quinta-feira, 3 de junho de 2010

Quando estala o verniz

J.S. Teixeira disse...
Carmo Torres,
O que você escreveu é MENTIRA e você é MENTIROSA! Digo-o também com todas as letras para que não tenha dúvidas. Além disso, a sua falta de ética é assombrosa, visto que está a revelar o conteúdo de conversas privadas que tive consigo enquanto directora de um jornal, e acima de tudo quando lhe fiz uma denúncia de um caso gravíssimo.
No entanto, reafirmo que MENTE e é MENTIROSA quando diz que eu já me ofereci para escrever no seu PASQUIM. Aquilo que fiz foi questioná-la acerca dos requisitos que existiam para que alguém publicasse artigos de opinião no PASQUIM que dirige. E fí-lo única e exclusivamente porque estava interessado em compreender qual a razão de determinadas pessoas terem o direito de opinar, ofendendo e caluniando pessoas e instituições, sem que lhes fosse reconhecido qualquer tipo de relevo no panorama concelhio.
Carmo Torres, já compreendi que o seu problema não é a tentativa que faz de ser jornalista, você não passa de uma reles mentirosa.
Tenho dito.
3 de Junho de 2010 12:24

Carmo Torres disse...
Caro J. S. Teixeira,
Deixei o seu "carinhoso" comentário porque acho que é merecedor de ser lido por todos os que visitam o meu blogue.
Também sei que anda a tentar envolver-me em guerrilhas publicando textos e comentários falacciosos contra mim, mas a única guerra que travarei é na defesa do meu projecto, e na dos postos de trabalho das pessoas que trabalham no jornal.
Deve ser a última pessoa a falar de Ética, quando se esconde atrás de uma falsa identidade (e você sabe que eu sei disso), para atacar impunemente quem dá a cara por aquilo que diz.
Mas já dizia o meu pai, as acções ficam com quem as pratica, e os cães ladram e a caravana passa.
3 de Junho de 2010 13:56

post scriptum (não vão confundir) - Tenho de me retratar em abono da verdade.
O caro "J.S. Teixeira" realmente não se ofereceu para escrever para o jornal, considerando na altura que "A minha posição quanto ao vosso jornal é de bem e sempre foi de respeito".
Questionou apenas sobre o "critério/requisitos para a publicação de artigos de opinião", ao que lhe foi respondido que são 3.000 caracteres, uma foto e o texto entregue à 4.ª feira...
Na minha óptica, a verdade fica sempre bem. Se calhar na de outros, é apenas um badalo de enfeite...
Mas não deixa de ser curiosa a reacção.

Do baú

Numa daquelas pesquisas pela net, encontrei este texto, que quis partilhar com quem gosta de vir aqui espreitar estes desabafos.



«O Setubalense» - Arquivo: Edição de 22-04-2009

SECÇÃO: Opinião

A Liberdade Da Imprensa
Como homem ligado à informação durante muitos anos, percebi muito estranhas, duas situações passadas em Reuniões de Câmara da nossa cidade de Setúbal. Passo a relatar. Primeira situação: uma repórter captava o som, junto a um altifalante. Trabalhava em más condições, pois tinha de permanecer com o braço levantado a segurar o gravador. Cansada, deixou de o fazer no momento em que a edil, zurzia na oposição. Vendo que as suas palavras não iriam estar “presentes” nesta gravação, cruzou com a repórter, mais ou menos este diálogo: “Então não está a gravar isto? Faz favor de gravar o que eu estou a dizer” – ao que a repórter responde, “Não senhora, eu é que sei do meu trabalho, sei o que gravo! Eu é que sei e o que me interessa” …e lá saiu a velada ameaça? – “Há é? A gente depois conversa…”. Segunda situação, muito recente: após uma troca de palavras com um dos vereadores. Este fizera um reparo sobre o facto de Boletim Municipal ser mais um veículo de propaganda da maioria relativa que gere o Município. Retruca a edil “…È evidente que no tempo de Mata Cáceres não se fazia o Boletim Municipal, porque no tempo de Mata Cáceres não havia necessidade. O Próprio Mata Cáceres dizia que tinha o Jornal “O Setubalense” à sua disposição, por isso não precisava do Boletim Municipal. Nós não temos o “Setubalense” à nossa disposição e por isso temos que informar a população de Setúbal sobre a actividade da Câmara Municipal no município. Era o Jornal “O Setubalense” que substituía o Boletim Municipal…(sic). Com estas palavras, “confirmou” as suspeitas da oposição sobre a finalidade do Boletim Municipal e simultaneamente, atacou, colocando um pouco mais de pressão, sobre as opções e liberdades escolhidas pelo periódico em causa.



Sei muito do que acontece no concelho e na cidade através deste Periódico, que me habituei a consultar sempre que é publicado. Parece-me um Jornal pluralista. Se nele se escrevem mentiras e inverdades, qualquer um poderá e deverá, ao abrigo do direito de resposta, repor a verdade dos factos, como se diz. Ou então há duas verdades. Uma verdade plural e democrática e outra sectária, facciosa, fanática e intolerante.
Digo eu. A Liberdade de Imprensa é um dos princípios pelos quais um estado democrático assegura aos seus cidadãos a liberdade de veicular livremente opiniões, ideias, pensamentos e notícias. É um conceito basilar nas democracias modernas, nas quais a censura já não devia ter lugar. Qualquer tipo de pressão no sentido de influenciar os media, pode inibir muita gente de escrever e publicar “coisas verdadeiras” em detrimento de outra informação alienante, só para agradar ao poder instituído.
Para encerrar o que acima descrevi, dois pontos de reflexão.
1- O Estado e as Regiões Autónomas, continuam proibidos de serem proprietários de órgãos de Comunicação Social, como insiste constar na nova Lei, aprovada há poucos dias no Parlamento. Não sei onde colocar um Boletim Municipal;
2 - Dentro de dias estaremos a comemorar novo aniversário do 25 de Abril. Arautos da Liberdade voltarão com belas palavras, que afinal, estes actos contrariam.
Um Leitor Identificado

NR: Esclarece-se que este artigo não foi escrito por ninguém do Jornal «O Setubalense». De salientar que sempre nos pautámos pelo rigor e independência, custe a quem custar. Nos tempos de Mata Cáceres, este dizia que controlava todos os órgãos de comunicação social do concelho, facto que em relação a «O Setubalense» não se verificou. Por isso, não aceitámos críticas deste género, seja de quem for. É claro que em ano de eleições, as pessoas têm tendência a ficarem mais nervosas.»

terça-feira, 1 de junho de 2010

Só porque me apetece


Aqui fica uma foto da fantástica vista que desfruto da minha janela. Pena é que, daqui a bocado quando sair, não tenha muita escolha para ir até uma esplanada junto da praia e simplesmente olhar este rio lindo.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dia Mundial Sem Tabaco assinala malefícios do fumo

Um dos dias que mais gosto, como não fumadora que sou. Comigo é mais bolos.


«O Dia Mundial sem Tabaco assinala-se, hoje, com várias iniciativas pelo país para sensibilizar a população para os malefícios do tabaco e alertar para o crescente aumento do número de mulheres fumadoras. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dos mil milhões de fumadores no mundo, cerca de 200 milhões são mulheres e esse é o principal alvo das campanhas deste ano.
O tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para celebrar a efeméride - "O Tabaco e o género, com ênfase para publicidade dirigida às mulheres" - visa chamar a atenção para as estratégias utilizadas pela indústria do tabaco para aumentar o consumo dos seus produtos por parte das mulheres.»

domingo, 30 de maio de 2010

Uma boa semana


Num dia que correu razoavelmente bem, e para uma semana que se prevê fantástica, não podia deixar aqui uma mensagem de ternura com a segunda coisa melhor do mundo, os amigos de quatro patas.
E cá ficam os meus bichanos a desejar a todos uma boa semana de trabalho, da forma como eles gostam.

O melhor são as crianças

Ao chegar aos 39 anos de idade, é altura para reflectir em alguns pontos da nossa vida. Um deles é o facto de, segundo algumas pessoas, não ter ainda cumprido o meu papel como mulher, ou seja, ser mãe.

Vem isto a propósito do novo desafio que lançámos no jornal «Comércio» sobre os direitos das crianças, a par com o advogado e vereador Paulo Edson Cunha. E já agora, também, amigo desde o primeiro dia do jornal.
Confesso que gostaria de ser mãe, mas houve sempre a velha desculpa da falta de tempo, minha e do meu companheiro. Depois, a situação económica também nunca ajudou por aí além. E eis que assim chego a uma idade onde é quase impossível realizar esse acto até, infelizmente, por questões de saúde.
Mas por vezes a vida também nos dá algumas coisas boas.
E isso tem sido conhecer algumas crianças muito especiais, filhos de amigos meus, com quem tenho, ou tive, ligações também muito especiais (e aqui para nós, sem os lados menos positivos da maternidade, se é que me faço entender).
E uma delas é, sem dúvida, ter conhecido um miúdo maravilhoso que hoje é o meu afilhado. Das suas atitudes, dos seus gestos de enorme carinho para com todos os que o rodeiam, da sua humildade enquanto criança, tiro eu todos os dias maravilhosas lições de vida.
Um sorriso dele, e tenho o dia ganho.
Vem isto a propósito também de outras crianças, essas para quem um sorriso é algo quase desconhecido. Essas a quem as suas acções não iluminam o dia de ninguém, porque não têm quem para elas olhe.
Pensar no Dia da Criança, mais do que celebrar as crianças felizes que vemos com os pais, é lembrar também as crianças para quem a vida é madrasta desde os primeiros tempos.
As crianças que não tiveram o direito de o ser, outras que, por o serem, são castigadas por aqueles que as deviam defender.
Outras simplesmente porque não se sabem defender contra os que julgam ser seus amigos ou protectores.
São para essas crianças que se deve reflectir o Dia da Criança, para aquelas que não têm voz nos dias que passam, para aquelas que sofrem, para aquelas a quem é necessário estender a mão.
E se, apesar de ser apenas uma gota num imenso oceano, essa ajuda poder ser dada através da palavra escrita, então que o ser Jornalista e o ser um Jornal, sirva para tal.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Os nus e os outros

Ontem tive de ir à Segurança Social de Amora para entregar um contrato de trabalho (situação recorrente, porque ao contrário de certa gentalha que por aí anda de peito enfunado, mas não paga e muito menos contrata os empregados, no meu caso, e apesar do esforço que isso significa, todas as pessoas têm os seus direitos garantidos. Mas são opções, e pelos vistos muito bem cotadas na «Bolsa» aqui do Seixal...).
Acontece que normalmente uma visita áquele espaço é um pesadelo.
Ontem foi uma tortura. Fui de manhã tirar a senha C – Contribuintes. Eram 11h20.
A minha senha era o 23. Normal, não fosse que no placard me informassem que só tinham ainda sido atendidas SEIS pessoas. Num espaço que abre às 9h00 da manhã!
Pergunto, o que esteve a senhora responsável a fazer toda a manhã? O mesmo que fez quando me atendeu: demorou quase dois minutos a colocar um simples agrafo em folhas...
Isto para não falar no calor intenso que se sentia. Cá fora, mesmo com muito vento, sempre se estava melhor, encostados à parede, e quem esperava ia carpindo as suas mágoas de tanto tempo de espera. Havia pessoas que tinham tirado a senha pouco depois das 9h00 e eram o 180!!! No entanto, ninguém se disponibilizou a pedir o livrinho, sabem, o Livro de Reclamações. Quando falei nisso, a resposta veio pronta: «Para quê? Eles deitam tudo fora, nem ligam. E depois ainda me anulavam o pedido...»
Sem comentários.
Mas milagre dos milagres. Eis que se aproximam as 16h00, e se as senhas iam no 77 saltam alegremente até ao 111 em apenas cerca de dez minutos. Por muito desespero, não acredito que tenha desistido tanta gente. Será que a hora da saída se aproxima e se apressam os serviços?
Os mesmos serviços e funcionários que dias antes, quando a minha mãe ali esteve, interromperam o serviço durante mais de uma hora, cerca das 10h30, até que as pessoas começaram a ameaçar que iam tomar outras medidas se não voltassem a atender.
Ali mesmo ao lado, uma cigana dizia ufana para outra: sabes, agora já tenho a casa paga, mas tenho de pedir mais porque o meu filho entrou para a escola... ao telefone com uma funcionária, uma brasileira gritava porque não lhe queriam dar o subsidio de parto, enquanto a funcionária lhe explicava vezes sem conta que sem o documento de residência não podia requerer o subsidio. Espantoso mesmo é ver naquele espaço portugueses... mas eu é que sou racista.

Na outra ponta da escala, e porque isto não é só dizer mal, há que dar aleluias pelo novo espaço das Finanças do Seixal (outro local da minha devoção, onde vou várias vezes, exactamente pelos mesmos motivos que expliquei antes). Se antes para pedirmos uma simples explicação eram horas, agora são apenas alguns minutos de espera, e ainda o podemos fazer sentados.
Não sei se o novo espaço trouxe um novo ânimo aos funcionários, mas o que é certo é que as coisas estão bem diferentes.
Haja ao menos alguma alegria no meio da escuridão em que vivemos.

domingo, 23 de maio de 2010

Só uma perguntinha...

Um amigo jornalista enviou-me esta nota que se encontra no site da Câmara Municipal de Oeiras.
Se a autarquia do Seixal recuperar alguns dos concursos do passado (como o de melhor leitor da Biblioteca, etc), poderia utilizar esta ideia.
A minha perguntinha vai no sentido de saber, se por estas bandas se instituisse um prémio assim (haveria concorrentes suficientes, creio eu), quais seriam os critérios, o júri e claro, o vencedor.
Na certa, alguém que responde pela tal "comunicação social responsável" tão do agrado e que tão bem "assina" a língua portuguesa. Mas se calhar, é tudo uma questão de "assentos"...

«30 de Abril – Dia da Imprensa Regional do concelho de Oeiras

15 mil euros para Prémio Gazeta de Oeiras 2009
A Câmara Municipal de Oeiras cumpriu a tradição e assinalou o Dia da Imprensa Regional do concelho de Oeiras, 30 de Abril, apresentando o Prémio Municipal de Imprensa “Gazeta de Oeiras” 2009.
Comemorando-se este ano os 250 anos de elevação de Oeiras a Vila, e pretendendo-se envolver a comunicação social (regional e nacional) nas respectivas comemorações, o Prémio Gazeta de Oeiras 2009 tem uma diferenciação, aprovada pelo Executivo camarário. O objectivo é valorizar a imprensa humanizante, a imprensa do dia-a-dia, a imprensa da proximidade.
Assim, atendendo ao ano comemorativo em que nos encontramos, serão premiados os melhores trabalhos sobre os 250 anos do Concelho de Oeiras, da seguinte forma:
Prémio Câmara Municipal de Oeiras – Nacional – 7.500 €
Prémio Câmara Municipal de Oeiras – Regional – 7.500 €
O prémio destina-se a distinguir o(s) trabalho(s) divulgado(s) nos órgãos de comunicação social sobre os 250 anos do concelho Oeiras, de inequívoca qualidade e que melhor contribua(m) para o conhecimento do ano comemorativo que o concelho atravessa, sendo constituído da seguinte forma:
Sendo um prémio de autor (num valor global para esta edição de 15.000 €), poder-se-ão candidatar os próprios e/ou empresas de comunicação social responsáveis pela difusão de qualquer trabalho - de natureza ESCRITA, FOTOGRÁFICA, RADIOFÓNICA, TELEVISIVA e MULTIMÉDIA - divulgado no ano de 2009, num conjunto de trabalhos a concurso, não superior a três, por cada um dos autores.
Os trabalhos a concurso devem ser entregues no Gabinete de Comunicação (GC) da Câmara Municipal de Oeiras, até ao dia 31 de Dezembro de 2009.
A entrega processar-se-á em envelope fechado dirigido à directora do GC, contendo uma cópia do trabalho original no suporte em que foi difundido, devidamente identificado (nome, morada e número de contribuinte), com menção expressa dos meios de comunicação, datas em que foram divulgados, acompanhado por uma breve nota curricular dos autores (não superior a 1.500 caracteres).
Estes trabalhos serão apreciados na óptica jornalística, por um Júri de reconhecida qualidade, convidado pela Câmara Municipal de Oeiras, e que no âmbito deste normativo é soberano nas suas decisões. À semelhança de anos anteriores o júri de avaliação será maioritariamente externo, constituído por personalidades de reconhecida competência na área.
Como temos vindo a afirmar na Campanha dos 250 Anos, somos todos marqueses, oeirenses, interactivos e poetas. Na verdade, num sentido mais lato, somos todos comunicadores, pontes de conhecimento de uns para outros, de geração em geração, de passado para presente e daqui para o futuro.
Uma dessas pontes, da qual nos orgulhamos, é a Imprensa Regional. Através dela, preservamos identidades. Através dela, contribuímos para o enraizamento porque liga as gentes à terra onde vivem. É aquilo a que podemos chamar de jornalismo de proximidade.
Neste sentido, queremos envolver a Imprensa Regional nas comemorações dos 250 anos. Esta envolvência é um enlace, é como que um abraço entre Oeiras e a sua comunicação mais próxima.»
in: http://www.cm-oeiras.pt/noticias%5CPaginas/DiadaImprensaRegional46.aspx

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Blogues, bloguistas e anónimos

No prefácio do livro «Mitos Urbanos e Boatos», de Susana André (mais uma das autoras entrevistadas pelo «Comércio», mas adiante) Miguel Sousa Tavares escreve o seguinte:

«Os blogues foram inventados por um génio do mal e a pensar especificamente nos portugueses: como dizer mal à vontade e sem identificação nem consequências algumas, para caluniar alguém em total impunidade.
Num país onde a inveja tem sido o sempre o motor da história, os blogues vieram fornecer um instrumento mortífero de destruição de reputações» e acrescento eu, de forma cobarde.

Confesso que não gosto do MST (o autor, que do comboio, ainda não experimentei).
É um direito que me assiste, em especial depois de uma entrevista em que afirmava que via da sua janela o comboio da Ponte ir vazio (quando se levantava), e dava a entender que o povo não merece nada, porque tinha tão bons transportes e continuava a andar de carro. Isto numa altura em que eu ia de comboio para Lisboa, muitas vezes de pé, por falta de lugares sentados. Não sei a que hora se levantaria tão inteligente comentador, mas enfim.

O que interessa é que estas palavras dele vieram a propósito de de um blogue-cloaca que o ataca, sem que o autor se identifique.
Caso para dizer, onde é que já vi isto? Ah, foi por aqui. Temos por cá vários blogues. Curiosamente, tirando um bem conhecido que apresenta casos contra o executivo CDU, os restantes de membros da oposição estão claramente identificados.
O mesmo não acontece, ainda mais curiosamente, e salvo uma honrosa excepção de um deputado municipal que também assina uma coluna no seu jornal, os restantes blogues de ataque à oposição são, pasme-se num concelho de Abril, anónimos.
Como anónimos são sempre, mas sempre, aqueles que atacam os que devidamente se identificam e dizem de caras o que acham, em especial quando estes apontam o dedo ao executivo que dirige os destinos dos seixalenses e seixaleiros há trinta e seis anos.
E esta hein?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Hoje sinto-me feliz

Rectificção:
O querido que me deixou este poema, veio a afirmar que o mesmo só me era dedicado e que não era ele (colocador anónimo do mesmo no blogue Revolta das Laranjas) o seu autor. Mas a mestria e o esforço em procurar algo assim merece na mesma divulgação.
Obrigada, Kiducho!!! Também "gosto muito" de ti!!


É verdade, hoje sinto-me feliz. Um comentário assinado por mim no blogue Revolta das Laranjas, deu azo a que uns "anónimos" me chamasse Lamechas e até, imaginem, me escrevessem um POEMA, e isto até a poucos dias do meu Aniversário, que aqui reproduzo:

Anónimo disse...

Para ti, Carmo Torres:

"Estás com uma tremenda dor de corno
Resolveste escrever uma palavras
Palavras, pura retórica…
Só resta saber onde publica-las
Onde todos te possam ler
E saber…
Que és pessoa de muitas falas

Tantas falas, porque não te calas
Poluis o espaço, sem embaraço
Com tantos calhamaços de nada,
Triste poeta de beira de estrada
Triste criatura, alada
Transformas as asas, em chagas

Chagas aos olhos de quem te lê
Sim, porque alguém sempre te lê
Chagas de mau gosto, arrogância
Fora do contexto
Do espaço, que é nosso
Que é vosso
Estás com uma tremenda dor de corno
Então não causes transtorno
Eleva essa dor, e …
Cria alguma coisa com sabor
Nem que seja a fantasia,
Ou ironia, até mesmo despeito,
Mas cria algo de respeito"
Poetamaldito
18 de Maio de 2010 23:19~

Obrigado, do fundo do coração, a este poetamaldito, porque como dizem os famosos, falem bem ou falem mal de mim. mas falem! E ter tanto tempo livre para uma obra destas é obra!!