Há nove anos atrás estava a iniciar uma nova aventura profissional, numa empresa onde estive mais de sete anos. Mas a 11 de Setembro ainda estava ali há pouco tempo, não conhecia os meus colegas muito bem, mas houve algo que quebrou todas as barreiras.
Lembro-me de um deles entrar no open-space onde trabalhávamos, quase sem conseguir respirar de subir as escadas a correr e dizer: «Um avião bateu contra uma das torres de Nova Iorque.» Corremos a abrir a Internet em sites de noticias, para perceber o que se passava e foi perante os nossos olhos horrorizados que vimos o segundo avião embater na segunda torre.
Ninguém tinha qualquer explicação ou alguma vez assistira a algo assim. Como jornalistas, procurávamos respostas, o porquê daquela data, as motivações, etc. Mas antes de tudo, o terror. E ainda nem sabiamos dos números e das histórias que viriam mais tarde.
Nove anos passaram, muita coisa aconteceu.
Mas ao ver os documentários, as reportagens, enfim, tudo o que se passou depois, interrogo-me se aprendemos, realmente, alguma coisa.
Um blogue de uma jornalista que já viu um pouco de tudo, usado para falar de qualquer coisa.
sábado, 11 de setembro de 2010
O que é que aprendemos?
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Maria do Carmo
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sábado, setembro 11, 2010
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Isto sim, é jornalismo...
Não resisto a publicar esta "notícia", pelo fantástico título.
Repare-se ainda que é de um jornal nacional, jornalismo que merece os mais rasgados elogios de certas "pessoas".
Repare-se ainda que é de um jornal nacional, jornalismo que merece os mais rasgados elogios de certas "pessoas".
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Maria do Carmo
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segunda-feira, setembro 06, 2010
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domingo, 5 de setembro de 2010
A cidade e as serras
Foto: Museu das Aldeias em Relva.
Este fim-de-semana andei pelas fraldas das serras, até Cernache do Bonjardim (a terra que tem duas formas de se escrever – com S se for apenas Sernache e com C se for acompanhada do Bonjardim, mas não me perguntem porquê).
Ali visitei uma mostra dedicada a D. Nuno Álvares Pereira, singela mas muito completa com tudo o que de melhor a freguesia tem em termos de negócios, e também com a presença de empresas de todo o país.
Mas o que me leva a escrever aqui são alguns dos bons momentos ali vividos nestes dois dias. Para além de estar numa casa com uma enorme horta, ouvir os pássaros quando ali à beira passa a estrada nacional, ainda podia dar-me ao luxo de provar uma fruta como há muito não comia, (mal) habituada a esta que se vende pelos supermercados.
Doce, pura, com um gosto que só mesmo provando.
Que maior prazer pode haver do que estar sentada sob uma latada, a ler o meu querido Eça (precisamente o livro que dá nome a esta crónica e que comecei a re-re-re-re-ler sem saber que iria para tais paragens) e estender a mão para colher uvas brancas, doces e frescas de terem acabado de ser regadas?
Ou ainda levantar-me nesta manhã de domingo, descer o quintal e comer figos apanhados da árvore, frescos do orvalho da noite?
Ou terminar uma refeição e sair para apanhar pêssegos coração de boi ou maçãs bravo-esmorfe que refrescavam na pia do quintal?
Nada.
Aproveitei também para umas visitas, ao antigo Hotel da Foz da Sertã, mais um dos que foi criado noutra época para ser destruído noutra que se lhe seguiu, à capela de S. Macário, que da estrada nacional parece ser quase inacessível e de onde se tem uma maravilhosa vista de montes e vales, com o Zêzere ali aninhado, ao Trizio, um espaço de lazer no dito rio, onde nem pude parar tal era o número de pessoas que procuravam aquele espaço.
E hoje mais uma descoberta do que de melhor há em Portugal.
O Museu das Aldeias, na Relva – Vila de Rei, criado por Aniceto da Silva Nunes em 1995 numa casa que remonta a 1700.
Só vou dizer que espantou esta jornalista que já viu um pouco de tudo.
E espantou-me não só pelo que de belo este museu tem, como também porque em 39 anos, nunca tinha ouvido falar dele.
Seria preciso muito tempo para descrever este MUSEU, por isso deixo aqui o link http://www.museudasaldeias.com/
Vi também muita área ardida mas compreendi que Portugal ainda tem um enormíssimo manto verde, e vi que a Natureza tem um fantástico poder de recuperação.
O almoço, em Vila de Rei, foi um simples polvo à lagareiro com batata a murro e as migas de nabiças com feijão. Uma delícia. O restaurante é a Churrasqueira mesmo ao lado do renovado Mercado Municipal.
E preparo-me para voltar amanhã para aquilo que alguns ainda chamam «civilização».
Este fim-de-semana andei pelas fraldas das serras, até Cernache do Bonjardim (a terra que tem duas formas de se escrever – com S se for apenas Sernache e com C se for acompanhada do Bonjardim, mas não me perguntem porquê).
Ali visitei uma mostra dedicada a D. Nuno Álvares Pereira, singela mas muito completa com tudo o que de melhor a freguesia tem em termos de negócios, e também com a presença de empresas de todo o país.
Mas o que me leva a escrever aqui são alguns dos bons momentos ali vividos nestes dois dias. Para além de estar numa casa com uma enorme horta, ouvir os pássaros quando ali à beira passa a estrada nacional, ainda podia dar-me ao luxo de provar uma fruta como há muito não comia, (mal) habituada a esta que se vende pelos supermercados.
Doce, pura, com um gosto que só mesmo provando.
Que maior prazer pode haver do que estar sentada sob uma latada, a ler o meu querido Eça (precisamente o livro que dá nome a esta crónica e que comecei a re-re-re-re-ler sem saber que iria para tais paragens) e estender a mão para colher uvas brancas, doces e frescas de terem acabado de ser regadas?
Ou ainda levantar-me nesta manhã de domingo, descer o quintal e comer figos apanhados da árvore, frescos do orvalho da noite?
Ou terminar uma refeição e sair para apanhar pêssegos coração de boi ou maçãs bravo-esmorfe que refrescavam na pia do quintal?
Nada.
Aproveitei também para umas visitas, ao antigo Hotel da Foz da Sertã, mais um dos que foi criado noutra época para ser destruído noutra que se lhe seguiu, à capela de S. Macário, que da estrada nacional parece ser quase inacessível e de onde se tem uma maravilhosa vista de montes e vales, com o Zêzere ali aninhado, ao Trizio, um espaço de lazer no dito rio, onde nem pude parar tal era o número de pessoas que procuravam aquele espaço.
E hoje mais uma descoberta do que de melhor há em Portugal.
O Museu das Aldeias, na Relva – Vila de Rei, criado por Aniceto da Silva Nunes em 1995 numa casa que remonta a 1700.
Só vou dizer que espantou esta jornalista que já viu um pouco de tudo.
E espantou-me não só pelo que de belo este museu tem, como também porque em 39 anos, nunca tinha ouvido falar dele.
Seria preciso muito tempo para descrever este MUSEU, por isso deixo aqui o link http://www.museudasaldeias.com/
Vi também muita área ardida mas compreendi que Portugal ainda tem um enormíssimo manto verde, e vi que a Natureza tem um fantástico poder de recuperação.
O almoço, em Vila de Rei, foi um simples polvo à lagareiro com batata a murro e as migas de nabiças com feijão. Uma delícia. O restaurante é a Churrasqueira mesmo ao lado do renovado Mercado Municipal.
E preparo-me para voltar amanhã para aquilo que alguns ainda chamam «civilização».
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Maria do Carmo
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domingo, setembro 05, 2010
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Petição para alterar estatuto jurídico dos Animais
A Internet deve ser mais do que apenas para troca de «galhardetes» (embora algumas pessoas dificilmente consigam passar desse estádio de evolução).
Através do Facebook, tenho assistido a milagres no campo da protecção dos animais. Amigos de quatro patas que são abandonados pelos animais ditos humanos e que rapidamente conseguem nova casa.
Agora, não podia ficar indiferente a esta petição e por isso até deixo o link, para que possam fazer o mesmo e pode ser que finalmente a voz de todos os que partilham a sua vida com os quatro patas seja ouvida pelos Políticos e Partidos que até hoje pouco ou nada fizeram por eles.
Pela Lei que os devia proteger são meras «cadeiras», mas para os donos é obrigatório pagar Seguro de Responsabilidade Civil.
http://www.peticaopublica.com/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2010N2409
Petição Alteração do estatuto jurídico dos animais no Código Civil Para:Presidente da Republica, Primeiro Ministro, Assembleia da RepublicaExmo. Senhor Presidente da República
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmo. Senhor Primeiro Ministro
Nós, cidadãos portugueses e do Mundo, que estendemos a nossa percepção racional, lógica e emotiva, aos restantes habitantes de Portugal e do Mundo, tomamos lamentavelmente conhecimento que o Código Civil Português reconhece como mera propriedade – como coisas – os animais. Assim, somos a comunicar-lhes a nossa profunda indignação pela forma simplista como a Lei NÃO prevê o tratamento ético dos animais.
Mais grave ainda é verificar que a Proposta apresentada em Maio de 2008 pelo Ministério da Justiça, foi tão pouco divulgada que corre neste momento o risco de ser arquivada por falta de apoio. Proposta essa que visa atribuir aos animais um estatuto diferente do das coisas, introduzindo o conceito (já há muito devido) de animal como ser sensível, e aproximar-nos juridicamente da realidade social que vivemos.
(...)
Terá alguém vivido sem nunca ter contacto com um animal?
Sabe V/ Exa que um animal que tenha sido atropelado e que resista, não é visto por nenhum dos serviços de emergência (Bombeiros, polícia, protecção civil) como uma emergência, que o seu transporte e tratamento ou eutanásia fica ao cargo de quem dele se compadecer, que nenhum serviço de veterinário é comparticipado (e em casos pode rondar os milhares de euros), e que o seu enterro – se o cidadão não tiver algumas centenas de que se possa desfazer – é um risco de saúde, ilegal (mesmo que seja dentro de propriedade própria) e está sujeito a avultada coima? Por outro lado, a pena por agressão de um cão a uma pessoa é morte... Um pedófilo – o necrófago, o mais baixo parasita da metafórica cadeia alimentar criminal – não sofre tal sina.
Os animais são tanto Seres Vivos como os seres humanos: não são propriedade! Foi exactamente esta a permissa que fundamentou a abolição da escravatura.
Reiteramos: a aprovação da supramencionada proposta de 2008 é fundamental. Adiá-la não é aceitável.
Pedimos a V.Exas. a aprovação da Proposta apresentada em Maio de 2008 pelo Ministério da Justiça, o mais brevemente possível de maneira a que os seres humanos possam de uma vez por todas perceber que os animais não são “coisas” nem brinquedos com os quais se pode brincar e depois deitar fora.
Os signatários
Através do Facebook, tenho assistido a milagres no campo da protecção dos animais. Amigos de quatro patas que são abandonados pelos animais ditos humanos e que rapidamente conseguem nova casa.
Agora, não podia ficar indiferente a esta petição e por isso até deixo o link, para que possam fazer o mesmo e pode ser que finalmente a voz de todos os que partilham a sua vida com os quatro patas seja ouvida pelos Políticos e Partidos que até hoje pouco ou nada fizeram por eles.
Pela Lei que os devia proteger são meras «cadeiras», mas para os donos é obrigatório pagar Seguro de Responsabilidade Civil.
http://www.peticaopublica.com/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2010N2409
Petição Alteração do estatuto jurídico dos animais no Código Civil Para:Presidente da Republica, Primeiro Ministro, Assembleia da RepublicaExmo. Senhor Presidente da República
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmo. Senhor Primeiro Ministro
Nós, cidadãos portugueses e do Mundo, que estendemos a nossa percepção racional, lógica e emotiva, aos restantes habitantes de Portugal e do Mundo, tomamos lamentavelmente conhecimento que o Código Civil Português reconhece como mera propriedade – como coisas – os animais. Assim, somos a comunicar-lhes a nossa profunda indignação pela forma simplista como a Lei NÃO prevê o tratamento ético dos animais.
Mais grave ainda é verificar que a Proposta apresentada em Maio de 2008 pelo Ministério da Justiça, foi tão pouco divulgada que corre neste momento o risco de ser arquivada por falta de apoio. Proposta essa que visa atribuir aos animais um estatuto diferente do das coisas, introduzindo o conceito (já há muito devido) de animal como ser sensível, e aproximar-nos juridicamente da realidade social que vivemos.
(...)
Terá alguém vivido sem nunca ter contacto com um animal?
Sabe V/ Exa que um animal que tenha sido atropelado e que resista, não é visto por nenhum dos serviços de emergência (Bombeiros, polícia, protecção civil) como uma emergência, que o seu transporte e tratamento ou eutanásia fica ao cargo de quem dele se compadecer, que nenhum serviço de veterinário é comparticipado (e em casos pode rondar os milhares de euros), e que o seu enterro – se o cidadão não tiver algumas centenas de que se possa desfazer – é um risco de saúde, ilegal (mesmo que seja dentro de propriedade própria) e está sujeito a avultada coima? Por outro lado, a pena por agressão de um cão a uma pessoa é morte... Um pedófilo – o necrófago, o mais baixo parasita da metafórica cadeia alimentar criminal – não sofre tal sina.
Os animais são tanto Seres Vivos como os seres humanos: não são propriedade! Foi exactamente esta a permissa que fundamentou a abolição da escravatura.
Reiteramos: a aprovação da supramencionada proposta de 2008 é fundamental. Adiá-la não é aceitável.
Pedimos a V.Exas. a aprovação da Proposta apresentada em Maio de 2008 pelo Ministério da Justiça, o mais brevemente possível de maneira a que os seres humanos possam de uma vez por todas perceber que os animais não são “coisas” nem brinquedos com os quais se pode brincar e depois deitar fora.
Os signatários
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Maria do Carmo
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sexta-feira, setembro 03, 2010
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A sorte grande e a terminação
Há dias assim, em que parece que nos sai a sorte grande e a terminação, ou melhor, todos os palhaços do baralho.
Depois de hoje me terem chamado a atenção para o lisonjeiro comentário de “J.S. Teixeira”, eis que me cai do baralho esta «carta».
No último mês temos recebido no email do jornal alertas de um quinzenário local.
Até há pouco tempo, os mesmos eram enviados para os nossos emails pessoais, mas uma filtragem resolveu o assunto. Então passaram a ser enviados para o email do jornal, numa clara atitude provocatória.
Ora como a mim só me gozam até eu querer, quando recebi a última mensagem, respondi à letra.
E eis a «educada» resposta de um director que já colocou o Seixal com sete freguesias e a chamada «silly season» como «Salem sasem», já para não falar nas atrocidades de escrita da língua portuguesa.
E também fiquei muito contente por ver que é um ávido leitor e seguidor do nosso blogue e do jornal, pode ser que assim aprenda alguma coisa, passando a denegrir menos a língua portuguesa, o que pelos vistos neste concelho é algo que até é recompensado porque não interessa como se escreve, mas sim o que se escreve...
Jornal do Seixal
Data 1 de setembro de 2010 16:44
Marés Vivas no Seixal, Perigo de inundação
Jornal do Seixal
Esta e outras notícias em: www.roteirodoseixal.com --
Já conhece a versão digital do Jornal do Seixal?
vá a: www.roteirodoseixal.com
Com as Mais Cordiais Saudações
O director do Jornal do Seixal
Jorge Henriques Santos
1 de Setembro de 2010 17:34, Comércio do Seixal escreveu:
Muito obrigado pelo envio da referência, que já foi também divulgada ontem no site do
«Comércio do Seixal e Sesimbra», em http://jornalcomerciodoseixalesesimbra.wordpress.com/
1 de setembro de 2010 20:20, Jornal do Seixal Clube de Jornalismo Nova Morada escreveu:
Só foi por engano...
É uma imitação rasca, mas ... conseguida, O que mais gostei foi da noticia de 30 de Agosto para uma camapanha de adopção no dia 28...
De: Comércio do Seixal
Data: 1 de setembro de 2010 21:19
Assunto: Re: Marés Vivas no Seixal, Perigo de inundação
Para: Jornal do Seixal Clube de Jornalismo Nova Morada
Caro JHS
Agradeço o reparo da camapanha.
Informo-o ainda que da próxima vez que nos encontrarmos, terei todo o prazer em lhe oferecer um dicionário, para ver se começa a escrever correctamente e deixa de envergonhar os verdadeiros jornalistas, como imitação rasca que é.
Melhores cumprimentos e muitos abraços
Carmo Torres
Post Scriptum – Calma, Caro “J.S. Teixeira”, antes que venha dizer que foi deste jornal que fui «despedida como péssima profissional», investigue um pouco mais junto de quem lhe DERRAMOU tal história.
É que não queremos que passe por mentiroso e que manche a sua reputação por um erro de terceiros.
Mas olhe, não se esqueça do nosso encontrozinho, tá?
Depois de hoje me terem chamado a atenção para o lisonjeiro comentário de “J.S. Teixeira”, eis que me cai do baralho esta «carta».
No último mês temos recebido no email do jornal alertas de um quinzenário local.
Até há pouco tempo, os mesmos eram enviados para os nossos emails pessoais, mas uma filtragem resolveu o assunto. Então passaram a ser enviados para o email do jornal, numa clara atitude provocatória.
Ora como a mim só me gozam até eu querer, quando recebi a última mensagem, respondi à letra.
E eis a «educada» resposta de um director que já colocou o Seixal com sete freguesias e a chamada «silly season» como «Salem sasem», já para não falar nas atrocidades de escrita da língua portuguesa.
E também fiquei muito contente por ver que é um ávido leitor e seguidor do nosso blogue e do jornal, pode ser que assim aprenda alguma coisa, passando a denegrir menos a língua portuguesa, o que pelos vistos neste concelho é algo que até é recompensado porque não interessa como se escreve, mas sim o que se escreve...
Jornal do Seixal
Data 1 de setembro de 2010 16:44
Marés Vivas no Seixal, Perigo de inundação
Jornal do Seixal
Esta e outras notícias em: www.roteirodoseixal.com --
Já conhece a versão digital do Jornal do Seixal?
vá a: www.roteirodoseixal.com
Com as Mais Cordiais Saudações
O director do Jornal do Seixal
Jorge Henriques Santos
1 de Setembro de 2010 17:34, Comércio do Seixal escreveu:
Muito obrigado pelo envio da referência, que já foi também divulgada ontem no site do
«Comércio do Seixal e Sesimbra», em http://jornalcomerciodoseixalesesimbra.wordpress.com/
1 de setembro de 2010 20:20, Jornal do Seixal Clube de Jornalismo Nova Morada escreveu:
Só foi por engano...
É uma imitação rasca, mas ... conseguida, O que mais gostei foi da noticia de 30 de Agosto para uma camapanha de adopção no dia 28...
De: Comércio do Seixal
Data: 1 de setembro de 2010 21:19
Assunto: Re: Marés Vivas no Seixal, Perigo de inundação
Para: Jornal do Seixal Clube de Jornalismo Nova Morada
Caro JHS
Agradeço o reparo da camapanha.
Informo-o ainda que da próxima vez que nos encontrarmos, terei todo o prazer em lhe oferecer um dicionário, para ver se começa a escrever correctamente e deixa de envergonhar os verdadeiros jornalistas, como imitação rasca que é.
Melhores cumprimentos e muitos abraços
Carmo Torres
Post Scriptum – Calma, Caro “J.S. Teixeira”, antes que venha dizer que foi deste jornal que fui «despedida como péssima profissional», investigue um pouco mais junto de quem lhe DERRAMOU tal história.
É que não queremos que passe por mentiroso e que manche a sua reputação por um erro de terceiros.
Mas olhe, não se esqueça do nosso encontrozinho, tá?
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Maria do Carmo
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quarta-feira, setembro 01, 2010
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De Untos e Presuntos
Parece-me que a novela entre mim e o Caro Sr. "J.S. Teixeira" não tem fim. Agora no "seu" blogue, em resposta a um comentário, afirma o seguinte:
Anónimo disse...
E que tal trabalhar ao invés de andar a postar? É para isso que a Câmara (leia-se: TODOS OS CONTRIBUINTES DO CONCELHO) lhe paga?
Devia ter vergonha!
8/17/2010
J.S. Teixeira disse...
Oh Anónimo,
Você anda a drogar-se com água da sanita ou quê?
Em primeiro lugar estou de férias como refiro logo no início do artigo. Depois, essa de acreditarem que sou trabalhador da câmara municipal já todos perceberam que foi invenção de uma untuosa jornalista medíocre do concelho.
No entanto se for preciso, eu reafirmo:
NÃO SOU TRABALHADOR DA CÂMARA MUNICIPAL!
Por isso veja lá se procura ajuda psiquiátrica que o seu caso já não vai lá com falinhas mansas.»
Tenho dito.
8/17/2010
Tenho estado de férias e só agora me disseram deste simpático comentário. E como não tenho colocado nenhum comentário no Excelentissimo Blogue de "J.S. Teixeira", deixei lá agora um, que duvido que seja publicado ou tenha outra resposta que não a já conhecida e corajosa caricatura (uma baleia? Um elefante?)
«A untuosa jornalista medíocre do concelho continua a aguardar o encontro.»
E tenho dito.
Anónimo disse...
E que tal trabalhar ao invés de andar a postar? É para isso que a Câmara (leia-se: TODOS OS CONTRIBUINTES DO CONCELHO) lhe paga?
Devia ter vergonha!
8/17/2010
J.S. Teixeira disse...
Oh Anónimo,
Você anda a drogar-se com água da sanita ou quê?
Em primeiro lugar estou de férias como refiro logo no início do artigo. Depois, essa de acreditarem que sou trabalhador da câmara municipal já todos perceberam que foi invenção de uma untuosa jornalista medíocre do concelho.
No entanto se for preciso, eu reafirmo:
NÃO SOU TRABALHADOR DA CÂMARA MUNICIPAL!
Por isso veja lá se procura ajuda psiquiátrica que o seu caso já não vai lá com falinhas mansas.»
Tenho dito.
8/17/2010
Tenho estado de férias e só agora me disseram deste simpático comentário. E como não tenho colocado nenhum comentário no Excelentissimo Blogue de "J.S. Teixeira", deixei lá agora um, que duvido que seja publicado ou tenha outra resposta que não a já conhecida e corajosa caricatura (uma baleia? Um elefante?)
«A untuosa jornalista medíocre do concelho continua a aguardar o encontro.»
E tenho dito.
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quarta-feira, setembro 01, 2010
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Que giro!
Quem me conhece sabe da minha paixão por banda desenhada.
Desde os tempos da escola preparatória, quando um dos meus colegas comprava os livros da Marvel, e que durante o caminho para casa iam sendo lidos, parando nas portas dos prédios para ler avidamente as aventuras dos X-Men, do Wolverine, bem, sabem de que falo.
E depois há os canais de televisão, com as suas séries animadas, desde aquelas mais infantis no canal Panda, aos Marretas (querida, querida Miss Piggy) a outras mais "adultas" como o Family Guy.
E ontem descobri uma dentro desse género, e com uma personagem que adorei. Falo do American Dad, que na sua estupidez desmascara também algumas coisas da sociedade americana.
E o Roger, um alienigena, então, é uma delícia, pelas multiplas personagens que ele próprio cria de si mesmo.
A sua cara e o seu transformismo é-me vagamente familiar...
Mas a série é boa para dar umas boas gargalhadas, nestes tempos de embustes.
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Maria do Carmo
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segunda-feira, agosto 30, 2010
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sábado, 28 de agosto de 2010
Valham-me todos os santinhos!
Eu meto-me em cada uma. Realmente.
E não, não estou a falar aqui no tal encontro que ainda estou à espera, mas isso é outra conversa.
Agora falo de mim e da minha mania de que sou capaz de fazer um pouco de tudo.
Mas comecemos pelo princípio, ou seja, a preguiça do meu pai. Pois, era uma pessoa porreira, mas muito preguiçoso. E assim que começou a ver que eu até achava piada em mudar candeeiros, pintar paredes ou andar com um berbequim nas mãos (sempre achei que ficava sexy com um), vá de me ensinar a fazer isso tudo.
E claro, depois vem também a minha teimosia em entender que se há forma de fazer aquilo, eu posso. É cá uma forma de ser.
E ainda mais claro, é o facto de cá em casa não haver agora mais ninguém para fazer as coisas, e menos ainda fundos para mandar vir cá alguém para mudar um candeeiro ou pintar uma sala.
E foi isso mesmo que ontem andei a fazer, a pintar uma sala na casa da minha mãe. Depois da odisseia de férias que foi limpar os tectos, agora deu-me para pintar a sala. Há dois anos pintei os móveis em madeira, mas isso foi uma brincadeira comparado com isto.
Cruzes.
Posso dizer que a tinta barata do Continente até é muito boa e limpa-se bem. Felizmente. É que nem com jornais (daqueles que só servem mesmo para isso, como os do supermercado passadas as promoções, claro, de quais é que havia de estar a falar?) espalhados pelo chão me livrei de salpicar tudo. Mas um pano húmido e o assunto ficava resolvido.
Pior mesmo foi ter dado cabo do estore ao puxar tudo para cima, e lá vai mais meia hora a resolver a situação (felizmente mais uma das aulas do meu pai).
E pior ainda foi ter partido o candeeiro da sala. Sim e logo daqueles de vidro preto, com faisões a imitar a louça chinesa, que já estiveram na moda, mas agora será impossível encontrar um novo para substituir. Aqui nem todas as aulas ou cola da loja chinesa podia resolver o assunto. Ai, ai.
E depois vá de pegar no rolo e na trincha e, como se diz em bom português, «lá vai alho».
A sala ficou bonita. E eu também. É que nem todos os exercícios no ginásio nos preparam para isto. Rolo acima, rolo abaixo, trincha para todos os lados, e o resultado foi uma dor nas costas terrível, e as mãos inchadas.
Mas também a satisfação do dever cumprido. E mais uma das coisas a fazer que tiro da minha lista. Mas palavra que para a próxima, vou ver se compro uma pistola de tinta e despacho a coisa. É que isto dói e de que maneira.
E não, não estou a falar aqui no tal encontro que ainda estou à espera, mas isso é outra conversa.
Agora falo de mim e da minha mania de que sou capaz de fazer um pouco de tudo.
Mas comecemos pelo princípio, ou seja, a preguiça do meu pai. Pois, era uma pessoa porreira, mas muito preguiçoso. E assim que começou a ver que eu até achava piada em mudar candeeiros, pintar paredes ou andar com um berbequim nas mãos (sempre achei que ficava sexy com um), vá de me ensinar a fazer isso tudo.
E claro, depois vem também a minha teimosia em entender que se há forma de fazer aquilo, eu posso. É cá uma forma de ser.
E ainda mais claro, é o facto de cá em casa não haver agora mais ninguém para fazer as coisas, e menos ainda fundos para mandar vir cá alguém para mudar um candeeiro ou pintar uma sala.
E foi isso mesmo que ontem andei a fazer, a pintar uma sala na casa da minha mãe. Depois da odisseia de férias que foi limpar os tectos, agora deu-me para pintar a sala. Há dois anos pintei os móveis em madeira, mas isso foi uma brincadeira comparado com isto.
Cruzes.
Posso dizer que a tinta barata do Continente até é muito boa e limpa-se bem. Felizmente. É que nem com jornais (daqueles que só servem mesmo para isso, como os do supermercado passadas as promoções, claro, de quais é que havia de estar a falar?) espalhados pelo chão me livrei de salpicar tudo. Mas um pano húmido e o assunto ficava resolvido.
Pior mesmo foi ter dado cabo do estore ao puxar tudo para cima, e lá vai mais meia hora a resolver a situação (felizmente mais uma das aulas do meu pai).
E pior ainda foi ter partido o candeeiro da sala. Sim e logo daqueles de vidro preto, com faisões a imitar a louça chinesa, que já estiveram na moda, mas agora será impossível encontrar um novo para substituir. Aqui nem todas as aulas ou cola da loja chinesa podia resolver o assunto. Ai, ai.
E depois vá de pegar no rolo e na trincha e, como se diz em bom português, «lá vai alho».
A sala ficou bonita. E eu também. É que nem todos os exercícios no ginásio nos preparam para isto. Rolo acima, rolo abaixo, trincha para todos os lados, e o resultado foi uma dor nas costas terrível, e as mãos inchadas.
Mas também a satisfação do dever cumprido. E mais uma das coisas a fazer que tiro da minha lista. Mas palavra que para a próxima, vou ver se compro uma pistola de tinta e despacho a coisa. É que isto dói e de que maneira.
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Maria do Carmo
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sábado, agosto 28, 2010
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Caim e Saramago
Se o valor de um artista se mede pelo preço das suas obras, então José Saramago está em alta em Espanha.
Um amigo meu passou por lá e numa livraria ficou pasmo pelos preços que os livros deste autor atingem.
Pasmo porque ali ao lado havia outras obras bem conhecidas por cinco ou dez euros, ao passo que os livros de Saramago chegavam a ultrapassar os trinta euros.
E também porque dias antes tínhamos visto ambos os preços dos mesmos livros numa livraria num espaço comercial aqui no Seixal, e não chegavam aos 15 euros.
E o interesse desse amigo em Saramago devia-se ao facto de eu lhe ter recomendado vivamente o livro «Caim».
Emprestaram-me este livro um destes fins-de-semana, e não consegui parar de ler, quer à noite, quer até na praia, deixando para segundo plano os meus muito apreciados banhos de mar.
Não tão profundo como outros, mas de uma enorme sabedoria popular.
“Uma mistura entre a série «Quantum Leap» e um alentejano” foi a forma que encontrei para o descrever a esse amigo.
Quem não se lembra da série com Scott Bakula, do Passageiro no Tempo? Pois tenho a certeza que Saramago se baseou um pouco nessa personagem para o seu Caim. O resto, bem, este Caim é um autêntico alentejano.
Passo a explicar, e como tenho uma costela (ou costeleta, como alguns diriam logo) alentejana, conheço a forma de pensar destas gentes.
Uma fé profunda na natureza e num deus que acreditam não ser benigno, e por isso mesmo repudiam, mas do qual não se conseguem afastar. É uma fé sem fé, de gente sofrida que viu muito e que não aceita nem se verga a injustiças nem deixa de agir quando acha que tem razão.
Assim é este Caim de Saramago.
Devo dizer que ri muito.
Em especial no fim do livro. Acho mesmo que é o mais cómico livro de Saramago, porque é assim que deve ser encarado, como uma alegoria, onde se mistura muita da sabedoria popular do povo português.
E se me tinha rido com a conversa entre Jesus, Deus e o Diabo no «Evangelho Segundo Jesus Cristo», quase chorei de riso com a cena final deste livro, que inclui o fim do mundo e a arca de Noé (e não, não é por causa do dilúvio...).
Vale a pena ler, em especial por pessoas que se levam demasiado a sério.
Post Sriptum: Só para dizer que as obras de José Saramago para mim não têm preço, pela sua profundidade explicada de forma popular, pelas suas histórias, enfim, até por não nos cansar com pontos, virgulas e afins.
«A Caverna», «Ensaio sobre a Cegueira», «O evangelho» e a «Bagagem do Viajante» sempre foram os meus favoritos. Agora acrescento «Caim». Obrigado, Saramago.
Um amigo meu passou por lá e numa livraria ficou pasmo pelos preços que os livros deste autor atingem.
Pasmo porque ali ao lado havia outras obras bem conhecidas por cinco ou dez euros, ao passo que os livros de Saramago chegavam a ultrapassar os trinta euros.
E também porque dias antes tínhamos visto ambos os preços dos mesmos livros numa livraria num espaço comercial aqui no Seixal, e não chegavam aos 15 euros.
E o interesse desse amigo em Saramago devia-se ao facto de eu lhe ter recomendado vivamente o livro «Caim».
Emprestaram-me este livro um destes fins-de-semana, e não consegui parar de ler, quer à noite, quer até na praia, deixando para segundo plano os meus muito apreciados banhos de mar.
Não tão profundo como outros, mas de uma enorme sabedoria popular.
“Uma mistura entre a série «Quantum Leap» e um alentejano” foi a forma que encontrei para o descrever a esse amigo.
Quem não se lembra da série com Scott Bakula, do Passageiro no Tempo? Pois tenho a certeza que Saramago se baseou um pouco nessa personagem para o seu Caim. O resto, bem, este Caim é um autêntico alentejano.
Passo a explicar, e como tenho uma costela (ou costeleta, como alguns diriam logo) alentejana, conheço a forma de pensar destas gentes.
Uma fé profunda na natureza e num deus que acreditam não ser benigno, e por isso mesmo repudiam, mas do qual não se conseguem afastar. É uma fé sem fé, de gente sofrida que viu muito e que não aceita nem se verga a injustiças nem deixa de agir quando acha que tem razão.
Assim é este Caim de Saramago.
Devo dizer que ri muito.
Em especial no fim do livro. Acho mesmo que é o mais cómico livro de Saramago, porque é assim que deve ser encarado, como uma alegoria, onde se mistura muita da sabedoria popular do povo português.
E se me tinha rido com a conversa entre Jesus, Deus e o Diabo no «Evangelho Segundo Jesus Cristo», quase chorei de riso com a cena final deste livro, que inclui o fim do mundo e a arca de Noé (e não, não é por causa do dilúvio...).
Vale a pena ler, em especial por pessoas que se levam demasiado a sério.
Post Sriptum: Só para dizer que as obras de José Saramago para mim não têm preço, pela sua profundidade explicada de forma popular, pelas suas histórias, enfim, até por não nos cansar com pontos, virgulas e afins.
«A Caverna», «Ensaio sobre a Cegueira», «O evangelho» e a «Bagagem do Viajante» sempre foram os meus favoritos. Agora acrescento «Caim». Obrigado, Saramago.
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Maria do Carmo
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quinta-feira, agosto 26, 2010
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domingo, 22 de agosto de 2010
Até ver o padeiro
Há coisas que, neste nosso mundo urbano e mundano, ainda nos parecem incríveis quando as ouvimos ou presenciamos. E não por serem admiráveis ou extraordinárias, mas apenas porque já as consideramos como sendo do passado.
Isto tudo para falar sobre a Adega Silveira em Nafarros.
Pois é, já há algum tempo que não falava aqui de restaurantes (e confesso que estou em falta por não ter ainda falado da prata da casa aqui no concelho, onde temos muitos e bons restaurantes, mas isso lá chegará).
E por isso, hoje falo aqui da Adega Silveira, em Nafarros, bem junto à Serra de Sintra.
De uma taberna de caçadores, a um pequeno espaço de comidas e petiscos, é hoje um enorme restaurante com duas salas e cerca de duas dezenas de empregados, entre os quais os filhos e netos do Sr. Silveira.
Do alto dos seus mais de oitenta anos, é ele que rege a dança das mesas, quem levanta os pratos e quem troca algumas palavras com os clientes. E se descobre que gosta de caça, então a conversa está feita para a tarde.
Os pratos típicos são o cozido (infelizmente tenho de dizer que já comi melhor) e o cabrito assado, e uma mesa de sobremesas feitas na casa que são um regalo. Tudo isto levam a que, se não chegar antes do meio-dia ou marcar mesa, se pode preparar para esperar por uma mesa bastante tempo, além de se arriscar a ter de estacionar longe.
Mas o que me levou a escrever as palavras de introdução são dois pequenos pormenores.
Pode até chegar às onze horas ao restaurante, mas esqueça se pensa que se irá sentar antes de... chegar o padeiro.
É verdade. O restaurante aceita as marcações das pessoas que vão chegando, mas as salas apenas abrem ao público depois de chegar a carrinha do padeiro, sempre ao meio-dia. Isto porque nas mesas é sempre colocado um cesto de quente pão caseiro de mistura e uma tigela de manteiga caseira. Uma delícia.
O outro pormenor é que se quiser pode também colocar-se na fila e comprar o pão quente ao padeiro. E logo ali ao lado pode também comprar legumes de uma ou mais senhoras que ali vendem tomates, cebolas, alhos, feijão verde e debulhado (que dizer fora da casca), pepinos e o que a horta de cada uma der na altura.
Tudo isto com a serra de Sintra como paisagem.
São estas pequenas coisas que ainda nos espantam pela positiva.
E claro, depois do almoço aproveite para fazer a «volta saloia», sem deixar de passar pela foz do Arelho, Ericeira, Seixal, Pinhal dos Frades, (é verdade, estão as duas aldeias mesmo ali lado a lado), Sobreiro (com a vila saloia em miniatura a lembrar os velhos tempos e as obras de arte em barro de José Franco) e Mafra, parando depois para lanchar as trouxas da Malveira.
Isto tudo para falar sobre a Adega Silveira em Nafarros.
Pois é, já há algum tempo que não falava aqui de restaurantes (e confesso que estou em falta por não ter ainda falado da prata da casa aqui no concelho, onde temos muitos e bons restaurantes, mas isso lá chegará).
E por isso, hoje falo aqui da Adega Silveira, em Nafarros, bem junto à Serra de Sintra.
De uma taberna de caçadores, a um pequeno espaço de comidas e petiscos, é hoje um enorme restaurante com duas salas e cerca de duas dezenas de empregados, entre os quais os filhos e netos do Sr. Silveira.
Do alto dos seus mais de oitenta anos, é ele que rege a dança das mesas, quem levanta os pratos e quem troca algumas palavras com os clientes. E se descobre que gosta de caça, então a conversa está feita para a tarde.
Os pratos típicos são o cozido (infelizmente tenho de dizer que já comi melhor) e o cabrito assado, e uma mesa de sobremesas feitas na casa que são um regalo. Tudo isto levam a que, se não chegar antes do meio-dia ou marcar mesa, se pode preparar para esperar por uma mesa bastante tempo, além de se arriscar a ter de estacionar longe.
Mas o que me levou a escrever as palavras de introdução são dois pequenos pormenores.
Pode até chegar às onze horas ao restaurante, mas esqueça se pensa que se irá sentar antes de... chegar o padeiro.
É verdade. O restaurante aceita as marcações das pessoas que vão chegando, mas as salas apenas abrem ao público depois de chegar a carrinha do padeiro, sempre ao meio-dia. Isto porque nas mesas é sempre colocado um cesto de quente pão caseiro de mistura e uma tigela de manteiga caseira. Uma delícia.
O outro pormenor é que se quiser pode também colocar-se na fila e comprar o pão quente ao padeiro. E logo ali ao lado pode também comprar legumes de uma ou mais senhoras que ali vendem tomates, cebolas, alhos, feijão verde e debulhado (que dizer fora da casca), pepinos e o que a horta de cada uma der na altura.
Tudo isto com a serra de Sintra como paisagem.
São estas pequenas coisas que ainda nos espantam pela positiva.
E claro, depois do almoço aproveite para fazer a «volta saloia», sem deixar de passar pela foz do Arelho, Ericeira, Seixal, Pinhal dos Frades, (é verdade, estão as duas aldeias mesmo ali lado a lado), Sobreiro (com a vila saloia em miniatura a lembrar os velhos tempos e as obras de arte em barro de José Franco) e Mafra, parando depois para lanchar as trouxas da Malveira.
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Maria do Carmo
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domingo, agosto 22, 2010
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