul Solnado, também ele um grande Homem, José Viana.
E porquê ele?
Porque tive a grande sorte de poder conversar com este Homem, logo no início da minha carreira de jornalista e ainda por cima num dia em que vi um pouco de tudo.
Passo a explicar.
Celebrava-se o dia do livro, e a biblioteca do Seixal recebia diversas figuras públicas, a maioria artistas. Logo à entrada, Teresa Salgueiro fazia os empréstimos e abespinhava-se contra o fotógrafo que registava esta situação pública. Este, com melhores modos do que aqueles com as quais a «artista» se lhe dirigira, explicou-lhe isso mesmo.
Silencio e «trombas», talvez por medo de ficar bem na foto.
Depois disto, nem me atrevi a falar com ela, receando que a minha inexperiência a ferisse no orgulho artístico.
Mais além avistei então esse grande José Viana. Dirigi-me a ele e, depois de lhe explicar que era ainda novata nestas andanças, perguntei-lhe se acedia a dar a entrevista para a rádio.
«Mas minha menina, está aqui tanta gente conhecida e vem falar comigo?»
Creio que por esta pequena frase se diz tudo. Mas não quero ficar por aqui.
De voz embargada, depois de ouvir isto, disse-lhe directamente que o fazia porque tinha por ele uma enorme admiração desde pequena.
E uma nova surpresa.
Pude ver este grande Homem corar como uma criança.
Depois de falar comigo, desejou-me muita sorte na vida profissional. Despedi-me dele e da esposa, mas esta história ficou sempre comigo.
Quando ouço certos homens a falar como se o mundo e a razão lhes pertencesse ou outros artistas de papo cheio armados em grandes, lembro-me deste Homem e penso na sua nobreza e humildade, e na lição que poderia dar a esses homenzinhos…
No outro dia, como não encontrava absolutamente nada para ver de jeito em 42 canais de cabo, optei por ver aquele que foi um dos grandes espectáculos do outro século. «A grande noite». Piadas velhas e artistas muito novos (na altura) mas engraçado, ainda agora, sinal de que tinha alguma qualidade, porque não se perdeu totalmente.
Mas o que me levou a escrever foi um dos grandes artistas que fazem parte da entrada do espectáculo. Depois de Raul Solnado, também ele um grande Homem, José Viana.
E porquê ele?
Porque tive a grande sorte de poder conversar com este Homem, logo no início da minha carreira de jornalista e ainda por cima num dia em que vi um pouco de tudo.
Passo a explicar.
Celebrava-se o dia do livro, e a biblioteca do Seixal recebia diversas figuras públicas, a maioria artistas. Logo à entrada, Teresa Salgueiro fazia os empréstimos e abespinhava-se contra o fotógrafo que registava esta situação pública. Este, com melhores modos do que aqueles com as quais a «artista» se lhe dirigira, explicou-lhe isso mesmo.
Silencio e «trombas», talvez por medo de ficar bem na foto.
Depois disto, nem me atrevi a falar com ela, receando que a minha inexperiência a ferisse no orgulho artístico.
Mais além avistei então esse grande José Viana. Dirigi-me a ele e, depois de lhe explicar que era ainda novata nestas andanças, perguntei-lhe se acedia a dar a entrevista para a rádio.
«Mas minha menina, está aqui tanta gente conhecida e vem falar comigo?»
Creio que por esta pequena frase se diz tudo. Mas não quero ficar por aqui.
De voz embargada, depois de ouvir isto, disse-lhe directamente que o fazia porque tinha por ele uma enorme admiração desde pequena.
E uma nova surpresa.
Pude ver este grande Homem corar como uma criança.
Depois de falar comigo, desejou-me muita sorte na vida profissional. Despedi-me dele e da esposa, mas esta história ficou sempre comigo.
Quando ouço certos homens a falar como se o mundo e a razão lhes pertencesse ou outros artistas de papo cheio armados em grandes, lembro-me deste Homem e penso na sua nobreza e humildade, e na lição que poderia dar a esses homenzinhos…
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sexta-feira, outubro 23, 2009
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Nunca digas desta água não beberei
Descuidei-me.
É verdade. Deixei de escrever neste espaço, e por isso já me chamaram a atenção.
Mas muitas coisas aconteceram nestes meses, desde ameaças de suicídio (não minhas, mas do palerma que se tinha como meu patrão no jornal), ao assumir de um projecto que nunca quis que fosse meu.
Mas entre baixar os braços e encarar a humilhação ou lutar e erguer a cabeça face aos arautos da desgraça, optei pelo segundo.
Agora, é ver-me como directora e sócia na empresa editora (outra coisa que tinha jurado nunca ser), mas com uma amiga de confiança.
Juntas, temos encarado tudo e todos. Juntas temos chorado, e rido ainda mais das nossas desgraças. Rido de tal forma que um dos colaboradores do jornal, o fundador do ioga do riso em Portugal, considera que nada tem para nos ensinar.
É bom, o rir assim de tudo e de todos. E é essa postura (que sempre tive, quem me conhece sabe), que parece que ofende alguns aqui pelo burgo onde vivo e trabalho, mas enfim...
Agora, dois vectores se juntaram para me levar a escrever de novo: uma «picada» de uma amiga sobre o voltar a escrever, e andar a ler um livro «Júlia e Julie» precisamente sobre a blogosfera e sobre outro dos meus assuntos favoritos: a culinária.
Ok, não esperem que eu conte aqui o segredo do meu caril de frango (vá lá, se pedirem muito...) ou dê uma receita por dia, mas pode ser que me escape alguma critica gastronómica e uma ou outra receita...
Abraços
É verdade. Deixei de escrever neste espaço, e por isso já me chamaram a atenção.
Mas muitas coisas aconteceram nestes meses, desde ameaças de suicídio (não minhas, mas do palerma que se tinha como meu patrão no jornal), ao assumir de um projecto que nunca quis que fosse meu.
Mas entre baixar os braços e encarar a humilhação ou lutar e erguer a cabeça face aos arautos da desgraça, optei pelo segundo.
Agora, é ver-me como directora e sócia na empresa editora (outra coisa que tinha jurado nunca ser), mas com uma amiga de confiança.
Juntas, temos encarado tudo e todos. Juntas temos chorado, e rido ainda mais das nossas desgraças. Rido de tal forma que um dos colaboradores do jornal, o fundador do ioga do riso em Portugal, considera que nada tem para nos ensinar.
É bom, o rir assim de tudo e de todos. E é essa postura (que sempre tive, quem me conhece sabe), que parece que ofende alguns aqui pelo burgo onde vivo e trabalho, mas enfim...
Agora, dois vectores se juntaram para me levar a escrever de novo: uma «picada» de uma amiga sobre o voltar a escrever, e andar a ler um livro «Júlia e Julie» precisamente sobre a blogosfera e sobre outro dos meus assuntos favoritos: a culinária.
Ok, não esperem que eu conte aqui o segredo do meu caril de frango (vá lá, se pedirem muito...) ou dê uma receita por dia, mas pode ser que me escape alguma critica gastronómica e uma ou outra receita...
Abraços
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sexta-feira, outubro 23, 2009
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Não se engana para sempre
Por vezes, acreditamos que tudo está contra nós.
Mas por vezes, até eu acredito em Deus, e que este escreve direito por linhas tortas.
Depois daquele meu texto sobre o Açude de águas estagnadas, eis que me surge um destes dias uma noticia no Meios e Publicidade que diz que a dita pessoa está de saída da empresa.
«Violante Assude de saída da Serra Pinto
23 de Setembro de 2008
, por Ana Marcela
Violante Assude está de saída da Serra Pinto Publicações, confirmou ao M&P a directora editorial das revistas Semana Médica e Nursing. A profissional, que assumiu o cargo em Setembro do ano passado no âmbito de uma reestruturação interna da editora de Pedro Serra Pinto, onde foi criada uma direcção editorial comum aos dois títulos, vai abraçar um novo projecto pessoal na área editorial sobre o qual preferiu não avançar mais pormenores. “Reformulei a Semana Médica e a Nursing, conseguimos o Jornal de Português de Gastrenterologia, sinto que já finalizei o meu trabalho aqui e é altura de me lançar noutros voos”, afirma a responsável.
Pedro Serra Pinto, fundador da editora, admite estar neste momento em “consultas ao mercado”, contando até ao final de Outubro ter um nome para o cargo de direcção editorial dos títulos da Serra Pinto. »
Mas o melhor disto tudo nem é a noticia em si, são os comentários sobre a dita cuja. De tal forma, que mesmo ela ligou para a M&P para que estes fossem tirados do site.
Em mais de dez anos de jornalista, já tive as minhas desavenças, já tive os meus problemas, mas nunca tive as pessoas que trabalharam comigo a enviarem comentários insultosos.
Mas como já diz o ditado, Cá se fazem, cá se pagam!!!!
Mas por vezes, até eu acredito em Deus, e que este escreve direito por linhas tortas.
Depois daquele meu texto sobre o Açude de águas estagnadas, eis que me surge um destes dias uma noticia no Meios e Publicidade que diz que a dita pessoa está de saída da empresa.
«Violante Assude de saída da Serra Pinto
23 de Setembro de 2008
, por Ana Marcela
Violante Assude está de saída da Serra Pinto Publicações, confirmou ao M&P a directora editorial das revistas Semana Médica e Nursing. A profissional, que assumiu o cargo em Setembro do ano passado no âmbito de uma reestruturação interna da editora de Pedro Serra Pinto, onde foi criada uma direcção editorial comum aos dois títulos, vai abraçar um novo projecto pessoal na área editorial sobre o qual preferiu não avançar mais pormenores. “Reformulei a Semana Médica e a Nursing, conseguimos o Jornal de Português de Gastrenterologia, sinto que já finalizei o meu trabalho aqui e é altura de me lançar noutros voos”, afirma a responsável.
Pedro Serra Pinto, fundador da editora, admite estar neste momento em “consultas ao mercado”, contando até ao final de Outubro ter um nome para o cargo de direcção editorial dos títulos da Serra Pinto. »
Mas o melhor disto tudo nem é a noticia em si, são os comentários sobre a dita cuja. De tal forma, que mesmo ela ligou para a M&P para que estes fossem tirados do site.
Em mais de dez anos de jornalista, já tive as minhas desavenças, já tive os meus problemas, mas nunca tive as pessoas que trabalharam comigo a enviarem comentários insultosos.
Mas como já diz o ditado, Cá se fazem, cá se pagam!!!!
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Polícias ou caça-multas?
Esta deve ser uma interrogação que já passou pela mente de muitos dos nossos leitores. E vem agora a propósito de duas situações recentes. A primeira já vem de longa data e causa-me um enorme espanto.
Trata-se das operações Stop da Brigada de Trânsito, que com frequência ocorrem na Avenida General Humberto Delgado, na Arrentela, e certamente também noutros pontos do concelho.
Não são estas acções, muitas vezes mais do que necessárias, que me causam espanto. São antes as horas a que têm lugar. Ou seja, normalmente entre as 07h30 e as 10h00 da manhã. Que eu saiba, não é normalmente a essas horas que os gatunos actuam sobre os carros estacionados e ainda menos que os aceleras ali aparecem.
A Avenida de que falo é propícia e apetecível para muitos «meninos», que a aproveitam em jeito de pista de corridas, de tal forma, que já são algumas dezenas, ao longo dos anos, os despistes que ali têm ocorrido, alguns com consequências fatais.
Também não acho que quem está a conduzir às horas a que as operações Stop ocorrem venha alcoolizado de algum bar ou discoteca.
Não, só posso pensar que para estas autoridades, é mais fácil caçarem um incauto condutor no seu trajecto para o emprego, sem cinto, e de imediato aplicarem as coimas de que o nosso país é tão profícuo, do que organizarem acções que realmente zelem pela segurança de cada um de nós, embora com o «perigo» desses que aí forem apanhados não pagarem multas e serem ainda soltos no dia seguinte com o infamante «termo de identidade e residência».
E mais uma vez paga o Zé Povinho.
Mas não me fico por aqui.
Também gostaria de informar, para aqueles que por vezes pelas ruas de Lisboa, fora das áreas das discotecas e bares, perguntam a si mesmos onde pára a polícia, que esta está de armas e bagagens no Aeroporto de Lisboa. A fazer segurança? Um pouco, mas na maior parte do tempo a bloquear os veículos que ali param. Não acreditam? Que o diga eu, e mais cerca de vinte pessoas, que no passado dia 5 de Fevereiro, enquanto parei o carro e fui verificar a hora de chegada de um avião, logo que voltei tinha a roda bloqueada. Resultado: 90 euros pagos na hora. Sessenta da multa de estacionamento indevido e trinta pelo «uso» do bloqueador. Na brincadeira, disse ao agente que por aquele preço podia levar comigo o bloqueador.
«Nem pense nisso, minha senhora, é que isto dá muito dinheiro!»
Sem comentários.
Trata-se das operações Stop da Brigada de Trânsito, que com frequência ocorrem na Avenida General Humberto Delgado, na Arrentela, e certamente também noutros pontos do concelho.
Não são estas acções, muitas vezes mais do que necessárias, que me causam espanto. São antes as horas a que têm lugar. Ou seja, normalmente entre as 07h30 e as 10h00 da manhã. Que eu saiba, não é normalmente a essas horas que os gatunos actuam sobre os carros estacionados e ainda menos que os aceleras ali aparecem.
A Avenida de que falo é propícia e apetecível para muitos «meninos», que a aproveitam em jeito de pista de corridas, de tal forma, que já são algumas dezenas, ao longo dos anos, os despistes que ali têm ocorrido, alguns com consequências fatais.
Também não acho que quem está a conduzir às horas a que as operações Stop ocorrem venha alcoolizado de algum bar ou discoteca.
Não, só posso pensar que para estas autoridades, é mais fácil caçarem um incauto condutor no seu trajecto para o emprego, sem cinto, e de imediato aplicarem as coimas de que o nosso país é tão profícuo, do que organizarem acções que realmente zelem pela segurança de cada um de nós, embora com o «perigo» desses que aí forem apanhados não pagarem multas e serem ainda soltos no dia seguinte com o infamante «termo de identidade e residência».
E mais uma vez paga o Zé Povinho.
Mas não me fico por aqui.
Também gostaria de informar, para aqueles que por vezes pelas ruas de Lisboa, fora das áreas das discotecas e bares, perguntam a si mesmos onde pára a polícia, que esta está de armas e bagagens no Aeroporto de Lisboa. A fazer segurança? Um pouco, mas na maior parte do tempo a bloquear os veículos que ali param. Não acreditam? Que o diga eu, e mais cerca de vinte pessoas, que no passado dia 5 de Fevereiro, enquanto parei o carro e fui verificar a hora de chegada de um avião, logo que voltei tinha a roda bloqueada. Resultado: 90 euros pagos na hora. Sessenta da multa de estacionamento indevido e trinta pelo «uso» do bloqueador. Na brincadeira, disse ao agente que por aquele preço podia levar comigo o bloqueador.
«Nem pense nisso, minha senhora, é que isto dá muito dinheiro!»
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Profissionalismo, ética e jornalismo
No outro dia encontrei uma pessoa que não via vai fazer dez anos. Foi a primeira jornalista com quem trabalhei, logo que iniciei esta vida de cigana (em termos laborais) do jornalismo.
Isto fez-me reflectir sobre os dez anos em que já ando nisto e de tudo o que tenho encontrado.
Infelizmente, o mundo do jornalismo está dominado por pessoas que não percebem o mínimo do que quer dizer isenção e ética jornalistica. Durante esta década de trabalho, deparei-me com um pouco de tudo, mas um género prevaleceu: o do endinheirado (ou nem por isso) que quer fundar um jornal ou revista.
Em Portugal, nada mais fácil.
Arranja-se um ou dois jornalistas, se possível estagiários, a recibos verdes, contrata-se um ou dois comerciais com o isco de ganhar boas comissões, escolhe-se um tema para a revista ou uma zona para abrir um jornal e, zás, eis uma empresa jornalística.
O problema é que esta vive da publicidade, e nem sempre esta existe. Aí, despedem-se os jornalistas, independentemente dos anos que ali estejam, e contratam-se mais comerciais. A veracidade do que é publicado não vem ao caso, interessa é que o suposto administrador possa dizer aos amigos que tem uma empresa jornalística.
Mas este é apenas um lado da questão.
Depois há os pseudo-jornalistas, muitos deles até com carteira profissional.
Isto acontece muito ao nível regional. Mas de certo modo até o considero meritório em certos locais onde a população tem apenas nestes órgãos locais o meio de conhecer o que acontece nas suas terras. Muitos desses jornalistas são pessoas sem formação na área, mas que o gosto pela escrita leva a fundarem os seus pequenos jornais.
O problema é quando de jornalistas passam também a políticos e regem estes órgãos como um meio para ganhar visibilidade política, em vez de como meios de comunicação isentos.
No entanto, este tipo de atitude, embora prejudique a população que serve, fica com quem a pratica.
Também destes tive diversos exemplos, por trabalhar em jornais no concelho do Seixal e de Almada.
Isto fez-me reflectir sobre os dez anos em que já ando nisto e de tudo o que tenho encontrado.
Infelizmente, o mundo do jornalismo está dominado por pessoas que não percebem o mínimo do que quer dizer isenção e ética jornalistica. Durante esta década de trabalho, deparei-me com um pouco de tudo, mas um género prevaleceu: o do endinheirado (ou nem por isso) que quer fundar um jornal ou revista.
Em Portugal, nada mais fácil.
Arranja-se um ou dois jornalistas, se possível estagiários, a recibos verdes, contrata-se um ou dois comerciais com o isco de ganhar boas comissões, escolhe-se um tema para a revista ou uma zona para abrir um jornal e, zás, eis uma empresa jornalística.
O problema é que esta vive da publicidade, e nem sempre esta existe. Aí, despedem-se os jornalistas, independentemente dos anos que ali estejam, e contratam-se mais comerciais. A veracidade do que é publicado não vem ao caso, interessa é que o suposto administrador possa dizer aos amigos que tem uma empresa jornalística.
Mas este é apenas um lado da questão.
Depois há os pseudo-jornalistas, muitos deles até com carteira profissional.
Isto acontece muito ao nível regional. Mas de certo modo até o considero meritório em certos locais onde a população tem apenas nestes órgãos locais o meio de conhecer o que acontece nas suas terras. Muitos desses jornalistas são pessoas sem formação na área, mas que o gosto pela escrita leva a fundarem os seus pequenos jornais.
O problema é quando de jornalistas passam também a políticos e regem estes órgãos como um meio para ganhar visibilidade política, em vez de como meios de comunicação isentos.
No entanto, este tipo de atitude, embora prejudique a população que serve, fica com quem a pratica.
Também destes tive diversos exemplos, por trabalhar em jornais no concelho do Seixal e de Almada.
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Um açude de água estagnada
já tinha colocado este texto no meu outro blog, em http://naoseinao.blog.com/, mas como é tão actual, repito-o aqui. E sim, é verdade, há mesmo pessoas assim.
Sábado Novembro 03, 2007
Um Açude de água estagnada
Quem me conhece sabe, e muitas vezes critica-me, por eu ser uma pessoa que confia em toda a gente e avalia todas as pessoas por um antigo ditado que o meu pai me passou: «Nas costas dos outros nos vemos a nós».
Realmente, como tenho as costas largas e como a honestidade sempre foi o meu lema, acho que todos são assim.
Infelizmente, ou direi antes, felizmente, a vida tem-se encarregue de me ensinar precisamente o contrário. Os bons são muito bons, mas contam-se pelos dedos, ao passo que os maus são mesmo maus e são às dezenas.
Vem isto a propósito de uma pessoa que o Destino (ou lá o que quiserem chamar-lhe) colocou no meu caminho, um açude de águas paradas e negras, que integrou a mesma equipa onde eu trabalhava.
Sexto sentido ou não, sei que desde o primeiro dia, nunca simpatizei com tal pessoa, fosse pela prosápia que demonstrava, fosse por um sexto sentido que me alertava.
O problema é que o patrão gostava dela ao ponto de a sobrepor ao meu cargo, já de si de chefia, «esquecendo-se» convenientemente do trabalho para o qual a contratara.
Mas isso não chegava. Para se sentir segura, era necessário tirar-me do caminho.
E foi o que tentou por três vezes: primeiro indo queixar-se ao director sobre o facto de eu continuar a ser amiga de uma pessoa que tinha saído da empresa (para responder a uma melhor oportunidade).
Depois, como com este acto não atingiu os intentos que queria, cheia das «boas intenções» que tanto enchem o Inferno, achou que eu estaria melhor num cargo mais baixo, convencida de que eu não aceitaria. Como até me mostrei contente por isso, seguiu-se o terceiro e derradeiro golpe.
Sempre admiti que me corrigissem quando estou errada, mas que uma pessoa que escreve «ranking» com Q ou altere um título de «Saúde mental é uma prioridade» para «Saúde mental é uma prioridade urgente» me diga como escrever, isso não admito.
Tal como este Açude (sim, escreve-se assude) não podia permitir que lhe apontassem os erros crassos que cometia a cada passo.
Por isso, cheia do seu cargo, indicou ao patrão que eu não tinha o perfil adequado para estar na empresa, porque não podia corresponder aos elevados padrões exigidos. E este, que apesar de patrão não sabe dar valor a quem com ele trabalha, apoiou-se nisso para me dispensar.
De um só golpe, conheci duas das piores facetas da Humanidade: o fracassado que apenas consegue alcançar algo ao lixar a vida dos outros, e o cobarde, que atira as suas decisões para os outros.
No entanto, e como disse atrás, tenho tido a sorte de conhecer os realmente bons deste mundo, e a maior felicidade ainda de lhes poder chamar Amigos, porque são esses que me irão acompanhar na Viagem, ao passo que os outros vão saindo (ou sendo empurrados) em cada paragem.
p.s – Já agora, sorte a minha, porque assim pude dizer sim a um novo projecto que, se não me trará o mesmo conforto financeiro, irá de certeza trazer-me muito gozo pessoal e profissional, porque sei que irei trabalhar com verdadeiros Profissionais.
Escrito por at 00:58 Link permanente Comentário (1)
Sábado Novembro 03, 2007
Um Açude de água estagnada
Quem me conhece sabe, e muitas vezes critica-me, por eu ser uma pessoa que confia em toda a gente e avalia todas as pessoas por um antigo ditado que o meu pai me passou: «Nas costas dos outros nos vemos a nós».
Realmente, como tenho as costas largas e como a honestidade sempre foi o meu lema, acho que todos são assim.
Infelizmente, ou direi antes, felizmente, a vida tem-se encarregue de me ensinar precisamente o contrário. Os bons são muito bons, mas contam-se pelos dedos, ao passo que os maus são mesmo maus e são às dezenas.
Vem isto a propósito de uma pessoa que o Destino (ou lá o que quiserem chamar-lhe) colocou no meu caminho, um açude de águas paradas e negras, que integrou a mesma equipa onde eu trabalhava.
Sexto sentido ou não, sei que desde o primeiro dia, nunca simpatizei com tal pessoa, fosse pela prosápia que demonstrava, fosse por um sexto sentido que me alertava.
O problema é que o patrão gostava dela ao ponto de a sobrepor ao meu cargo, já de si de chefia, «esquecendo-se» convenientemente do trabalho para o qual a contratara.
Mas isso não chegava. Para se sentir segura, era necessário tirar-me do caminho.
E foi o que tentou por três vezes: primeiro indo queixar-se ao director sobre o facto de eu continuar a ser amiga de uma pessoa que tinha saído da empresa (para responder a uma melhor oportunidade).
Depois, como com este acto não atingiu os intentos que queria, cheia das «boas intenções» que tanto enchem o Inferno, achou que eu estaria melhor num cargo mais baixo, convencida de que eu não aceitaria. Como até me mostrei contente por isso, seguiu-se o terceiro e derradeiro golpe.
Sempre admiti que me corrigissem quando estou errada, mas que uma pessoa que escreve «ranking» com Q ou altere um título de «Saúde mental é uma prioridade» para «Saúde mental é uma prioridade urgente» me diga como escrever, isso não admito.
Tal como este Açude (sim, escreve-se assude) não podia permitir que lhe apontassem os erros crassos que cometia a cada passo.
Por isso, cheia do seu cargo, indicou ao patrão que eu não tinha o perfil adequado para estar na empresa, porque não podia corresponder aos elevados padrões exigidos. E este, que apesar de patrão não sabe dar valor a quem com ele trabalha, apoiou-se nisso para me dispensar.
De um só golpe, conheci duas das piores facetas da Humanidade: o fracassado que apenas consegue alcançar algo ao lixar a vida dos outros, e o cobarde, que atira as suas decisões para os outros.
No entanto, e como disse atrás, tenho tido a sorte de conhecer os realmente bons deste mundo, e a maior felicidade ainda de lhes poder chamar Amigos, porque são esses que me irão acompanhar na Viagem, ao passo que os outros vão saindo (ou sendo empurrados) em cada paragem.
p.s – Já agora, sorte a minha, porque assim pude dizer sim a um novo projecto que, se não me trará o mesmo conforto financeiro, irá de certeza trazer-me muito gozo pessoal e profissional, porque sei que irei trabalhar com verdadeiros Profissionais.
Escrito por at 00:58 Link permanente Comentário (1)
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
sexta-feira, janeiro 25, 2008
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Mudastiii!!!!!
Pois é, mudei.
Mudei para um novo campo de blog. Quero que os meus textos tenham mais visibilidade e o anterior não permitia isso.
Vaidade? Claro!! Quem não é vaidoso, não é filho de boa gente, ora esta...
Por isso, vou continuar a escrever por aqui, ou antes, a desabafar as coisas boas e más que a vida me reserva, até ser a minha vez de «sair do comboio» e silenciar.
Abraços aos meus amigos e beijos aos inimigos
Mudei para um novo campo de blog. Quero que os meus textos tenham mais visibilidade e o anterior não permitia isso.
Vaidade? Claro!! Quem não é vaidoso, não é filho de boa gente, ora esta...
Por isso, vou continuar a escrever por aqui, ou antes, a desabafar as coisas boas e más que a vida me reserva, até ser a minha vez de «sair do comboio» e silenciar.
Abraços aos meus amigos e beijos aos inimigos
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Maria do Carmo
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