quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mexilhão ó Mexilhão

Depois das 20h00 de ontem, só me apraz dizer uma coisa: quem se lixa é sempre o mexilhão!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O sapo queixinhas

Há um «queixinhas» em todas as escolas de segunda porque nas de primeira como ninguém lhes liga eles desistem e têm de fazer qualquer coisa seja o que for para as pessoas darem por eles sim porque o que eles querem é dar nas vistas dos professores seja como for porque a natureza que é uma coisa que há à volta da gente nem sempre ara não dizer quase nunca ajuda os Queixinhas à nascença pois o que eu estou a dizer é que nós na minha escola temos um «queixinhas» que deve ser dos melhores que há porque este é que é dos tais que se não fosse «queixinhas» não era mesmo mais nada mas é que mesmo mais nada porque  não sabe nada de ciências nem de literatura nem de matemática nem de desenho nem de línguas sim porque nisso de línguas só sabe dizer oui oui oui e mesmo quando diz non a uns é porque está a dizer oui a outros e de historia só sabe umas quantas coisitas que lhe convém saber ou que julga que lhe convém saber e como é surdo não ouve a história a acontecer à volta dele e vai para  ver se alguém vê que ele existe principalmente os professores sim porque este nosso «queixinhas» é dos tais que só fala para os professores o ouvirem porque os professores são os únicos que não largam a rir às gargalhadas porque precisam de manteiga como a gente não precisa está-se nas tintas para os ecos dos defuntos e ele não passa dum defunto que só ainda não foi enterrado de vez porque lá na aula temos tudo menos cangalheiros pois este nosso «queixinhas» tem duas coisas que ninguém mais tem uma é que parece um sapo cheio de peçonha e outra é que os professores lá porque ainda ninguém percebeu de vez em quando pegam nele e deixam-no sapar para quem não conhece a língua dos animais explicamos que sapar é falar a língua de sapo pois deixam-no sapar se calhar porque julgam que a gente ouve o que ele diz quando a verdade é que a gente quando ele sapa  com aquela cara de sapo que a natureza lhe deu para ir bem como o que ele tem em vez de miolos desliga que é o mesmo que dizer que se põe a jogar à batalha naval ou ao galo mas enfim os professores põem o sapo a falar e ele fala o que é o mesmo que dizer que está calado porque uma coisa é falar e outra é fazer barulho com a boca pois este «queixinhas sapo» que nós temos lá na aula como nunca fez nada que valesse a pena a gente ver para se tornar notado inventa escândalos contra este ou contra aquele e fica todo contente ao ver que os professores castigam aqueles contra quem fez queixa coitadito não se lhe pode levar a mal porque se não fizesse estas coisas não fazia mesmo nada porque não é capaz de fazer nada coitadito que é muito fiel à cara e aos miolitos de sapo que a natureza lhe deu mas quando faz estas coisitas de sapo fica todo contente o que até é justo sim porque se os sapos não fazem coisas de sapo que diabo é que eles hão-de fazer? pois este nosso «queixinhas sapo» coitadito para dar nas vistas dos cegos e digo isto porque os outros nem olham para ele tem de inventar escândalos e anda todo o dia com os olhitos de sapo muito abertos a ver se arranja uma coisita qualquer que ele possa aldrabar para caçar o olho aos professores a não ser quando trabalha de encomenda que é quando o professor de literatice mas que a gente não sabe se encomenda alguma aldrabicesita contra este ou aquele e vai ele coitadito satisfaz a encomendazita para ganhar a vidita de sapo pois este é bestial nisso de inventar queixitas para dar nas vistas dos ceguinhos uma técnica que ele usa muto é andar a ver o que a gente escreve nas paredes sim porque cá na nossa escola ou se escreve nas paredes ou não se escreve em parte nenhuma por exemplo a gente por exemplo quer escrever numa parede vai logo dizer aos professores que a gente ia escrever ABAIXO O PROFESSOR DE MATEMÁTICA a gente por exemplo quer escrever numa parede que os burros se aproveitam das aulas para dizer burrices e ele vai dizer aos professores que a gente está a achincalhar as aulas enfim coitadito ninguém se pode espantar porque o que seria de espantar seria que ele não saísse à natureza e dissesse coisas inteligentes mas isso coitadito teria de pedir a inteligência emprestada aos amigos e ficava tão mal servido como se usasse a dele o que é engraçado é que ele coitadito não percebe que toda a gente se ri dele e continua com as suas «queixinhas» a dar vontade de rir a toda a gente mas a vida é o que é nestas escolas de segunda e não há nada a fazer o que vale é que a gente com estas queixitas todas vai para o céu olá se vai porque nestas coisas eu acredito numa justiça divina e assim como nestas escolas de segunda são um céu para os burros.

Luís Sttau Monteiro
«Crónicas da Guidinha» in «A Mosca», 16 de Dezembro 1972.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Informação ou formação?

Num ano em que Portugal viu uma enorme área florestal ardida, um flagelo que o Seixal também sofreu, deveria pensar-se que as autoridades ficassem satisfeitas com o facto das pessoas estarem alertas para certas situações e as denunciassem ou para elas alertassem quem de direito.
Pois devia.
Mas a realidade não é bem assim.
Ou então, não é aos cidadãos que falta a formação mas sim a alguns membros das tais autoridades.
Senão vejamos: contaram-me que hoje uma pessoa em Fernão Ferro detectou um foco de incêndio em mata, junto à antiga fábrica do Pavil, zona do concelho que tem sofrido bastante com este flagelo.
Como cidadão consciente que é, ligou de imediato para o número de emergência e informou do que se passava, bem como do facto de ter visto um indivíduo a sair do local.
Mais tarde, já em casa, o som de sirenes deixou-o alertado e entendeu que devia ir ver o que se passava. Chegado ao local, e com o espírito de jornalista que muitos têm, puxou da máquina para fotografar a acção das forças no local.
Logo foi disso impedido por um membro da GNR, que lhe disse que não podia fotografar o que ali acontecia.
Explicando que até tinha sido ele a dar conta do incêndio, eis que ouve algo como isto:
“Não sei porque é que tiveram de chamar as autoridades para um simples colchão a arder! Já viu a quantidade de homens que aqui está?”.
Este cidadão ficou perplexo.
Então, se vir um foco de incêndio em mata, com um suspeito a sair do local o que se deve fazer?
Parar o carro, ir ver o que está a arder e só depois chamar as autoridades? E se o fogo for pequeno, devemos ser nós a apagá-lo para não incomodar Bombeiros e forças policiais?
É óbvio que terá respondido à letra, mas mesmo assim fica um amargo de boca de ouvir um “agente da autoridade” lamentar assim que um cidadão cumpra a sua obrigação, evitando que mais área tenha ardido ou até, quem sabe, casas ou vidas humanas tenham sido perdidas.
Era um colchão a arder, mas com o tempo seco que tem estado (ou estava até à pouco, agora chove e bem), não ficaria a arder apenas por ali.
É mesmo caso para dizer: “Que falta de formação, senhores!”.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Nem pílula, nem dourada

Ontem seguia uma reportagem televisiva sobre o aumento do preço dos medicamentos e a cessação da comparticipação financeira do Governo sobre os mesmos.
Achei muita piada à reportagem porque a jornalista referia que tinha sido difícil encontrar idosos para entrevistar que tivessem a dita comparticipação.
Ora desta situação só se tiram três ilações: Ou a jornalista procurou mal, ou os nossos idosos têm pensões de reforma tão elevadas que nem precisam dessa benesse do Estado.
Ou então será que os medicamentos que têm a tal comparticipação são daqueles que poucos usam?
Não sei. Felizmente raramente tomo medicamentos, e o mesmo com o resto da minha família. Ainda sou daquelas que usa e acredita no poder curativo de algumas plantas e felizmente quando entro numa farmácia normalmente é para comprar a velha aspirina.
Mas ainda há alguns dias falei aqui da situação de uma velhota que chorava na farmácia por não ter dinheiro para pagar os medicamentos.
Onde estava então essa comparticipação?
E saberá o Governo que um medicamento que um idoso agora passe a pagar, por exemplo, oitenta cêntimos em cada caixa, e que tenha de tomar duas caixas por mês, são 1,40 por mês? Dezasseis euros e oitenta por ano? Isto para quem não pode comprar duas carcaças para não sair do orçamento de uma pensão de miséria.
Saber sabe.
Mas é tudo em nome de uma crise económica em Portugal de que já falavam os meus avós.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Com ou sem véu

O Senado francês aprovou nesta terça-feira por 246 a favor e um contra a lei que proíbe o uso em lugares públicos de véus islâmicos que cubram total ou parcialmente o rosto da mulher.

A lei estabelece que a mulher que usar o niqab (véu que deixa apenas os olhos de fora) ou a burca (que cobre os olhos com uma espécie de rede) estará sujeita a uma multa de 150 euros e poderá ser obrigada a fazerem um curso de cidadania francesa.
Os homens que obrigarem as mulheres a utilizar esses véus podem ser condenados a multas de 30 mil euros e a penas de até um ano de prisão.
O argumento utilizado é que se trata de respeito aos «princípios republicanos».

Para mim, esta questão tem dois aspectos.
Por um lado, um país terá o seu o direito de proibir algo que considere ofensivo à sua moral ou religião. Afinal, não o fazem os países muçulmanos, exigindo códigos de vestuário mesmo aos estrangeiros, em especial as mulheres? E quem viaja ou trabalha lá não tem de obedecer no uso de véus, lenços ou afins?

Por outro lado, todos, e mesmo todos, devem ter o seu direito a usar o que pretendem, em especial quando em nome de uma religião. Afinal, não é um véu menos chocante do que alguns indivíduos que se desfeiam, para serem diferentes, com alterações corporais ou vestuário? Se esses podem marcar a sua diferença e as suas crenças, porque não o podem fazer as mulheres muçulmanas com os seus véus?

E não será isto um primeiro passo para outras proibições religiosas e até políticas?
A perseguição aos judeus começou por bem menos...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

«Levas um chapadão!!»

Quando pensamos que no séc. XXI atingimos a perfeição (ou quase) da humanidade, com todas as tecnologias disponíveis e com toda a informação que está ao alcance de um dedo, ainda há coisas que nos surpreendem.
Ontem, durante uma saída de tarde para tirar umas fotos deparei-me com duas situações interessantes e que não posso deixar de falar aqui.
Em plena Avenida Carlos Oliveira, na Arrentela, passeava calmamente um cavalo pela zona arrelvada junto à Quinta do Falcão. Atravessou inclusive a estrada, fazendo os carros e as pessoas pararem em pasmo. Depois, calmamente, seguiu de novo para a zona de mato e por ali ficou.
Um cavalo a passear calmamente numa zona de prédios aqui no concelho ainda me arranca sorrisos.

Depois, mantendo a mesma linha de pensamento, poderíamos ter a certeza que neste ano de 2010 as mentalidades dos mais jovens seriam diferentes, mais abertas, menos racistas ou homofóbicas.
Mas pelos vistos não.
Um pouco mais tarde, junto à biblioteca municipal, um casal de jovens de cerca de 16 anos, bem apessoados, discutia de forma acesa sobre se entravam ou não. Ela dizia que não queria, ele que sim. Entre frases repetidas em alta voz, eis que escapa ao rapaz um «Cala-te ou levas um chapadão!!». E ela calou-se. Não vi se entrou, porque fiquei com as entranhas em fogo e preferi arrancar com o carro.
Afinal, nesta época de desenvolvimento, parece que a educação e a igualdade entre géneros ainda é algo que não passa do papel e as mulheres, depois de tanto soutien queimado, ainda se calam à ameaça do «Levas um chapadão».

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dossier Flamingo

Há dias assim, em que temos a certeza das nossas certezas. E hoje é um desses. Ao dar-me conta de mais um post do carissimo personagem "J.S. Teixeira", tive a prova que tal personagem só existe para atacar os que os seus patrões temem.

Neste seu novo post já dá não diz que o Dr. Paulo Edson Cunha é dono, senhor e patrão do jornal que dirijo, mas agora que o nosso representante legal! O que será a seguir? Senhorio?

Primeiro, além de ser falso, o que é que esta personagem, ou melhor, os seus bonequeiros têm a ver com isso? Será que também proibem um destacado deputado municipal da CDU, também ele advogado, de escrever para um outro jornal e prestar serviços legais ao mesmo? Se calhar não, porque esse jornal até tem contratos de adjudicação directa com a Câmara Municipal do Seixal (escusam de procurar, não estão publicados).

Durante 74 dias esperei que o personagem “J. S. Teixeira” marcasse o tal encontro comigo, no qual eu lhe pediria desculpas pessoalmente por acusar de ser “quem não é” e de o ameaçar com “os cinco mandamentos no focinho” (E até nem vale a pena referir aqui que, se ele alega que eu não o conheço, como poderia tal recado ser-lhe dirigido?).

Até prometi não levar os capangas que ele tanto temia, não revelar a sua identidade e ainda pedir desculpas no meu blogue, publicamente, por aquilo que tanto o “ofendeu”.
Antes disso, já tinha sido intitulada como «RAINHA», com outra imagem de uma porca (um pouco de falta de imaginação não acha, caro “J.S. Teixeira”?) porque alegadamente ofendi tão distinta personagem dizendo que ele queria escrever para o jornal que dirijo, o que provocou uma reacção tão ou mais indignada do que a de uma virgem ofendida na sua... “virgindade”.

Montagens que devo dizer são muito boas, e que eu conseguiria também se tivesse um gabinete de informática para me auxiliar.

Fui fazendo a contagem desde o dia em que coloquei no meu blogue pessoal o tal desafio. E reforço isto, BLOGUE PESSOAL, porque este personagem e os seus mandantes têm sempre, muito convenientemente, confundido o que digo aqui com o meu papel profissional como directora de um jornal que tinham esperanças que tivesse acabado em Outubro de 2009.

Mas temos então que alguém que tem tal coragem e arrojo na INTERNET, terá igual coragem para enfrentar e provar EM PESSOA as mentiras de que me acusa.
Seria então normal que o “J.S. Teixeira” a quem, como se vê, não falta a dita “CORAGEM”, aceitasse encontrar-se comigo.

Mas não.

Temos então que “J.S. Teixeira” não se pode encontrar comigo pura e simplesmente porque, como toda a gente com dois dedos de testa sabia desde o início dos seus ataques NÃO EXISTE.

É simplesmente uma PERSONAGEM inventada, bem coordenada e informada por certas ENTIDADES políticas do concelho do Seixal.

E sim, “caro J.S. Teixeira”, continuo a afirmar que a sua personagem tem sido interpretada por um coordenador de um gabinete camarário no Seixal, conforme você já se desmascarou e se tem desmascarado várias vezes e de tal forma nem disfarça, que chega a levar muitas vezes os ouvidos a arder.

AGORA O RECADO FINAL:
Aos coordenadores e mandantes da marioneta "J.S. Teixeira”:
Já não escondem a cobardia das vossas acções. Nem das vossas identidades.
Por isso podem continuar com montagens e inventando as mentiras que quiserem, derramando (uma das mentiras que foi lançada por esta personagem sobre o meu percurso profissional tem a ver com uma história que lhe foi (mal) contada por um dos seus orientadores/pagantes e que envolve o imposto de DERRAMA no Seixal) as histórias que quiserem.
Continuem a tentar desviar as atenções e as verdades através de montagens e mentiras, única forma por vós encontrada para combater quem neste concelho faz frente a poderes instituídos, algo a que não estão habituados e de que, infelizmente, a história no concelho tem demasiados exemplos.
A vossa resposta cobarde será mais uma montagem (uma baleia? porca? burra?) porque vos é impossível encarar de frente aqueles a quem temem e por isso odeiam.
A minha resposta será sempre a procura da verdade, que tanto vos perturba e por isso tentam atacar de todas as formas possiveis.

E claro, senhores coordenadores do caro “J. S. Teixeira”, se se sentirem ofendidos por tudo o que digo, avancem com um processo-crime por difamação.

Será mesmo muito interessante ver quem assinará a queixa, que provas vão apresentar e que advogados vão defender o vosso caso.

domingo, 12 de setembro de 2010

Grandessimas... Abóboras!

Palavra de honra que hoje me ia dando um treco.
É que até sou tolerante com alguma estupidez e compreendo alguma ignorância.
Mas quando toca a algo tão importante como a gastronomia, e ainda por cima a de Portugal, uma das mais ricas do mundo, digam os «Velhos do Restelo» aquilo que disserem, ficou possessa ou como dizia o nosso grande António Silva, «Fico Danada, fico Piursa!!»
Então não é que procurava uma receita de tarte de maçã, que fosse um pouco diferente das três ou quatro versões que costumo fazer, para aproveitar as belíssimas maças bravo-esmorfe que trouxe de Sernache, e que na minha preguiça de Domingo não me apeteceu procurar na minha biblioteca gastronómica e eis que me deparo com isto:
http://www.submundos.com/forum/culinaria/as-100-mais-famosas-sobremesas-do-mundo/
Um simples blogue, diriam. Claro, se não apresentasse as «100 mais famosas sobremesas do mundo».
Primeira e única entrada para Portugal: Bolo de Abóbora!!!
Bolo de Abóbora!!!
Conheço fritos (vários) de abóbora, faço todos os anos compota de abóbora com nozes, existem pudins e bolos com esse legume ou vegetal ou o que seja, porque a culpa aqui não é da abóbora mas de uma cabeça dita da mesma que escreve algo assim e coloca como única e exclusiva entrada para Portugal esta «sobremesa»!
E o autor ainda cita isto como sendo de um livro. UM LIVRO!!!
Valham-me todos os santinhos!!!
Já não esperava ver algo como o queijo de rala, os pampilhos,o pudim abade de Priscos, os sequilhos, as ameixas de Elvas, os rebuçados de gemas ou algo assim, exclusivamente para conhecedores.
Mas então onde fica o nosso arroz-doce, os pastéis de Belém, o toucinho-do-céu, etc, etc, etc.?
Com isto tudo quantas freirinhas andam às voltas nas tumbas, porque depois de séculos de trabalhos, afinal a sobremesa mais famosa de Portugal é um Bolo de Abóbora.
Se dúvidas tinha que por vezes algumas pessoas não deviam ter acesso à Internet, esta é uma das que me tiram essas dúvidas.
Ora abóbora para isto!

sábado, 11 de setembro de 2010

O que é que aprendemos?

Há nove anos atrás estava a iniciar uma nova aventura profissional, numa empresa onde estive mais de sete anos. Mas a 11 de Setembro ainda estava ali há pouco tempo, não conhecia os meus colegas muito bem, mas houve algo que quebrou todas as barreiras.
Lembro-me de um deles entrar no open-space onde trabalhávamos, quase sem conseguir respirar de subir as escadas a correr e dizer: «Um avião bateu contra uma das torres de Nova Iorque.» Corremos a abrir a Internet em sites de noticias, para perceber o que se passava e foi perante os nossos olhos horrorizados que vimos o segundo avião embater na segunda torre.
Ninguém tinha qualquer explicação ou alguma vez assistira a algo assim. Como jornalistas, procurávamos respostas, o porquê daquela data, as motivações, etc. Mas antes de tudo, o terror. E ainda nem sabiamos dos números e das histórias que viriam mais tarde.

Nove anos passaram, muita coisa aconteceu.
Mas ao ver os documentários, as reportagens, enfim, tudo o que se passou depois, interrogo-me se aprendemos, realmente, alguma coisa.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Isto sim, é jornalismo...

Não resisto a publicar esta "notícia", pelo fantástico título.

Repare-se ainda que é de um jornal nacional, jornalismo que merece os mais rasgados elogios de certas "pessoas".