Hoje apetece-me só fazer uma pergunta:
Se até agora os juizes portugueses se dão ao luxo de libertar bandidos perigosos apanhados em flagrante porque não concordam com as alterações do Código Penal, o que irão fazer quando virem os seus ordenados reduzidos?
Um blogue de uma jornalista que já viu um pouco de tudo, usado para falar de qualquer coisa.
domingo, 10 de outubro de 2010
Menos salário, (ainda) menos justiça?
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Maria do Carmo
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domingo, outubro 10, 2010
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sábado, 9 de outubro de 2010
Todos na internet?
Cerca de dois milhões de portugueses que recebem subsídios da Segurança Social têm de prestar provas dos seus rendimentos através da Internet. Esta medida inclui beneficiários do Subsídio Social de Desemprego, abono de família e Rendimento Social de Inserção.
Ora este foi precisamente o tema de conversa que ouvi de um grupo de pessoas num café esta manhã.
Um casal de idosos questionava onde é que ia fazer a tal prova, uma vez que nem sabia ligar um computador.
Para isto, diz o Ministério do Trabalho e da Segurança Social que foram reforçados os serviços de atendimento da Segurança Social com quiosques de acesso à SSD, e que estão a ser recrutados jovens voluntários para dar apoio nas «zonais mais críticas».
As provas poderão ser feitas nas Lojas do Cidadão ou «em qualquer serviço de atendimento da Segurança Social».
Ora só alguém que nunca tenha colocado os pés num serviço da Segurança Social é que pode dizer algo assim.
Já aqui falei nas horas que lá passei por causa das pessoas que trabalham para a minha empresa. E a minha senha não é a do atendimento geral, cujo tempo de espera chega a ser de seis a sete horas.
Não é preciso qualquer exercício de imaginação (e não, ainda não fui verificar in loco), para perceber que um serviço que é caótico em “dias normais”, ficará indescritível com centenas de pessoas a dirigirem-se lá para fazerem a tal prova.
E quem é que vai fazer a formação, em cima da hora e do joelho, dos tais jovens?
É o que dá dizer para fazer e não saber como se faz.
Por outro lado, na mesma conversa, uma senhora ainda jovem dizia que estava aflita porque não sabia como iria fazer a prova relativamente ao abono dos filhos. Ao lado, a sua filha exibia um computador portátil.
Ora esta é que eu não engulo muito bem. Raras são as casas hoje em dia sem algum acesso à Internet. Também raras são as crianças que não tiveram o acesso ao Magalhães ou ao e-escola (e falo, claro, aqui no Seixal. Pelo menos, das várias crianças que conheço, todas tiveram essa benesse). E tirando idosos ou casos pontuais, quase todas as pessoas têm contacto com computadores (pelo menos aquela pessoa em causa tinha-o, claramente).
Agora pergunto, servem esses computadores e esse acesso à Internet apenas para brincar no Facebook? Também ainda não fui ao site da Segurança Social (felizmente, ou infelizmente, não preciso de fazer prova), mas a menos que os serviços estejam bloqueados, bastará um computador com acesso à Net, alguns conhecimentos básicos de trabalho online e poderá fazer a tal prova. Mas pelos vistos, para alguns é mais fácil aprender as regras dos jogos no facebook.
Ora este foi precisamente o tema de conversa que ouvi de um grupo de pessoas num café esta manhã.
Um casal de idosos questionava onde é que ia fazer a tal prova, uma vez que nem sabia ligar um computador.
Para isto, diz o Ministério do Trabalho e da Segurança Social que foram reforçados os serviços de atendimento da Segurança Social com quiosques de acesso à SSD, e que estão a ser recrutados jovens voluntários para dar apoio nas «zonais mais críticas».
As provas poderão ser feitas nas Lojas do Cidadão ou «em qualquer serviço de atendimento da Segurança Social».
Ora só alguém que nunca tenha colocado os pés num serviço da Segurança Social é que pode dizer algo assim.
Já aqui falei nas horas que lá passei por causa das pessoas que trabalham para a minha empresa. E a minha senha não é a do atendimento geral, cujo tempo de espera chega a ser de seis a sete horas.
Não é preciso qualquer exercício de imaginação (e não, ainda não fui verificar in loco), para perceber que um serviço que é caótico em “dias normais”, ficará indescritível com centenas de pessoas a dirigirem-se lá para fazerem a tal prova.
E quem é que vai fazer a formação, em cima da hora e do joelho, dos tais jovens?
É o que dá dizer para fazer e não saber como se faz.
Por outro lado, na mesma conversa, uma senhora ainda jovem dizia que estava aflita porque não sabia como iria fazer a prova relativamente ao abono dos filhos. Ao lado, a sua filha exibia um computador portátil.
Ora esta é que eu não engulo muito bem. Raras são as casas hoje em dia sem algum acesso à Internet. Também raras são as crianças que não tiveram o acesso ao Magalhães ou ao e-escola (e falo, claro, aqui no Seixal. Pelo menos, das várias crianças que conheço, todas tiveram essa benesse). E tirando idosos ou casos pontuais, quase todas as pessoas têm contacto com computadores (pelo menos aquela pessoa em causa tinha-o, claramente).
Agora pergunto, servem esses computadores e esse acesso à Internet apenas para brincar no Facebook? Também ainda não fui ao site da Segurança Social (felizmente, ou infelizmente, não preciso de fazer prova), mas a menos que os serviços estejam bloqueados, bastará um computador com acesso à Net, alguns conhecimentos básicos de trabalho online e poderá fazer a tal prova. Mas pelos vistos, para alguns é mais fácil aprender as regras dos jogos no facebook.
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Maria do Carmo
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sábado, outubro 09, 2010
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A alegoria da torrada
Sempre me espantou uma “habilidade” do meu pai.
Em minha casa adoramos torradas de pão alentejano, fatias grandes e grossas, torradas sobre uma chapa no fogão (digam o que disserem, não há torradeira que consiga dar tal gosto).
E a habilidade do Torres consistia em colocar um pouquinho de manteiga na ponta de uma faca pontiaguda, e com esse pouquinho de manteiga conseguia cobrir por completo a tal grossa e grande fatia de pão.
Eu e a minha irmã, mais gulosas, enchíamos o pão de manteiga, mas parecia que nunca conseguíamos chegar áquele cantinho ou áquela pontinha. E sentíamos um pouco de inveja porque a torrada do meu pai reluzia, completamente barrada com manteiga.
Anos mais tarde, percebi que foram as dificuldades económicas por que passara em criança e jovem que lhe ensinaram esse "truque".
Vem isto a propósito de hoje ter tido oportunidade de folhear com uma amiga fotos de outros tempos (do casamento dos meus pais, propriamente) e ela dizer que «eram outros tempos, e as pessoas tinham pouco, mas eram felizes».
É verdade. E agora, perto que estou dos meus quarenta anos, vejo isso.
Eram outros tempos, em que a recepção de um casamento era feita em casa, quando muito com o bolo encomendado numa pastelaria e os vestidos e fatos feitos na modista, mas todos podiam fazer a sua festa e receber amigos e familiares, sem se endividarem até aos cabelos.
Eram os tempos em que uma ida ao cinema era uma festa, uma noite num restaurante acontecia uma vez por ano, e o Natal era verdadeiramente Natal (um bocado da massa de filhoses para brincar fazia-nos muito felizes na noite de Consoada) e os vizinhos trocavam entre si pratos dos doces de Natal.
Nessa altura, quer fosse por força das circunstâncias ou da lei, as pessoas ficavam juntas, nos bons e nos maus momentos.
Agora vemos crianças que só exigem dos pais, casais que à primeira discussão se divorciam, pessoas que só trabalham para ter o último modelo de telemóvel.
Estamos melhor? Não sei.
O que sei é que aquela torrada completamente barrada apenas com um poucochinho de manteiga me metia inveja perante a minha, com montes desta mas com muitos “buracos” no pão (e que agora resultou numa pedra na vesícula...).
P.S. – E com este discurso da austeridade e do pobrezinho não quer dizer que sou a favor do tal PEC 2 ou 3 ou o raio que os parta. O que eu diria aos seus autores é onde é que o podiam enfiar... e o recado era o mesmo para quem vai abster-se e para os restantes que, apesar de todas as campanhas políticas, ainda não conseguiram, em trinta e seis anos, libertar Portugal do mesmo «chove e molha».
Em minha casa adoramos torradas de pão alentejano, fatias grandes e grossas, torradas sobre uma chapa no fogão (digam o que disserem, não há torradeira que consiga dar tal gosto).
E a habilidade do Torres consistia em colocar um pouquinho de manteiga na ponta de uma faca pontiaguda, e com esse pouquinho de manteiga conseguia cobrir por completo a tal grossa e grande fatia de pão.
Eu e a minha irmã, mais gulosas, enchíamos o pão de manteiga, mas parecia que nunca conseguíamos chegar áquele cantinho ou áquela pontinha. E sentíamos um pouco de inveja porque a torrada do meu pai reluzia, completamente barrada com manteiga.
Anos mais tarde, percebi que foram as dificuldades económicas por que passara em criança e jovem que lhe ensinaram esse "truque".
Vem isto a propósito de hoje ter tido oportunidade de folhear com uma amiga fotos de outros tempos (do casamento dos meus pais, propriamente) e ela dizer que «eram outros tempos, e as pessoas tinham pouco, mas eram felizes».
É verdade. E agora, perto que estou dos meus quarenta anos, vejo isso.
Eram outros tempos, em que a recepção de um casamento era feita em casa, quando muito com o bolo encomendado numa pastelaria e os vestidos e fatos feitos na modista, mas todos podiam fazer a sua festa e receber amigos e familiares, sem se endividarem até aos cabelos.
Eram os tempos em que uma ida ao cinema era uma festa, uma noite num restaurante acontecia uma vez por ano, e o Natal era verdadeiramente Natal (um bocado da massa de filhoses para brincar fazia-nos muito felizes na noite de Consoada) e os vizinhos trocavam entre si pratos dos doces de Natal.
Nessa altura, quer fosse por força das circunstâncias ou da lei, as pessoas ficavam juntas, nos bons e nos maus momentos.
Agora vemos crianças que só exigem dos pais, casais que à primeira discussão se divorciam, pessoas que só trabalham para ter o último modelo de telemóvel.
Estamos melhor? Não sei.
O que sei é que aquela torrada completamente barrada apenas com um poucochinho de manteiga me metia inveja perante a minha, com montes desta mas com muitos “buracos” no pão (e que agora resultou numa pedra na vesícula...).
P.S. – E com este discurso da austeridade e do pobrezinho não quer dizer que sou a favor do tal PEC 2 ou 3 ou o raio que os parta. O que eu diria aos seus autores é onde é que o podiam enfiar... e o recado era o mesmo para quem vai abster-se e para os restantes que, apesar de todas as campanhas políticas, ainda não conseguiram, em trinta e seis anos, libertar Portugal do mesmo «chove e molha».
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quarta-feira, outubro 06, 2010
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Porque
A pedido de várias familias e porque eu também já nem acredito no Pai Natal e porque me estava a meter raiva o post anterior e porque eu gosto, aqui fica mais uma das «Redacções da Guidinha» (não sei o ano).
Pai Natal
Tretas tretas tretas a mim é que não me levam mais era o que faltava ou um ou outro é um aldrabão disseram-me que o pai natal descia pela chaminé e eu acendi o fogão para lhe queimar o rabo para ele dar um grito para eu o ver e nicles quem ficou com o rabo a arder fui eu que levei bumba no toutiço por ter gasto gás é só para ver como as coisas são disseram-me que ele trazia presentes do céu e o que ele me trouxe foi uma camisola que eu vi numa montra duma loja em saldo com o preço e tudo isto quer dizer que o Céu fica na Rua dos Fanqueiros ou que me aldrabaram por eu ser criança é o que eu digo mentem à gente mal a gente nasce e depois queixam-se de que a gente em grande queira ir para a política outra coisa que o pai natal me deu foi um compêndio de Ciências Naturais aprovado para o primeiro ano ora abóbora que se eu fosse má até ficava a pensar que o pai natal é o meu pai o que vale é que eu sou boa até ver sim até ver que se me pregam outra partida como esta vão ver como é que eu sou por dentro porque lá por dentro sou má como as cobras se julgam que eu saio à minha Mãe enganam-se lá no fundo eu saio ao meu pai mas não quero que se saiba para salvar o toutiço que se ele adivinha isso é bumba no toutiço até mais não outra malandrice que me fizeram foi darem-me um cavalinho de madeira que o meu avô comprou para levar à maternidade quando eu nasci a pensar que eu era menino mas o diabo do velho quando viu a enfermeira mudar-me a fralda meteu o cavalinho no bolso e foi a correr comprar uma roca de prata porque nesse tempo o plástico ainda era caro e levou o cavalinho para casa para quando viesse um menino e como nunca veio porque em Paris deixaram-se de fazer coisas dessas e agora fazem outras o tal cavalinho foi escondido numa mala muito velha onde eu o encontrei há mais de cinco anos estou farta de brincar com ele sem ninguém saber e vai este ano bumba apareceu-me no sapato como se fosse um presente do pai natal assim não vale abóbora que ou a gente é séria ou não é isto até faz com que se perca o respeito pela família terrestre e pela família celeste que o meu pai queira enganar o pai natal vendendo-lhe cavalinhos velhos e Compêndios de Liceu ainda eu entendo agora que ele os compre se calhar pelo dobro do preço é que não entendo nem à bala são estas coisas que fazem a gente perder a fé e depois espantam-se outra porcaria que me fez o pai natal foi dizer ao meu pai que este ano os presentes eram fracotes por causa da crise que há no Céu mas então se aquilo é igual à Terra para que é que lhe chamam Céu anda a gente a privar-se de coisas para ir para o Céu e chega lá e bumba aquilo é como a Graça ou como o Areeiro eu é que não vou nisso e se as coisas não mudam para o ano faço de conta que não sei da crise e mando uma reclamação para o deputado que me representa na assembleia e o pai natal vai ver como é que as moscas picam para aprender a ser profissional a valer que isto dum pai natal amador não interessa a ninguém e muito menos a esta vossa GUIDINHA que não está cá por ver andar os outros.
Pai Natal
Tretas tretas tretas a mim é que não me levam mais era o que faltava ou um ou outro é um aldrabão disseram-me que o pai natal descia pela chaminé e eu acendi o fogão para lhe queimar o rabo para ele dar um grito para eu o ver e nicles quem ficou com o rabo a arder fui eu que levei bumba no toutiço por ter gasto gás é só para ver como as coisas são disseram-me que ele trazia presentes do céu e o que ele me trouxe foi uma camisola que eu vi numa montra duma loja em saldo com o preço e tudo isto quer dizer que o Céu fica na Rua dos Fanqueiros ou que me aldrabaram por eu ser criança é o que eu digo mentem à gente mal a gente nasce e depois queixam-se de que a gente em grande queira ir para a política outra coisa que o pai natal me deu foi um compêndio de Ciências Naturais aprovado para o primeiro ano ora abóbora que se eu fosse má até ficava a pensar que o pai natal é o meu pai o que vale é que eu sou boa até ver sim até ver que se me pregam outra partida como esta vão ver como é que eu sou por dentro porque lá por dentro sou má como as cobras se julgam que eu saio à minha Mãe enganam-se lá no fundo eu saio ao meu pai mas não quero que se saiba para salvar o toutiço que se ele adivinha isso é bumba no toutiço até mais não outra malandrice que me fizeram foi darem-me um cavalinho de madeira que o meu avô comprou para levar à maternidade quando eu nasci a pensar que eu era menino mas o diabo do velho quando viu a enfermeira mudar-me a fralda meteu o cavalinho no bolso e foi a correr comprar uma roca de prata porque nesse tempo o plástico ainda era caro e levou o cavalinho para casa para quando viesse um menino e como nunca veio porque em Paris deixaram-se de fazer coisas dessas e agora fazem outras o tal cavalinho foi escondido numa mala muito velha onde eu o encontrei há mais de cinco anos estou farta de brincar com ele sem ninguém saber e vai este ano bumba apareceu-me no sapato como se fosse um presente do pai natal assim não vale abóbora que ou a gente é séria ou não é isto até faz com que se perca o respeito pela família terrestre e pela família celeste que o meu pai queira enganar o pai natal vendendo-lhe cavalinhos velhos e Compêndios de Liceu ainda eu entendo agora que ele os compre se calhar pelo dobro do preço é que não entendo nem à bala são estas coisas que fazem a gente perder a fé e depois espantam-se outra porcaria que me fez o pai natal foi dizer ao meu pai que este ano os presentes eram fracotes por causa da crise que há no Céu mas então se aquilo é igual à Terra para que é que lhe chamam Céu anda a gente a privar-se de coisas para ir para o Céu e chega lá e bumba aquilo é como a Graça ou como o Areeiro eu é que não vou nisso e se as coisas não mudam para o ano faço de conta que não sei da crise e mando uma reclamação para o deputado que me representa na assembleia e o pai natal vai ver como é que as moscas picam para aprender a ser profissional a valer que isto dum pai natal amador não interessa a ninguém e muito menos a esta vossa GUIDINHA que não está cá por ver andar os outros.
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Gente que mete nojo
É verdade, há ainda gente que me mete nojo.
E se não gosto de misturar aqui neste blogue que é pessoal, situações que acontecem com o jornal que dirijo, (apesar de certa "gente" não o compreender) há coisas que não posso deixar passar ao lado.
Hoje, às 16h19 recebemos no nosso email uma mensagem que exprimia o suposto desagrado com uma situação levada a cabo por outro jornal.
Tudo bem, cada um tem o direito à sua opinião e até nem é a primeira vez que se nos dirigem sobre isso.
Mas isto ultrapassa tudo. É que o email vinha com a assinatura do «Comércio», como podem ver no nosso site em http://jornalcomerciodoseixalesesimbra.wordpress.com/2010/10/04/alerta-para-uso-indevido-do-nome-do-%c2%abcomercio-do-seixal-e-sesimbra%c2%bb/
Nem há palavras para descrever um acto destes. Pessoas ignóbeis, rascas e nojentas que não conseguem vingar na vida de outra forma e tentam assim denegrir terceiros.
Mas como por vezes o Diabo ainda está do nosso lado, segui os mesmos passos que com um outro email, retirei os dados do IP e já foi feita uma queixa à Judiciária de Setúbal. Pode não dar em nada, mas o que não posso é deixar passar em claro estas coisas.
Que haja quem tenha medo de encarar de frente os que considera como "inimigos", é uma questão de «tomates», mas isto é pura javardice de pessoas que nem o nome de cobardes merecem.
Pelos vistos, o jornal que dirijo continua a meter medo...
E se não gosto de misturar aqui neste blogue que é pessoal, situações que acontecem com o jornal que dirijo, (apesar de certa "gente" não o compreender) há coisas que não posso deixar passar ao lado.
Hoje, às 16h19 recebemos no nosso email uma mensagem que exprimia o suposto desagrado com uma situação levada a cabo por outro jornal.
Tudo bem, cada um tem o direito à sua opinião e até nem é a primeira vez que se nos dirigem sobre isso.
Mas isto ultrapassa tudo. É que o email vinha com a assinatura do «Comércio», como podem ver no nosso site em http://jornalcomerciodoseixalesesimbra.wordpress.com/2010/10/04/alerta-para-uso-indevido-do-nome-do-%c2%abcomercio-do-seixal-e-sesimbra%c2%bb/
Nem há palavras para descrever um acto destes. Pessoas ignóbeis, rascas e nojentas que não conseguem vingar na vida de outra forma e tentam assim denegrir terceiros.
Mas como por vezes o Diabo ainda está do nosso lado, segui os mesmos passos que com um outro email, retirei os dados do IP e já foi feita uma queixa à Judiciária de Setúbal. Pode não dar em nada, mas o que não posso é deixar passar em claro estas coisas.
Que haja quem tenha medo de encarar de frente os que considera como "inimigos", é uma questão de «tomates», mas isto é pura javardice de pessoas que nem o nome de cobardes merecem.
Pelos vistos, o jornal que dirijo continua a meter medo...
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segunda-feira, outubro 04, 2010
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domingo, 3 de outubro de 2010
As (ainda) belezas de Belém
Uma das coisas que mais gosto é visitar museus e palácios. E por isso, quando ontem a minha mãe me falou de que durante estes dias o Palácio de Belém ia estar aberto ao público e com uma exposição sobre a República, não hesitei.
Hoje, cedinho e depois de ir fazer o passeio semanal do Belchior, apesar da chuva e do vento, aí fomos até Belém, convencidas que seria uma visita tranquila. Até porque é meu lema visitar alguns locais no domingo de manhã, por ser grátis e por assim evitar os passeios em família das tardes de domingo.
Mas hoje o mesmo pensaram muitos outros portugueses e estrangeiros.
Dezenas de pessoas enfrentavam a chuva forte para esperarem à entrada (livre), mas antes da qual tínhamos de passar por um detector de metais. E como os portugueses não estão habituados a isto em edifícios públicos, foram muitos os risos e as surpresas por verem que uma simples fivela de cinto fazia disparar o alarme.
Felizmente os agentes da autoridade levavam as coisas levemente e lá iam brincando com as situações. É que aquela coisa era mesmo muito sensível.
Depois começava a visita, obrigatoriamente por um corredor de quadros de vários artistas até aos nossos dias, seguindo-se as salas e depois o resto do edifício. Lindo. E com muita simpatia da equipa que ia dando indicações.
A chuva parou um pouco e pudemos dar uma volta pelos jardins com lagos, um deles com dezenas de peixes.
A seguir visitámos a exposição dos 100 anos da República, enquanto cá fora se preparava o cenário para um programa da RTP. Como tivemos de esperar um pouco, lá fomos sabendo por parte de um membro do staff que o local eram as antigas jaulas de jaguares e panteras, por isso exíguas e as portas de ferro ainda lá estão.
Nesta, alguns objectos, simples por si só, contam grandes histórias.
Entre eles uma agenda marca, ao lado de uns óculos e uma caneta, uma data fatídica. São pertença de Sá Carneiro.
Ali ao lado, um rádio de Oliveira de Salazar, um manuscrito de José Saramago do Memorial do Convento e litografias originais de Álvaro Cunhal, bem como uma parte da farda do General Sem Medo (apesar de gostar muito de lâminas, não sei se a designação desta será de punhal).
Um pouco mais adiante o Museu da Presidência, com os quadros de todos os presidentes, as prendas dadas e muita História. Os quadros percorrem os cem anos de República, e também os gostos em termos artísticos, porque temos de tudo, desde os clássicos ao quadro quase fotográfico de Ramalho Eanes, ao de Paula Rego de Jorge Sampaio, e ao que tanta polémica deu de Mário Soares, de Júlio Pomar (na minha opinião, muito giro para a sala de jantar do senhor mas inapropriado para uma galeria como esta, mas são gostos).
Muito interessante e informativo. Infelizmente, com demasiada gente hoje, e com a característica falta de civismo. Mãos nas vitrinas, conversas ao telemóvel em altos gritos frente a vitrinas que outros queriam ver, horas a apreciar uma simples jarra, miúdos a correr escadas abaixo, enfim... Muito triste.
No computo geral, no entanto, o balanço é extremamente positivo.
Apesar dos pesares, foi também interessante ver como as pessoas respondem a estas iniciativas, quando, diga-se de passagem, não estavam a ser vendidas farturas ou coisas a metade do preço. O que prova que as pessoas realmente querem ver e saber mais.
Eu gostei e recomendo.
Hoje, cedinho e depois de ir fazer o passeio semanal do Belchior, apesar da chuva e do vento, aí fomos até Belém, convencidas que seria uma visita tranquila. Até porque é meu lema visitar alguns locais no domingo de manhã, por ser grátis e por assim evitar os passeios em família das tardes de domingo.
Mas hoje o mesmo pensaram muitos outros portugueses e estrangeiros.
Dezenas de pessoas enfrentavam a chuva forte para esperarem à entrada (livre), mas antes da qual tínhamos de passar por um detector de metais. E como os portugueses não estão habituados a isto em edifícios públicos, foram muitos os risos e as surpresas por verem que uma simples fivela de cinto fazia disparar o alarme.
Felizmente os agentes da autoridade levavam as coisas levemente e lá iam brincando com as situações. É que aquela coisa era mesmo muito sensível.
Depois começava a visita, obrigatoriamente por um corredor de quadros de vários artistas até aos nossos dias, seguindo-se as salas e depois o resto do edifício. Lindo. E com muita simpatia da equipa que ia dando indicações.
A chuva parou um pouco e pudemos dar uma volta pelos jardins com lagos, um deles com dezenas de peixes.
A seguir visitámos a exposição dos 100 anos da República, enquanto cá fora se preparava o cenário para um programa da RTP. Como tivemos de esperar um pouco, lá fomos sabendo por parte de um membro do staff que o local eram as antigas jaulas de jaguares e panteras, por isso exíguas e as portas de ferro ainda lá estão.
Nesta, alguns objectos, simples por si só, contam grandes histórias.
Entre eles uma agenda marca, ao lado de uns óculos e uma caneta, uma data fatídica. São pertença de Sá Carneiro.
Ali ao lado, um rádio de Oliveira de Salazar, um manuscrito de José Saramago do Memorial do Convento e litografias originais de Álvaro Cunhal, bem como uma parte da farda do General Sem Medo (apesar de gostar muito de lâminas, não sei se a designação desta será de punhal).
Um pouco mais adiante o Museu da Presidência, com os quadros de todos os presidentes, as prendas dadas e muita História. Os quadros percorrem os cem anos de República, e também os gostos em termos artísticos, porque temos de tudo, desde os clássicos ao quadro quase fotográfico de Ramalho Eanes, ao de Paula Rego de Jorge Sampaio, e ao que tanta polémica deu de Mário Soares, de Júlio Pomar (na minha opinião, muito giro para a sala de jantar do senhor mas inapropriado para uma galeria como esta, mas são gostos).
Muito interessante e informativo. Infelizmente, com demasiada gente hoje, e com a característica falta de civismo. Mãos nas vitrinas, conversas ao telemóvel em altos gritos frente a vitrinas que outros queriam ver, horas a apreciar uma simples jarra, miúdos a correr escadas abaixo, enfim... Muito triste.
No computo geral, no entanto, o balanço é extremamente positivo.
Apesar dos pesares, foi também interessante ver como as pessoas respondem a estas iniciativas, quando, diga-se de passagem, não estavam a ser vendidas farturas ou coisas a metade do preço. O que prova que as pessoas realmente querem ver e saber mais.
Eu gostei e recomendo.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Mexilhão ó Mexilhão
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quinta-feira, setembro 30, 2010
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O sapo queixinhas
Há um «queixinhas» em todas as escolas de segunda porque nas de primeira como ninguém lhes liga eles desistem e têm de fazer qualquer coisa seja o que for para as pessoas darem por eles sim porque o que eles querem é dar nas vistas dos professores seja como for porque a natureza que é uma coisa que há à volta da gente nem sempre ara não dizer quase nunca ajuda os Queixinhas à nascença pois o que eu estou a dizer é que nós na minha escola temos um «queixinhas» que deve ser dos melhores que há porque este é que é dos tais que se não fosse «queixinhas» não era mesmo mais nada mas é que mesmo mais nada porque não sabe nada de ciências nem de literatura nem de matemática nem de desenho nem de línguas sim porque nisso de línguas só sabe dizer oui oui oui e mesmo quando diz non a uns é porque está a dizer oui a outros e de historia só sabe umas quantas coisitas que lhe convém saber ou que julga que lhe convém saber e como é surdo não ouve a história a acontecer à volta dele e vai para ver se alguém vê que ele existe principalmente os professores sim porque este nosso «queixinhas» é dos tais que só fala para os professores o ouvirem porque os professores são os únicos que não largam a rir às gargalhadas porque precisam de manteiga como a gente não precisa está-se nas tintas para os ecos dos defuntos e ele não passa dum defunto que só ainda não foi enterrado de vez porque lá na aula temos tudo menos cangalheiros pois este nosso «queixinhas» tem duas coisas que ninguém mais tem uma é que parece um sapo cheio de peçonha e outra é que os professores lá porque ainda ninguém percebeu de vez em quando pegam nele e deixam-no sapar para quem não conhece a língua dos animais explicamos que sapar é falar a língua de sapo pois deixam-no sapar se calhar porque julgam que a gente ouve o que ele diz quando a verdade é que a gente quando ele sapa com aquela cara de sapo que a natureza lhe deu para ir bem como o que ele tem em vez de miolos desliga que é o mesmo que dizer que se põe a jogar à batalha naval ou ao galo mas enfim os professores põem o sapo a falar e ele fala o que é o mesmo que dizer que está calado porque uma coisa é falar e outra é fazer barulho com a boca pois este «queixinhas sapo» que nós temos lá na aula como nunca fez nada que valesse a pena a gente ver para se tornar notado inventa escândalos contra este ou contra aquele e fica todo contente ao ver que os professores castigam aqueles contra quem fez queixa coitadito não se lhe pode levar a mal porque se não fizesse estas coisas não fazia mesmo nada porque não é capaz de fazer nada coitadito que é muito fiel à cara e aos miolitos de sapo que a natureza lhe deu mas quando faz estas coisitas de sapo fica todo contente o que até é justo sim porque se os sapos não fazem coisas de sapo que diabo é que eles hão-de fazer? pois este nosso «queixinhas sapo» coitadito para dar nas vistas dos cegos e digo isto porque os outros nem olham para ele tem de inventar escândalos e anda todo o dia com os olhitos de sapo muito abertos a ver se arranja uma coisita qualquer que ele possa aldrabar para caçar o olho aos professores a não ser quando trabalha de encomenda que é quando o professor de literatice mas que a gente não sabe se encomenda alguma aldrabicesita contra este ou aquele e vai ele coitadito satisfaz a encomendazita para ganhar a vidita de sapo pois este é bestial nisso de inventar queixitas para dar nas vistas dos ceguinhos uma técnica que ele usa muto é andar a ver o que a gente escreve nas paredes sim porque cá na nossa escola ou se escreve nas paredes ou não se escreve em parte nenhuma por exemplo a gente por exemplo quer escrever numa parede vai logo dizer aos professores que a gente ia escrever ABAIXO O PROFESSOR DE MATEMÁTICA a gente por exemplo quer escrever numa parede que os burros se aproveitam das aulas para dizer burrices e ele vai dizer aos professores que a gente está a achincalhar as aulas enfim coitadito ninguém se pode espantar porque o que seria de espantar seria que ele não saísse à natureza e dissesse coisas inteligentes mas isso coitadito teria de pedir a inteligência emprestada aos amigos e ficava tão mal servido como se usasse a dele o que é engraçado é que ele coitadito não percebe que toda a gente se ri dele e continua com as suas «queixinhas» a dar vontade de rir a toda a gente mas a vida é o que é nestas escolas de segunda e não há nada a fazer o que vale é que a gente com estas queixitas todas vai para o céu olá se vai porque nestas coisas eu acredito numa justiça divina e assim como nestas escolas de segunda são um céu para os burros.
Luís Sttau Monteiro
«Crónicas da Guidinha» in «A Mosca», 16 de Dezembro 1972.
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Maria do Carmo
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quarta-feira, setembro 29, 2010
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Informação ou formação?
Num ano em que Portugal viu uma enorme área florestal ardida, um flagelo que o Seixal também sofreu, deveria pensar-se que as autoridades ficassem satisfeitas com o facto das pessoas estarem alertas para certas situações e as denunciassem ou para elas alertassem quem de direito.
Pois devia.
Mas a realidade não é bem assim.
Ou então, não é aos cidadãos que falta a formação mas sim a alguns membros das tais autoridades.
Senão vejamos: contaram-me que hoje uma pessoa em Fernão Ferro detectou um foco de incêndio em mata, junto à antiga fábrica do Pavil, zona do concelho que tem sofrido bastante com este flagelo.
Como cidadão consciente que é, ligou de imediato para o número de emergência e informou do que se passava, bem como do facto de ter visto um indivíduo a sair do local.
Mais tarde, já em casa, o som de sirenes deixou-o alertado e entendeu que devia ir ver o que se passava. Chegado ao local, e com o espírito de jornalista que muitos têm, puxou da máquina para fotografar a acção das forças no local.
Logo foi disso impedido por um membro da GNR, que lhe disse que não podia fotografar o que ali acontecia.
Explicando que até tinha sido ele a dar conta do incêndio, eis que ouve algo como isto:
“Não sei porque é que tiveram de chamar as autoridades para um simples colchão a arder! Já viu a quantidade de homens que aqui está?”.
Este cidadão ficou perplexo.
Então, se vir um foco de incêndio em mata, com um suspeito a sair do local o que se deve fazer?
Parar o carro, ir ver o que está a arder e só depois chamar as autoridades? E se o fogo for pequeno, devemos ser nós a apagá-lo para não incomodar Bombeiros e forças policiais?
É óbvio que terá respondido à letra, mas mesmo assim fica um amargo de boca de ouvir um “agente da autoridade” lamentar assim que um cidadão cumpra a sua obrigação, evitando que mais área tenha ardido ou até, quem sabe, casas ou vidas humanas tenham sido perdidas.
Era um colchão a arder, mas com o tempo seco que tem estado (ou estava até à pouco, agora chove e bem), não ficaria a arder apenas por ali.
É mesmo caso para dizer: “Que falta de formação, senhores!”.
Pois devia.
Mas a realidade não é bem assim.
Ou então, não é aos cidadãos que falta a formação mas sim a alguns membros das tais autoridades.
Senão vejamos: contaram-me que hoje uma pessoa em Fernão Ferro detectou um foco de incêndio em mata, junto à antiga fábrica do Pavil, zona do concelho que tem sofrido bastante com este flagelo.
Como cidadão consciente que é, ligou de imediato para o número de emergência e informou do que se passava, bem como do facto de ter visto um indivíduo a sair do local.
Mais tarde, já em casa, o som de sirenes deixou-o alertado e entendeu que devia ir ver o que se passava. Chegado ao local, e com o espírito de jornalista que muitos têm, puxou da máquina para fotografar a acção das forças no local.
Logo foi disso impedido por um membro da GNR, que lhe disse que não podia fotografar o que ali acontecia.
Explicando que até tinha sido ele a dar conta do incêndio, eis que ouve algo como isto:
“Não sei porque é que tiveram de chamar as autoridades para um simples colchão a arder! Já viu a quantidade de homens que aqui está?”.
Este cidadão ficou perplexo.
Então, se vir um foco de incêndio em mata, com um suspeito a sair do local o que se deve fazer?
Parar o carro, ir ver o que está a arder e só depois chamar as autoridades? E se o fogo for pequeno, devemos ser nós a apagá-lo para não incomodar Bombeiros e forças policiais?
É óbvio que terá respondido à letra, mas mesmo assim fica um amargo de boca de ouvir um “agente da autoridade” lamentar assim que um cidadão cumpra a sua obrigação, evitando que mais área tenha ardido ou até, quem sabe, casas ou vidas humanas tenham sido perdidas.
Era um colchão a arder, mas com o tempo seco que tem estado (ou estava até à pouco, agora chove e bem), não ficaria a arder apenas por ali.
É mesmo caso para dizer: “Que falta de formação, senhores!”.
Publicada por
Maria do Carmo
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quinta-feira, setembro 23, 2010
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Nem pílula, nem dourada
Ontem seguia uma reportagem televisiva sobre o aumento do preço dos medicamentos e a cessação da comparticipação financeira do Governo sobre os mesmos.
Achei muita piada à reportagem porque a jornalista referia que tinha sido difícil encontrar idosos para entrevistar que tivessem a dita comparticipação.
Ora desta situação só se tiram três ilações: Ou a jornalista procurou mal, ou os nossos idosos têm pensões de reforma tão elevadas que nem precisam dessa benesse do Estado.
Ou então será que os medicamentos que têm a tal comparticipação são daqueles que poucos usam?
Não sei. Felizmente raramente tomo medicamentos, e o mesmo com o resto da minha família. Ainda sou daquelas que usa e acredita no poder curativo de algumas plantas e felizmente quando entro numa farmácia normalmente é para comprar a velha aspirina.
Mas ainda há alguns dias falei aqui da situação de uma velhota que chorava na farmácia por não ter dinheiro para pagar os medicamentos.
Onde estava então essa comparticipação?
E saberá o Governo que um medicamento que um idoso agora passe a pagar, por exemplo, oitenta cêntimos em cada caixa, e que tenha de tomar duas caixas por mês, são 1,40 por mês? Dezasseis euros e oitenta por ano? Isto para quem não pode comprar duas carcaças para não sair do orçamento de uma pensão de miséria.
Saber sabe.
Mas é tudo em nome de uma crise económica em Portugal de que já falavam os meus avós.
Achei muita piada à reportagem porque a jornalista referia que tinha sido difícil encontrar idosos para entrevistar que tivessem a dita comparticipação.
Ora desta situação só se tiram três ilações: Ou a jornalista procurou mal, ou os nossos idosos têm pensões de reforma tão elevadas que nem precisam dessa benesse do Estado.
Ou então será que os medicamentos que têm a tal comparticipação são daqueles que poucos usam?
Não sei. Felizmente raramente tomo medicamentos, e o mesmo com o resto da minha família. Ainda sou daquelas que usa e acredita no poder curativo de algumas plantas e felizmente quando entro numa farmácia normalmente é para comprar a velha aspirina.
Mas ainda há alguns dias falei aqui da situação de uma velhota que chorava na farmácia por não ter dinheiro para pagar os medicamentos.
Onde estava então essa comparticipação?
E saberá o Governo que um medicamento que um idoso agora passe a pagar, por exemplo, oitenta cêntimos em cada caixa, e que tenha de tomar duas caixas por mês, são 1,40 por mês? Dezasseis euros e oitenta por ano? Isto para quem não pode comprar duas carcaças para não sair do orçamento de uma pensão de miséria.
Saber sabe.
Mas é tudo em nome de uma crise económica em Portugal de que já falavam os meus avós.
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Maria do Carmo
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terça-feira, setembro 21, 2010
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