sexta-feira, 14 de maio de 2010

JOAQUIM FIGUEIREDO NA 80ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

Dia 15 de Maio de 2010, sábado, das 17 às 18 horas, Joaquim Figueiredo (colaborador regular do «Comércio») vai estar presente, no pavilhão C01 da Feira do Livro de Lisboa, a autografar o seu livro «Eu, Português Impuro, no Caminho Francês de Santiago», publicado com a chancela da editora Fonte da Palavra.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Impostos, vírus e estupidez

Depois de na campanha eleitoral, Sócrates bradar bem alto que nunca iria aumentar os impostos, eis que começa o ‘Annus Horribilis' (agora corrigido) dos portugueses... IVA sobe, compra-se e gasta-se menos, as empresas não vão aguentar ainda mais esta e serão mais os desempregados.
«Ouve o que eu digo, não te fies no que eu faço» parece ser o lema deste Governo, agora com o total apoio daquele que era «o principal partido da oposição». É a crise, dizem-nos...
Mas nada a recear porque teremos sempre o Apoio Social de Inserção.
Bem, teremos se não formos portugueses, caso contrário, o caso fica bicudo...

Sobre os vírus, então não fiquei a saber, eu que até trabalhei na área da informática, que anda por aí um vírus informático a atacar, imagine-se, os teclados do computador!!!!
Ora este vírus é tão “estravagante” que perturba mesmo a edição de jornais... a tal ponto é problemático este vírus no teclado do computador, que retira mesmo os “assentos” das palavras...
Tanta é a minha estupidez que ainda não tinha dado que quando escrevo mal, não é culpa da falta de cultura da língua portuguesa, mas antes de um vírus no teclado do computador!
Tenham cuidado, e vejam lá, não deixem os teclados desprotegidos... é que depois podem querer dar os parabéns a alguém e só desejar um bom "aniversaro"

terça-feira, 11 de maio de 2010

«Não, este não é o nosso 25 de Abril»

«Vivemos num concelho em que há medo de expressar opinião contrária porque o apparatchik partidário tomou conta do bem público, e em que a propaganda e os subsídios são armas de promoção partidária. Não, este não é o nosso 25 de Abril.
Senhor Presidente, não basta celebrar a Liberdade e a Democracia. Porque uma democracia em que o poder corre em circuito fechado não é digna da herança que recebeu. De pouco vale celebrar a data da mudança de um regime se o vento continuar a calar a desgraça.»

Estas são palavras do discurso de Deputado Municipal do CDS-PP Fernando Sousa da Pena, um Almadense, na Sessão Comemorativa do 25 de Abril da Assembleia Municipal de Almada. O discurso, que pode ser lido na integra no blogue deste deputado, ou em emalmada.bloguespot.com, merece ser lido na totalidade.
O mesmo discurso causou a saída da sala do executivo da maioria da Câmara Municipal de Almada.
Pena que, 36 anos depois do 25 de Abril de 1974, sejam nas Câmaras da Margem Sul que se ouçam estes discursos da oposição, e se tenham estas atitudes....

terça-feira, 4 de maio de 2010

Professora agredida: Leonídia Marinho

Recebi este email de um amigo que é professor, com o pedido de passar a todos os que conhecesse...

PARTICIPAÇÃO DISCIPLINAR MUITO GRAVE:

Grupo Disciplinar: 10º B - Filosofia
Agressor:
Contextualização:
Dia vinte e seis de Março de 2010. Último dia de aulas. Às 14 horas dirigi-me à sala 15 no Pavilhão A para dar a aula de Área de Integração à turma 10º DG do Curso Profissional de Design Gráfico.
Propus aos alunos a ida à exposição no Polivalente e à Feira do Livro, actividades a decorrer no âmbito dos dias da ESE. A grande maioria dos elementos da turma concordou, com excepção de três ou quatro elementos que queriam permanecer dentro da sala de aula sozinhos. Deixar que os alunos fiquem sozinhos na sala de aula sem a presença do professor é algo que não está previsto no Regulamento Interno da Escola pelo que, perante a resistência dos alunos que não manifestavam qualquer interesse nas actividades supracitadas decidi que ficaríamos todos na sala com a seguinte tarefa: cada aluno deveria produzir um texto
subordinado ao tema "A socialização" o qual me deveria ser entregue no final da aula. Será preciso dizer qual a reacção dos alunos? Apenas poderei afirmar que os alunos desta turma resistem sempre pela negativa a qualquer trabalho porque a escola é, na sua perspectiva, um espaço de divertimento mais do que um espaço de trabalho. Digamos que é uma Escola a fingir onde TUDO É PERMITIDO!
É muito fácil não ter problemas com os alunos. Basta concordar com eles e obedecer aos seus caprichos. Esta não é, para mim, uma solução apaziguadora do meu estado de espírito. Antes pelo contrário. A seriedade é uma bússola que sempre me orientou mas tenho que confessar, não raras vezes, sinto imensas dificuldades em estimular o apetite pelo saber a alunos que têm por este um desprezo absoluto. As generalizações são abusivas. Neste caso, não se trata de uma generalização abusiva mas de uma verdade inquestionável. Permitam-me um desabafo: os Cursos Profissionais são o maior embuste da actual Política Educativa. Acabar com estes cursos? Não me parece a solução.
Alterem-se as regras.

Factos ocorridos na sala de aula:
Primeiro Facto: Dei início à aula não sem antes solicitar aos alunos que se acomodassem nos seus lugares. Todos o fizeram exceptuando o aluno ***********, que fez questão de se sentar em cima da mesa com a intenção manifesta de boicotar a aula e de desafiar a autoridade da professora.
Dei ordem ao aluno para que se sentasse devidamente e este fez questão de que eu o olhasse com atenção para verificar que ele, ***********, já estava efectivamente sentado e ainda que eu não concordasse com a sua forma peculiar de se sentar no contexto de sala de aula, seria assim que ele continuaria: sentado em cima da mesa. Por três vezes insisti para que o aluno se acomodasse correctamente e por três vezes o aluno resistiu a esta ordem. Reacção da maioria dos elementos da turma: Risada geral.
Reacção do aluno *********: Olhar de agradecimento dirigido aos colegas porque afinal a sua "ousadia" foi reconhecida e aplaudida.
Reacção da professora: sensação de impotência e quebra súbita da auto-estima.
Senti este primeiro momento de desautorização como uma forma que o aluno, instalado na sua arrogância, encontrou de me tentar humilhar para não se sentir humilhado.
Como diria Gandhi, "O que mais me impressiona nos fracos, é que eles precisam de humilhar os outros, para se sentirem fortes..."
Saliento que neste primeiro momento da aula a humilhação não me atingiu a alma embora essa fosse manifestamente a intenção do aluno.
Segundo Facto: Dei ordem de expulsão da sala de aula ao aluno **********, com falta disciplinar. O aluno recusou sair da sala e manteve-se sentado em cima da mesa com uma postura de "herói" que nenhum professor tem o direito de derrubar sob pena de ter que assumir as consequências físicas que a imposição da sua autoridade poderá acarretar.
Nem sempre um professor age ou reage da forma mais correcta quando é confrontado com situações de indisciplina na sala de aula. Deveria eu saber fazê-lo? Talvez! Afinal, a normalização da indisciplina é um facto que ninguém poderá negar. Deveria ter chamado o Director da Escola para expulsar o aluno da sala de aula? Talvez...mas não o fiz.
Tenho a certeza de que se tivesse sido essa a minha opção a minha fragilidade ficaria mais exposta e doravante a minha autoridade ficaria arruinada.
Dirigi-me ao aluno e conduzi-o eu própria, pelo braço, até à porta para que abandonasse a sala. O aluno afastou-me com violência e fez questão de se despedir de uma forma tremendamente singular: colocou os seus dedos na boca e em jeito de despedida absolutamente desprezível, atirou-me um beijo que fez questão de me acertar na face com a palma da mão. Dito de uma forma muito simples e SEM VERGONHA: Fui vítima de agressão. Pela primeira vez em aproximadamente vinte anos de serviço.
Intensidade Física da agressão: Média (sem marcas).
Intensidade Psicológica e Moral da agressão: Muito Forte.
Reacção dos alunos: Riso Nervoso.
Reacção do aluno **********: Ódio visível no olhar.
Reacção da professora: Humilhação. Ainda que eu saiba que a humilhação é fruto da arrogância e que os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexos de inferioridade que usam a humilhação para não serem humilhados, o que eu senti no momento da agressão foi uma espécie de visita tão incómoda quanto desesperante. Acreditem: a visita da humilhação não é nada agradável e só quem já a sentiu na alma pode compreender a minha linguagem.
Terceiro Facto: O aluno preparava-se para fugir da sala depois de me ter agredido e, conforme o Regulamento Interno determina, todos os alunos que são expulsos da sala de aula terão que ser conduzidos até ao GAAF, Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família. Para o efeito, chamei, sem êxito, a funcionária do Pavilhão A, que não me conseguiu ouvir por se encontrar no rés-do-chão. Enquanto tal, não larguei o aluno para que ele não fugisse da escola (embora lhe fosse difícil fazê-lo porque os portões da escola estão fechados).
Mais uma vez, o aluno agrediu-me, desta vez, com maior violência, sacudindo-me os braços para se libertar e depois de conseguir o seu objectivo, começou a imitar os movimentos típicos de um pugilista para me intimidar. Esta situação ocorreu já fora da sala de aula, no corredor do último piso do Pavilhão A.
Reacção dos alunos (que entretanto saíram da sala para assistir à cena lamentável de humilhação de uma professora no exercício das suas funções): Risada geral.
Reacção do aluno ********: Entregou-se à funcionária que entretanto se apercebeu da ocorrência.
Reacção da Professora: Revolta e Dor contidas que só o olhar de um aluno mais atento ou mais sensível conseguiria descodificar. Porque, acreditem: dei a aula no tempo que me restou com uma máscara de coragem que só caiu quando a aula terminou e sem que nenhum aluno se apercebesse. Entretanto, a funcionária bateu à porta para me informar que o aluno queria entrar na aula para me pedir desculpa pelo seu comportamento "exemplar".
Diz-se que um pedido de desculpas engrandece as partes: quem o pede e quem o aceita. Não aceitei este pedido por considerar que, fazendo-o, estaria a pactuar com um sistema em que os professores são constantemente diabolizados, desprestigiados e ameaçados na sua integridade física e moral. Em última análise, a liberdade não se aliena. O aluno escolheu o seu comportamento. O aluno deverá assumir as consequências do comportamento que escolheu e deverá responder por ele. É preciso PUNIR quem deve ser punido. E punir em conformidade com a gravidade de cada situação. A situação relatada é muito grave e deverá ser punida severamente. Sou suspeita por estar a propor uma pena severa? Não! Estou simplesmente a pedir que se faça justiça.
Vamos ser sérios. Vamos ser solidários. Vamos lutar por uma Escola Decente.Ps: Este caso já foi participado na Polícia e seguirá para Tribunal.
Ermesinde, 30 de Março de 2010
A Professora _________________________

domingo, 2 de maio de 2010

Almoçar no «Forte»

E foi isso mesmo que fiz hoje. Não por ser Dia da Mãe, mas antes por ser domingo, eis-nos às duas a passear até à Outra Banda. Como sempre, não levo destino, como sempre, limito-me a seguir setas e estradas, sem saber onde vão dar. E depois, quando por vezes quero voltar, népias, não sei lá ir.
Hoje fui até à zona saloia, Caneças e afins e finalmente subi até à Serra de Monte Agraço. Não subi mesmo até ao forte do Alqueidão, porque a estrada mostrava alguns buracos e como a minha mãe fez questão de frisar, «o boguinhas não é um Jipe!».
Pronto, limitei-me a subir até às enormes eólicas que ali estão, e deixei o resto da visita para outra altura. Desci e eis-me no restaurante «O Forte», ali mesmo à beira da estrada e à entrada para a tal subida que leva ao forte.
Uma sala enorme, com tectos em madeira e antigos quadros nas paredes, que contavam, imagine-se, as batalhas da invasão francesa em Portugal, bem como mostravam as fardas de militares.
Em mesas simpáticas, foi servido um pão caseiro gostoso, acompanhado de umas azeitonas que pecavam apenas por pouco sabor, embora grandes.
A escolha foi rápida: uma dose de cozido e um jarrinho de branco da casa.
Embora com um serviço um pouco lento (apenas uma pessoa e o patrão a atender), a espera era suportável pela simpatia. E valeu a pena.
Uma dose dava para alimentar uma família. Batatas, cenoura, nabo, repolho, carnes a perder de vista e um pratinho com arroz cozido nos enchidos e os ditos.
O branco era espesso, maduro até dizer basta, aromático e perfeito para o almoço.
Mais dois cafés e a conta: 15 euros, bem como o jantar a levar para casa, com o restante cozido.
Se ali volto, sem dúvida, e de preferência com um jipe, para explorar aquilo ao pormenor e depois degustar outro cozido à boa maneira portuguesa.

«FORTE DO ALQUEIDÃO (ou Forte Grande)
O Forte do Alqueidão faz parte de um conjunto de oito fortes ou redutos existentes no concelho de Sobral de Monte Agraço e que integravam a 1ª Linha de Torres Vedras, que teve um papel decisivo na vitória contra a 3.ª invasão francesa.
Localizado a cerca de 2 Km a Sul de Sobral de Monte Agraço na serra de Monte Agraço, a 439 m de altitude aí se localizava o posto de comando das Linhas pois este era o ponto de cota mais alta de todo o sistema defensivo, à frente do qual ficava um favorável campo de batalha.
No local ainda se podem reconhecer as posições de fogo, as trincheiras e os fossos que serviram para reforçar todo este complexo defensivo de grande valor estratégico.
A comprovar a importância estratégica do Forte do Alqueidão, está também a localização dos quartéis-generais de Wellington e Bereford no Concelho do Sobral.
É simultaneamente um dos mais belos miradouros da Estremadura, de onde se pode observar uma paisagem deslumbrante.»
Informação da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço

sábado, 1 de maio de 2010

Apelo para gatinhas

Pronto, já fiquei com o coração destroçado, ao ver estas meninas a precisar de uma casa. Não fosse o cachorrão do Belchior, mais a Ritinha, o Bruno e a Sofia, os gatinhos da casa, e sei de quem ia já até ao Canil /Gatil do Seixal buscar umas peludinhas. Mas a casa já não suporta mais quatro patas (sem falar no Afonso, o peixão).
Por isso cá fica o apelo:
«Bebés! Muitos bebés!
Chegaram todos esta semana ao canil! Só bebés!!! Aguardam adopção urgente, mas responsável!
Este é um novo "molho" de meninas! Chegaram esta semana, e são só raparigas! Giras!!!!!
Mais informação em http://amigos-animais-seixal.blogspot.com/ »

Falem de mim...

Sem querer defender ninguém, mas acho que a montanha pariu um rato. Costuma dizer-se na gíria que «não interessa se falam bem ou mal de mim, desde que falem», e este é claramente o caso criado pelo director do Jornal Sol. Ninguém está isento, na comunicação social, das pressões dos partidos, quer seja por excesso ou por defeito.

Mas negar informação durante o processo, só prova que algo não era verdadeiro. Penso eu de que...
 
«Deliberação do Conselho Regulador sobre o "caso Sol"

O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deliberou, no exercício das suas atribuições previstas nas alíneas a) e c) artigo 8.º dos seus Estatutos, e perante os elementos constantes do processo, «proceder ao arquivamento do processo relativo às pressões políticas e económico-financeiras denunciadas pelo director do jornal Sol».
Em causa estavam as denúncias públicas feitas pelo director do jornal Sol relativas a tentativas de “chantagem” sobre a sua direcção editorial e a tentativa de “estrangulamento” económico-financeiro, com o objectivo de condicionar a sua linha editorial ou, no limite, conduzir à extinção do jornal.
O Conselho Regulador considera, «relativamente às alegadas pressões políticas feitas, por via telefónica, sobre a direcção editorial do Sol, que, num caso, não foi sequer identificada, por escusa do jornalista, a origem das mesmas, e, no outro, não foi confirmado, por flagrante contradição dos declarantes, o teor do diálogo em questão».
Para o Conselho Regulador da ERC, «não ficou provado que a mudança na Administração do Grupo BCP, ocorrida em Fevereiro de 2008, tivesse alterado a conduta e a estratégia da BCP Capital enquanto accionista da sociedade proprietária do jornal Sol, fosse através da suspensão de créditos ou de patrocínios, fosse através da redução da compra de espaço publicitário no jornal, não podendo, por conseguinte, dar-se como confirmada a existência de pressões de natureza política do BCP sobre o semanário Sol, com a finalidade de esta instituição bancária procurar condicionar a orientação editorial do jornal Sol».
Em suma, considera o Conselho Regulador da ERC que, ponderados os depoimentos prestados perante a ERC e tudo o que foi possível apurar-se na documentação junta ao processo, não ficaram provadas as pressões políticas e económico-financeiras denunciadas pelo director do jornal Sol.»

domingo, 25 de abril de 2010

O meu obrigado a todos os que durante décadas lutaram para que agora possa ter este blogue e dizer livremente o que me vai na alma.
Que este Abril se cumpra, sempre!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Uma onda de revivalismo....

Às vezes temos estas coisas, um revivalismo que nos bate. E este bateu ao reler um post (mais um) colocado desta feita no blogue «O Flamingo», na segunda-feira, 7 de Setembro de 2009, com o título «Jornalismo refém do PSD e do PS».

«Caros leitores,
Depois de ter vindo a assistir na comunicação social - alguma, de facto, credível - à novela que envolve a TVI, Manuela Moura Guedes e o PS, na qual a vítima do crime foi a liberdade de expressão, os meus maiores medos vieram a revelar-se verdadeiros. Os jornais locais estão completamente reféns dos poderes instituídos.
Todo este fenómeno teve início aquando do pagamento por parte do PSD (na pessoa do Sr. Paulo Edson Cunha) de uma avultada quantia de dinheiro aos 3 jornais locais, segundo ele, para garantir espaço publicitário nesses 3 órgãos de comunicação social (cf. artigo). Vou apenas mencionar dois exemplos deste atentado contra a verdade no nosso Concelho que sem vindo a desenrolar nos últimos dias.»

E continua, analisando as noticias saídas nos jornais Noticias do Seixal, e claro, no Comércio do Seixal, onde são analisados os espaços dedicados a cada partido, por número de palavras e por espaço efectivo relativamente ao espaço total da edição. Assim se vê a forma como este jornal local distribui o seu espaço editorial pelas 5 forças políticas com assento parlamentar.»

Excelente exercício, diria, pena foi ter deixado de fora o único quinzenário do concelho, já na altura o órgao de comunicação social eleito pela maioria da CDU para a sua campanha eleitoral.

Mas este post é ainda mais brilhante quando lemos o seguinte:
«Acho vergonhosa esta distribuição e é, mais uma vez, demonstrativa da hipocrisia do PS no nosso Concelho. Veremos agora se o Sr. Samuel Cruz irá apresentar queixa na CNE por distribuição indevida do espaço na comunicação social. Certamente que não. Estes dois exemplos são também os expoentes máximos do conflito de interesses existente entre o PSD e os jornais locais, devido ao pagamento de 2000€ em publicidade paga.
É uma tristeza a falta de vergonha dos editores destes jornais que, a troco de meia dúzia de tostões se vendem, quais Judas dos tempos modernos. Espero que se lembrem que as moedas não duram para sempre e o "apoio" do PSD com o compadrio do PS acabam dia 11 de Outubro.
Depois quero ver...»

O que eu realmente queria ver, e saber, chegando mesmo a interrogar o autor do blogue na altura era qual a sua reacção sobre o DESAVERGONHADO apoio da Câmara Municipal do Seixal apenas ao Jornal do Seixal, a troco de fotos na capa e das reportagens para a CDU, e consequente corte das noticias (quer em campanha eleitoral, quer agora, meses passados) das iniciativas dos partidos da oposição.

Se calhar é porque a Câmara Municipal do Seixal não é a CDU, ou a CDU não é a Câmara Municipal do Seixal, ou Alfredo Monteiro não é a CDU, ou a CDU não é Alfredo Monteiro, nem a Câmara Municipal...
Enfim, é como diz o ditado, bem prega frei Tomás, faz o que ele diz, não o que ele faz.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Zeca Afonso e o parque infantil das Cavaquinhas

Ouvir Zeca Afonso, para mim, quase mais do que simbolizar a Revolução dos Cravos (prefiro chamá-la assim, porque foi uma revolução de mais, muitos mais, dias do que apenas o 25 de Abril), traz-me à memória um parque infantil. O parque infantil das Cavaquinhas.
Corria o ano de 1975, mais propriamente o dia 25 de Abril desse ano, e tinham lugar as primeiras eleições legislativas livres com sufrágio universal realizadas no país.
Os meus pais, tal como milhares de pessoas, quiseram estar nos locais de voto logo cedo. E onde deixar as crianças pequenas, como eu na altura, senão no parque infantil, sem se preocuparem com desconhecidos, segurança ou afins.
Afinal, o país vivia os primeiros tempos de liberdade. Eram outros tempos.
E recordo as horas passadas nesse parque infantil, com outras crianças, enquanto os nossos pais esperavam pacientemente pela sua vez de votarem na escola secundária das Cavaquinhas, agora escola secundária Dr. José Afonso (e muito justamente, na minha opinião).
Mas a que propósito vem o cantor?
É que me recordo claramente de ouvir, durante essas horas de brincadeira e espera, a música de Zeca em enormes altifalantes que ecoavam por toda a zona.
Que digo eu? Por todo o concelho.
É por isso que, quando ouço Zeca Afonso, para além dos sentimentos ligados à Liberdade que me foram ensinados, felizmente desde a escola primária, desperta-me o sentimento da liberdade da infância, dos dias em que apenas o brilhar do Sol contava, para poder ir brincar para a rua, e de preferência no parque infantil das Cavaquinhas.