Quando recebemos a nossa carteira profissional, enviam-nos também um pequenino cartão com o Código Deontológico do Jornalista. É por essas regras que nos temos de reger na nossa profissão.
Já fui acusada por uma certa linha política de, através do meu jornal apoiar diferentes partidos políticos, sem que nunca tenham sido apresentadas provas (porque as não há, embora para alguns seja muito fácil debitarem bitaites sobre o assunto) através de uma personagem aviária. Uma linha que até agora estava habituada a ver plasmadas nos jornais apenas as suas ideias.
Os mesmos que também gostavam de dizer que o jornal pertencia a este ou áquele partido. E que tinhamos apoios deste ou daquele partido. Esquecendo, muito convenientemente, os apoios camarários a um certo jornal quinzenal sem data certa de saída durante mais de um ano...
Mas este sábado vi, e viram muitas pessoas, algo que me deixou entristecida, mas também muito feliz.
É que a verdade vem sempre ao de cima, como o azeite.
Eu sempre cumpri o meu papel de acompanhar políticos profissionalmente mas NUNCA andei em caravanas políticas com o meu carro a exibir cartazes de apoio a candidatos nem andei a distribuir folhetos pelo concelho depois de ter obtido a minha carteira profissional.
Já o fiz, sim, noutros tempos em que nem o curso tinha. Fi-lo saindo de antigas sedes concelhias de um Partido que hoje muitos dos que se dizem pertencer-lhe nem têm ideia de onde ficavam e onde passei horas a roer as unhas enquanto aguardávamos os resultados das diferentes eleições, muitas vezes até altas horas da noite.
Agora andar abjectamente a arrastar-me atrás do candidato Fernando Nobre, a distribuir folhetos e a exibir bandeiras de Portugal ao lado do cartaz desse candidato, ao mesmo tempo que tem alardeado por aí ser "jornalista", é forte.
E é uma ofensa a todos os que lutaram para ter uma Carteira Profissional e pela dignificação desta profissão.
E é por causa destes "jornaleiros" que depois profissionais como eu somos atacados.
Agora gostava de ouvir as opiniões dos tais defensores de uma imprensa não amordaçada e não refém dos partidos políticos.
As opiniões sobre o facto de o director de um jornal andar em caravanas políticas, um jornal que até foi defendido por um suposto advogado que dizia em email a um "amigo" que os dois semanários do concelho até continham conteúdos susceptíveis de queixas em Tribunal.
As opiniões sobre o facto de este ter sido o único jornal sempre apoiado com anúncios camarários, contra a Lei de Imprensa e a Lei das Autarquias Locais. Escolhido, se calhar, pela sua "total" isenção política.
As opiniões sobre o muito que se disse de existirem «conflitos de interesses jornalísticos» por o mesmo "jornaleiro" ter revelado com enorme pompa a promessa de apoio de um candidato à imprensa local, na altura pretendendo assim fazer um favor a quem então o sustentava.
As opiniões sobre «os maus exemplos de jornalismo» e sobre também quem afinal andou a contar com o ovo no cu da galinha e que quando viu que o ovo não ficou «galado» virou o bico ao prego.
E já agora, gostava também muito de ver uma nova análise tal como a que foi realizada há uns meses atrás pela tal personagem aviática sobre os espaços ocupados pelos diferentes partidos em todos os jornais.
Era só para nos rirmos todos um bocado e para ver o que afinal mudou depois de 11 de Outubro passado.
Como dizia essa personagem aviária da blogosfera: «Custa-me presenciar atitudes mendigantes que roçam o ridículo à vista de todos.»
Um blogue de uma jornalista que já viu um pouco de tudo, usado para falar de qualquer coisa.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
E viva a campanha eleitoral!!!
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Maria do Carmo
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segunda-feira, novembro 08, 2010
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sábado, 6 de novembro de 2010
O Poizo do Besouro
Hoje fui até à Chamusca. Desta feita, a convite do meu amigo Joaquim Figueiredo que quis a minha presença num momento alto da sua vida, a apresentação do seu livro «Eu português impuro no Caminho de Santiago» na terra que o viu nascer. Uma apresentação que foi digna dele, e que durou perto de três horas com um vivo debate entre as pessoas presentes sobre fé, religião e o «eu».
Por isso lá rumámos, o trio maravilha até à brancura do Ribatejo, a uma terra que descobri ser lindíssima, porque até agora, confesso, só a conhecia de atravessar de carro.
Casas antiquíssimas, um lindíssimo jardim, um miradouro a que não me atrevi a subir porque tinha mais escadas que o Bom Jesus de Braga, e um cantinho muito agradável para comer, «O Poizo do Besouro» (e é assim que vem escrito no cartão que nos ofereceram à saída), localizado junto ao edifício da Câmara Municipal da Chamusca, recôndito mas bem sinalizado.
Mesmo ao lado, um paraíso para quem como eu adora antiguidades e velharias, embora não tenha visitado o espaço, mas ficaram-se-me os olhos na lojinha.
O espaço do restaurante é um antigo armazém de tectos altos em madeira e um verdadeiro paraíso para os «aficionados». Confesso que não o sou, e se tenho a música da tourada ou pasodoble no telemóvel é mesmo só por diversão.
Mas ali tive de dar o braço a torcer, porque desde das bandarilhas como centros de mesa aos inúmeros retratos de toureiros e cartazes antigos, juntando-se alguns equipamentos para montar a cavalo, tudo é um regalo para os olhos.
E depois, como orgulhosamente afirma a sua publicidade, há a deliciosa cozinha tradicional ribatejana.
O Figueiredo optou logo pela sopa de couve com feijão, tradicional da terra, seguida de um bife simples com arroz e batata frita como se fazia cá em casa (antes da pedra na vesícula e o colesterol acabar com essas loucuras).
Para mim e para a mãe, a partilha de umas migas de couve com bacalhau assado.
Já sabem que adoro isto, e mais uma vez não fiquei desconsolada. O bacalhau, salgadinho, assado no ponto, sem espinhas e com as tais migas de pão com couve e batata (sempre uma surpresa o que servem sob o nome de migas).
A acompanhar um vinho branco frisante e adocicado, perfeito.
A conta, nenhuma surpresa, uma vez que cada dose, suficiente para duas pessoas, rondava os 8 a 9 euros.
Aproveitamos para dar também um saltinho à feira da Golegã, nada daquilo de que tinha memória, porque tirando os cavalos, é igual a todas as outras feiras de agora. Mas enfim, ainda deu para comprar o tradicional bolo arrufado com coco (3 euros e mais de dois quilos).
Já agora, aproveito para dizer que o livro «Eu português impuro no caminho de Santiago» será apresentado no Seixal no próximo sábado, dia 13 de Novembro, no Fórum Cultural do Seixal, a partir das 15h00 (julgo) e contará com a presença do duo «Anjos».
PS – Interessante o nome deste meu post, embora eu nada tenha a ver com ele... mas parece que foram avistados por aí alguns besouros a poisar em novos poisos e esses “avistamentos” também explicam alguns mistérios concelhios e “jornalísticos”.
«Cada panela com seu testo, Cada terra com seu uso, Cada roca com seu fuso».
Por isso lá rumámos, o trio maravilha até à brancura do Ribatejo, a uma terra que descobri ser lindíssima, porque até agora, confesso, só a conhecia de atravessar de carro.
Casas antiquíssimas, um lindíssimo jardim, um miradouro a que não me atrevi a subir porque tinha mais escadas que o Bom Jesus de Braga, e um cantinho muito agradável para comer, «O Poizo do Besouro» (e é assim que vem escrito no cartão que nos ofereceram à saída), localizado junto ao edifício da Câmara Municipal da Chamusca, recôndito mas bem sinalizado.
Mesmo ao lado, um paraíso para quem como eu adora antiguidades e velharias, embora não tenha visitado o espaço, mas ficaram-se-me os olhos na lojinha.
O espaço do restaurante é um antigo armazém de tectos altos em madeira e um verdadeiro paraíso para os «aficionados». Confesso que não o sou, e se tenho a música da tourada ou pasodoble no telemóvel é mesmo só por diversão.
Mas ali tive de dar o braço a torcer, porque desde das bandarilhas como centros de mesa aos inúmeros retratos de toureiros e cartazes antigos, juntando-se alguns equipamentos para montar a cavalo, tudo é um regalo para os olhos.
E depois, como orgulhosamente afirma a sua publicidade, há a deliciosa cozinha tradicional ribatejana.
O Figueiredo optou logo pela sopa de couve com feijão, tradicional da terra, seguida de um bife simples com arroz e batata frita como se fazia cá em casa (antes da pedra na vesícula e o colesterol acabar com essas loucuras).
Para mim e para a mãe, a partilha de umas migas de couve com bacalhau assado.
Já sabem que adoro isto, e mais uma vez não fiquei desconsolada. O bacalhau, salgadinho, assado no ponto, sem espinhas e com as tais migas de pão com couve e batata (sempre uma surpresa o que servem sob o nome de migas).
A acompanhar um vinho branco frisante e adocicado, perfeito.
A conta, nenhuma surpresa, uma vez que cada dose, suficiente para duas pessoas, rondava os 8 a 9 euros.
Aproveitamos para dar também um saltinho à feira da Golegã, nada daquilo de que tinha memória, porque tirando os cavalos, é igual a todas as outras feiras de agora. Mas enfim, ainda deu para comprar o tradicional bolo arrufado com coco (3 euros e mais de dois quilos).
Já agora, aproveito para dizer que o livro «Eu português impuro no caminho de Santiago» será apresentado no Seixal no próximo sábado, dia 13 de Novembro, no Fórum Cultural do Seixal, a partir das 15h00 (julgo) e contará com a presença do duo «Anjos».
PS – Interessante o nome deste meu post, embora eu nada tenha a ver com ele... mas parece que foram avistados por aí alguns besouros a poisar em novos poisos e esses “avistamentos” também explicam alguns mistérios concelhios e “jornalísticos”.
«Cada panela com seu testo, Cada terra com seu uso, Cada roca com seu fuso».
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Maria do Carmo
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sábado, novembro 06, 2010
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
«Eleições no Rebenta Canelas»
Depois de uma semana de stress, não por estar a fazer a edição do jornal, que não temos esta semana, mas porque tive o meu afilhado muito doente com anginas e ouvir uma criança a perguntar «quando é que me passam estas dores» não é fácil, eis que volto aqui com algo mais ligeiro, como as «Redacções da Guidinha».
Já procurei pelo livro aqui na Biblioteca Municipal, mas não têm este, porque gostaria de voltar a colocar mais textos, intemporais como estes são.
«Eleições no Rebenta Canelas»
A Mosca de 6 de Outubro de 1973
(No final desse mês iriam realizar-se eleições para a Assembleia Nacional).
Ena pai o que para aqui vai por causa das eleições! ena pai! quem não conhecesse o Rebenta Canelas cá da Graça e visse o que está a acontecer até era capaz de pensar que valia a pena tomar conta dele e que os vencedores iam ganhar muito com a vitória! é claro que as pessoas que sabem como as contas andam o que querem é estar de fora ai não! enfim o melhor é eu começar do princípio senão ninguém me entende pois os sócios do Rebenta Canelas da Graça Futebol Clube vão votar uma gerência nova e há os que são do pró e os que são do contra os que são do pró votam na gerência que está à frente do clube e os que são do contra votam contra ela está-se mesmo a ver que não podia deixar de ser assim os que são do pró findam a colar cartazes a dizer que está tudo bem e como têm muito pilim andam a colar cartazes nas paredes nas árvores em toda a parte só ainda não colaram cartazes nas costas da gente porque os distribuidores não têm comissão nisso senão já estávamos cartizados que era uma limpeza os que são do contra coitados não podem colar cartazes porque se os colarem vão parar à chana por andarem a fazer propaganda contra a moral da Graça que toda a gente sabe que é muito boa mas isto ainda não é tudo não senhor o grande problema que há cá no clube é o do bufete que custa os olhos da cara aos sócios de maneira que há uns que querem o bufete e há outros que querem largá-lo esse é que é o grande problema mas não se pode falar nele não senhor porque a direcção não deixa os do contra podem falar disto e daquilo mas quem falar do bufete já sabe o que lhe acontece de maneira que as eleições do nosso Rebenta Canelas Futebol Clube da Graça são assim como um jogo de futebol em que seja proibido tocar com os pés na bola não sei se me percebem se não perceberam venham até cá ver o que se está a passar que eu prometo gargalhadas a todos mas de qualquer forma a Graça está a ser um bom exemplo para todos nisso de correcção somos todos tão correctos que nem sequer falamos das coisas que nos interessa não vá alguém ficar magoado em matéria de correcção ninguém nos leva a palma não senhor e os outros clubes podem pôr os olhos no que se está a passar na Graça porque se seguirem o nosso exemplo ficam como nós e se todos ficarem como nós deixamos de ser subdesenvolvidos porque como os outros começam a subdesenvolver-se ficamos todos iguais e ninguém nota que a gente é diferente o que é preciso é que os outros sigam o nosso exemplo palavra que o mundo vai ser bestial quando os Rebenta Canelas Futebol Clube de Londres de Paris de Nova Iorque e de Moscovo ficarem como o da Graça o que não se percebe é que eles não nos imitem sim não se percebe como é que eles vendo como a gente é bestial e sabe tudo não nos imitem às vezes penso que eles são parvos mas o meu pai diz que há uma data de anos que lê nos jornais artigos escritos por senhores bestialmente importantes a dizer que o mundo vai acabar por nos dar razão diz ele que anda a ler artigos há mais de quarenta anos e que o mudo não há meio de nos seguir o exemplo o que eu digo é que ou anda malandrice no caso ou que os directores do Rebenta Canelas estrangeiros não lêem o nosso diário de notícias da Graça quem sabe se eles falarão a nossa língua eu cá se fosse importante traduzia os artigos cá do nosso diário de notícias e mandava-lhes as traduções para ver se eles conseguem entender-nos é que se eles não seguirem o nosso exemplo vão continuar a minguar a minguar enquanto a gente cresce com as nossas boas ideias e daqui a uns anos somos uma grande potência e eles coitaditos estão todos subdesenvolviditos e lá se vai o equilíbrio do mundo sim porque quem sabe tudo somos nós e basta olhar para o diário de notícias cá da Graça para se ficar espantado com o nosso saber e com a ignorância dos outros mas além disso há outra razão para os outros seguirem o nosso exemplo que tão bons resultados está a dar e esse motivo é que é uma pena que este nosso exemplo que é tão bom e tão útil fique desperdiçado sem ninguém o aproveitar quando penso nisto que se está a passar de termos tão bons exemplos já que não podemos exportar mais nada pronto sempre exportávamos qualquer coisa cá por mim estou convencida de que a direcção ganha as eleições e que mais tarde ou mais cedo o mundo vai seguir o seu exemplo para bem da humanidade sim porque a Graça é um modelo.
Já procurei pelo livro aqui na Biblioteca Municipal, mas não têm este, porque gostaria de voltar a colocar mais textos, intemporais como estes são.
«Eleições no Rebenta Canelas»
A Mosca de 6 de Outubro de 1973
(No final desse mês iriam realizar-se eleições para a Assembleia Nacional).
Ena pai o que para aqui vai por causa das eleições! ena pai! quem não conhecesse o Rebenta Canelas cá da Graça e visse o que está a acontecer até era capaz de pensar que valia a pena tomar conta dele e que os vencedores iam ganhar muito com a vitória! é claro que as pessoas que sabem como as contas andam o que querem é estar de fora ai não! enfim o melhor é eu começar do princípio senão ninguém me entende pois os sócios do Rebenta Canelas da Graça Futebol Clube vão votar uma gerência nova e há os que são do pró e os que são do contra os que são do pró votam na gerência que está à frente do clube e os que são do contra votam contra ela está-se mesmo a ver que não podia deixar de ser assim os que são do pró findam a colar cartazes a dizer que está tudo bem e como têm muito pilim andam a colar cartazes nas paredes nas árvores em toda a parte só ainda não colaram cartazes nas costas da gente porque os distribuidores não têm comissão nisso senão já estávamos cartizados que era uma limpeza os que são do contra coitados não podem colar cartazes porque se os colarem vão parar à chana por andarem a fazer propaganda contra a moral da Graça que toda a gente sabe que é muito boa mas isto ainda não é tudo não senhor o grande problema que há cá no clube é o do bufete que custa os olhos da cara aos sócios de maneira que há uns que querem o bufete e há outros que querem largá-lo esse é que é o grande problema mas não se pode falar nele não senhor porque a direcção não deixa os do contra podem falar disto e daquilo mas quem falar do bufete já sabe o que lhe acontece de maneira que as eleições do nosso Rebenta Canelas Futebol Clube da Graça são assim como um jogo de futebol em que seja proibido tocar com os pés na bola não sei se me percebem se não perceberam venham até cá ver o que se está a passar que eu prometo gargalhadas a todos mas de qualquer forma a Graça está a ser um bom exemplo para todos nisso de correcção somos todos tão correctos que nem sequer falamos das coisas que nos interessa não vá alguém ficar magoado em matéria de correcção ninguém nos leva a palma não senhor e os outros clubes podem pôr os olhos no que se está a passar na Graça porque se seguirem o nosso exemplo ficam como nós e se todos ficarem como nós deixamos de ser subdesenvolvidos porque como os outros começam a subdesenvolver-se ficamos todos iguais e ninguém nota que a gente é diferente o que é preciso é que os outros sigam o nosso exemplo palavra que o mundo vai ser bestial quando os Rebenta Canelas Futebol Clube de Londres de Paris de Nova Iorque e de Moscovo ficarem como o da Graça o que não se percebe é que eles não nos imitem sim não se percebe como é que eles vendo como a gente é bestial e sabe tudo não nos imitem às vezes penso que eles são parvos mas o meu pai diz que há uma data de anos que lê nos jornais artigos escritos por senhores bestialmente importantes a dizer que o mundo vai acabar por nos dar razão diz ele que anda a ler artigos há mais de quarenta anos e que o mudo não há meio de nos seguir o exemplo o que eu digo é que ou anda malandrice no caso ou que os directores do Rebenta Canelas estrangeiros não lêem o nosso diário de notícias da Graça quem sabe se eles falarão a nossa língua eu cá se fosse importante traduzia os artigos cá do nosso diário de notícias e mandava-lhes as traduções para ver se eles conseguem entender-nos é que se eles não seguirem o nosso exemplo vão continuar a minguar a minguar enquanto a gente cresce com as nossas boas ideias e daqui a uns anos somos uma grande potência e eles coitaditos estão todos subdesenvolviditos e lá se vai o equilíbrio do mundo sim porque quem sabe tudo somos nós e basta olhar para o diário de notícias cá da Graça para se ficar espantado com o nosso saber e com a ignorância dos outros mas além disso há outra razão para os outros seguirem o nosso exemplo que tão bons resultados está a dar e esse motivo é que é uma pena que este nosso exemplo que é tão bom e tão útil fique desperdiçado sem ninguém o aproveitar quando penso nisto que se está a passar de termos tão bons exemplos já que não podemos exportar mais nada pronto sempre exportávamos qualquer coisa cá por mim estou convencida de que a direcção ganha as eleições e que mais tarde ou mais cedo o mundo vai seguir o seu exemplo para bem da humanidade sim porque a Graça é um modelo.
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sexta-feira, novembro 05, 2010
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A lingua portuguesa pode ser traiçoeira...
Este texto é dos melhores registos de língua portuguesa que eu tenho lido, sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira e que me enviaram por email. Ah, as maravilhas da Internet!
Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':
- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à p... que o pariu!
Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':
- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à p... que o pariu!
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Isto é economia de mercado?
Agora ao ver uma reportagem da Sic sobre os restaurantes, lembrei-me de uma conversa/discussão que tive ontem precisamente num restaurante.
Dizia a reportagem que estes estabelecimentos estão a sentir em grande a crise, porque as pessoas partilham doses ou vão para os pratos mais baratos. E depois, deparo-me com isto.
Tem a ver com a atitude de uma pessoa que gere um restaurante. Não vou dizer o nome, por uma questão de amizade pessoal, mas que me deixou banzada, deixou.
Já não é a primeira vez que lá vou acompanhada e estranho sempre os preços praticados, quando cá fora se anuncia que uma refeição completa é no valor de 7,50 euros.
E como normalmente até reclamo, hoje obtive a explicação por parte dessa pessoa.
Então é assim: se eu for sozinha, ou pedir uma dose só para mim, pago os tais 7,50 euros, com direito a bebida, café e sobremesa.
Mas se for acompanhada e pedir uma dose para duas pessoas, em vez de vigorar esse valor, já pago a dose «à lista». E tudo o que consumir além da dose, ou seja, pão, azeitonas, bebida, sobremesa e café, mesmo que seja apenas um de cada.
Explicação: porque sujam dois pratos e dois copos.
Entendo que se for almoçar dentro do esquema dos 7,50 euros e quiser mais uma bebida, um café e uma sobremesa, pague por eles. É óbvio.
Agora que por dividir uma dose (que diga-se são sempre generosas), tenha de pagar por lista, é que já não me cabe na cabeça.
E quando questionei isso mesmo, a resposta foi: quando tiveres um restaurante vais ver se não fazes o mesmo.
Faria? Nunca tive um restaurante, mas sei de uma coisa básica: só se enganam os clientes uma vez. E tentar fazer uns pagar pelos outros não é, na certa, economia de mercado.
E depois ainda há quem se queixe de que não faz negócio... mas se calhar a minha noção de honestidade é outra.
Dizia a reportagem que estes estabelecimentos estão a sentir em grande a crise, porque as pessoas partilham doses ou vão para os pratos mais baratos. E depois, deparo-me com isto.
Tem a ver com a atitude de uma pessoa que gere um restaurante. Não vou dizer o nome, por uma questão de amizade pessoal, mas que me deixou banzada, deixou.
Já não é a primeira vez que lá vou acompanhada e estranho sempre os preços praticados, quando cá fora se anuncia que uma refeição completa é no valor de 7,50 euros.
E como normalmente até reclamo, hoje obtive a explicação por parte dessa pessoa.
Então é assim: se eu for sozinha, ou pedir uma dose só para mim, pago os tais 7,50 euros, com direito a bebida, café e sobremesa.
Mas se for acompanhada e pedir uma dose para duas pessoas, em vez de vigorar esse valor, já pago a dose «à lista». E tudo o que consumir além da dose, ou seja, pão, azeitonas, bebida, sobremesa e café, mesmo que seja apenas um de cada.
Explicação: porque sujam dois pratos e dois copos.
Entendo que se for almoçar dentro do esquema dos 7,50 euros e quiser mais uma bebida, um café e uma sobremesa, pague por eles. É óbvio.
Agora que por dividir uma dose (que diga-se são sempre generosas), tenha de pagar por lista, é que já não me cabe na cabeça.
E quando questionei isso mesmo, a resposta foi: quando tiveres um restaurante vais ver se não fazes o mesmo.
Faria? Nunca tive um restaurante, mas sei de uma coisa básica: só se enganam os clientes uma vez. E tentar fazer uns pagar pelos outros não é, na certa, economia de mercado.
E depois ainda há quem se queixe de que não faz negócio... mas se calhar a minha noção de honestidade é outra.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Liberdade de Imprensa
Eu sei que o Pedro Brinca me perdoa por publicar aqui um texto do Setúbal na Rede, mas é tão importante que não resisto, e aqui fica, com o devido link: http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=13257
Provedoria do Leitor
por João Canavilhas
(Membro da Provedoria)
Liberdade de Imprensa
Portugal caiu para o 40º lugar no ranking da liberdade de imprensa, uma queda de dez lugares neste ranking de 178 países elaborado pela associação Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Para chegar a este ranking, a RSF contabiliza vários critérios entre os quais a violência sobre jornalistas, censura, apreensão de equipamentos ou alterações legislativas tendentes a um maior controlo governamental dos meios de comunicação.
O resultado deste ano acaba por não ser surpreendente pois os últimos tempos têm sido pródigos em casos que deram visibilidade à guerra surda vivida no sector. Entre processos, roubos de gravadores, suspensão de serviços informativos e não publicação de crónicas, foram muitos os episódios elencados pela RSF no ranking deste ano, uma situação que se reflectiu na referida queda de dez lugares.
Com menos visibilidade pública, mas tão grave como os casos anteriores, são as atrocidades cometidas sobre a imprensa regional portuguesa. Conhecendo a debilidade económica dos jornais e das rádios locais, muitos autarcas tentam dominar a imprensa gerindo de forma habilidosa as verbas da publicidade, privilegiando os meios que lhes são favoráveis. O resultado é um espaço público mais pobre e um acentuado declínio qualitativo das democracias locais. Quem ganha com esta situação é a blogosfera que se tem vindo a assumir num espaço de opinião verdadeiramente livre.
Ainda recentemente a ERC apresentou um relatório que torna públicos os investimentos publicitários do Estado: o documento, que permite saber quanto recebeu cada meio/grupo de comunicação nacional, é um forte contributo para uma sociedade mais transparente. Também as câmaras municipais deveriam ser obrigadas a divulgar os seus investimentos publicitários nos media locais, uma situação que, digo eu, nos custaria mais alguns lugares no ranking da liberdade de imprensa.
João Canavilhas - 26-10-2010 09:16
Provedoria do Leitor
por João Canavilhas
(Membro da Provedoria)
Liberdade de Imprensa
Portugal caiu para o 40º lugar no ranking da liberdade de imprensa, uma queda de dez lugares neste ranking de 178 países elaborado pela associação Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Para chegar a este ranking, a RSF contabiliza vários critérios entre os quais a violência sobre jornalistas, censura, apreensão de equipamentos ou alterações legislativas tendentes a um maior controlo governamental dos meios de comunicação.
O resultado deste ano acaba por não ser surpreendente pois os últimos tempos têm sido pródigos em casos que deram visibilidade à guerra surda vivida no sector. Entre processos, roubos de gravadores, suspensão de serviços informativos e não publicação de crónicas, foram muitos os episódios elencados pela RSF no ranking deste ano, uma situação que se reflectiu na referida queda de dez lugares.
Com menos visibilidade pública, mas tão grave como os casos anteriores, são as atrocidades cometidas sobre a imprensa regional portuguesa. Conhecendo a debilidade económica dos jornais e das rádios locais, muitos autarcas tentam dominar a imprensa gerindo de forma habilidosa as verbas da publicidade, privilegiando os meios que lhes são favoráveis. O resultado é um espaço público mais pobre e um acentuado declínio qualitativo das democracias locais. Quem ganha com esta situação é a blogosfera que se tem vindo a assumir num espaço de opinião verdadeiramente livre.
Ainda recentemente a ERC apresentou um relatório que torna públicos os investimentos publicitários do Estado: o documento, que permite saber quanto recebeu cada meio/grupo de comunicação nacional, é um forte contributo para uma sociedade mais transparente. Também as câmaras municipais deveriam ser obrigadas a divulgar os seus investimentos publicitários nos media locais, uma situação que, digo eu, nos custaria mais alguns lugares no ranking da liberdade de imprensa.
João Canavilhas - 26-10-2010 09:16
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Rir da ignorância
O nosso presidente já respondeu uma vez que não sabia quantos Cantos tinha «Os Lusíadas»... por isso o mal não é só da nova geração.
Lusíadas
Numa manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá quem escreveu 'Os Lusíadas'?
O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas eu não fui.
E começa a chorar. A professora, furiosa, diz-lhe:
- Pois então, de tarde, quero falar com o teu pai.
Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu 'Os Lusíadas' e ele respondeu-me que não sabia, que não foi ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi. Já se fosse o irmão...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem...
- Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas' respondeu-me que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar.
O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damos-lhe um 'aperto', vai ver que ele confessa tudo!
Com os cabelos em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia correu bem?
- Ora, deixa-me cá ver. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas'. Começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...!
Lusíadas
Numa manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá quem escreveu 'Os Lusíadas'?
O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas eu não fui.
E começa a chorar. A professora, furiosa, diz-lhe:
- Pois então, de tarde, quero falar com o teu pai.
Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu 'Os Lusíadas' e ele respondeu-me que não sabia, que não foi ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi. Já se fosse o irmão...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem...
- Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas' respondeu-me que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar.
O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damos-lhe um 'aperto', vai ver que ele confessa tudo!
Com os cabelos em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia correu bem?
- Ora, deixa-me cá ver. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu 'Os Lusíadas'. Começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...!
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Maria do Carmo
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terça-feira, outubro 26, 2010
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Como se discute o futuro deste país
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Maria do Carmo
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segunda-feira, outubro 25, 2010
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sábado, 23 de outubro de 2010
Casa é onde está o nosso coração
Esta é uma frase batida, mas hoje realmente tive uma noção do que quer dizer. Fui dar uma voltinha até à Festa da Gastronomia em Santarém, porque por vezes temos de espairecer as ideias.
Já agora, não vale muito a pena... entrada por pessoa 2,50 euros, tasquinhas a abarrotar com doses a rondar os vinte euros (pessoa) e vi muitos pratos a ir para trás quase intocados, o que para mim serve como avaliação rápida da qualidade da comida. Na parte dos doces, tudo muito inflacionado, com um simples pastel de nata com a cobertura queimada a custar 1,50 euros.
Já a mostra de artesanato é sofrível, mas já vi igual numa simples feira em Cernache do Bonjardim (e onde não tive de pagar para entrar). Mas enfim, um dia não são dias e uma sandes à ganhão de presunto para duas pessoas e duas imperais, por seis euros fizeram a festa.
Mas o que me leva à frase que serve como título é tão simplesmente a foto que ilustra este texto.
É verdade, andava eu pelas artérias da Casa do Campino em Santarém quando me deparo com a foto que agora mostro.
Ao princípio, nem queria acreditar! Afinal, não estávamos na Expo, onde o Seixal tem estado representado em várias feiras, mas sim em Santarém!
E tive de ir perto do enorme painel para comprovar e tirar eu mesma outra foto. Fiquei tão contente que quando algumas pessoas que passavam estranharam estar a tirar a foto a um painel, com tudo o que se passava ali mesmo ao lado, lhes expliquei, orgulhosamente, que eu era do Seixal, que aquela era a minha terra.
Já agora, não vale muito a pena... entrada por pessoa 2,50 euros, tasquinhas a abarrotar com doses a rondar os vinte euros (pessoa) e vi muitos pratos a ir para trás quase intocados, o que para mim serve como avaliação rápida da qualidade da comida. Na parte dos doces, tudo muito inflacionado, com um simples pastel de nata com a cobertura queimada a custar 1,50 euros.
Já a mostra de artesanato é sofrível, mas já vi igual numa simples feira em Cernache do Bonjardim (e onde não tive de pagar para entrar). Mas enfim, um dia não são dias e uma sandes à ganhão de presunto para duas pessoas e duas imperais, por seis euros fizeram a festa.
Mas o que me leva à frase que serve como título é tão simplesmente a foto que ilustra este texto.
É verdade, andava eu pelas artérias da Casa do Campino em Santarém quando me deparo com a foto que agora mostro.
Ao princípio, nem queria acreditar! Afinal, não estávamos na Expo, onde o Seixal tem estado representado em várias feiras, mas sim em Santarém!
E tive de ir perto do enorme painel para comprovar e tirar eu mesma outra foto. Fiquei tão contente que quando algumas pessoas que passavam estranharam estar a tirar a foto a um painel, com tudo o que se passava ali mesmo ao lado, lhes expliquei, orgulhosamente, que eu era do Seixal, que aquela era a minha terra.
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Maria do Carmo
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sábado, outubro 23, 2010
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domingo, 17 de outubro de 2010
O Cruzamento
E pronto, cá estou eu de volta às minhas lides gastronómicas, porque enfim, uma pessoa também tem de se distrair um bocado destas coisas de PEC, IVA, IRS e afins.
E então lá rumei eu hoje para terras alentejanas de Grândola, onde nesta altura do ano gosto de ir comprar, calculem, abóboras. Isso mesmo, abóboras. Ali mesmo a seguir a Alcácer do Sal, nas bancas que vendem à beira da estrada, costumo ir comprar abóboras e nozes para fazer o meu afamado doce de abóbora. E como este ano já estou a ver que ninguém me vem dar nenhuma porque estão a guardá-las para a sopa recomendada pela ministra da Saúde, achei por bem prover-me a mim mesma.
Lá fui, em passeio, devagarinho para aproveitar a gasolina colocada nas bombas do Jumbo e mais baratinha. E parei onde achei que havia as melhores abóboras. E já agora, uvas, peras, maçãs (é preciso aproveitar a viagem), cebolas, alhos, melancia, pimentos e, claro, abóboras, tudo pela módica quantia de onze euros.
E enquanto falava de almoço com a vendedora, que tal tinha sido a afluência de freguesia este domingo que nem tinha tido tempo de cozinhar um esparguete com tomate e atum, esta falou-me de um restaurante ali perto onde o marido tinha ido buscar o dito.
Antes disso, fiquei ainda a saber que a nora é natural de Arrentela e que ela até costuma vir passear para estas bandas, porque o marido trabalha no Alfeite. O mundo realmente é muito pequeno.
Mas vamos à paparoca.
Ora explicou-me então esta senhora que ali a meia dúzia de metros estava o restaurante «O Cruzamento», nome derivado do local onde ficava antes das obras de acesso à auto-estrada perto de Grândola. E como o restaurante que costumo ir, «As Três Irmãs» fecha ao domingo, aproveitei a deixa.
E em boa hora o fiz.
Parece ser um segredo bem guardado, porque só quem sabe é que lá vai, apesar de estar à beira da estrada, mas tem de se contornar a rotunda de acesso à auto-estrada, voltar para trás e então entrar no local.
Parece segredo mas não é, a julgar pelo número de pessoas que ali estavam já à espera. Mas como eu e a minha mãe ocupamos pouco espaço, foi fácil obter uma mesa.
As especialidades são Jantarinho Alentejano, pataniscas de bacalhau com arroz, carnes e migas com bacalhau assado.
E foi mesmo isso que pedimos. Antes, a vendedora de legumes tinha-nos avisado para pedir meia dose para as duas, mas arriscámos e vai de uma dose. Claro que trouxemos jantar. E por dez euros a dose apenas. Dose servida em duas travessas, uma com bacalhau coberto de azeite, alhos e coentros, desfiado e sem praticamente espinhas, mas com lascas de encher realmente o olho e assado na perfeição. As migas, secas como se chamam, de pão alentejano e rodadas sobre unto, para fazerem quase um bolo. Divinas.
Uma garrafa pequena de vinho de Borba, dois cafés e pão, tudo por 15 euros (mais o recipiente para trazer o jantar).
Um espaço um pouco barulhento, pela sua enorme dimensão, mas com duas salas mesmo que chegue com grupo grande em plena hora de almoço, não terá muito tempo de espera. E se tiver, pode sempre esperar numa salinha onde se vende artesanato e mel do Alentejo. Portanto, não perde nada.
E engraçado era ver as pessoas que, tal como nós, arriscaram a pedir uma dose, e levaram o tal restinho para o jantar ou alguns ossinhos para o cão. É que os tempos andam mesmo difíceis.
Uma ultima nota: o restaurante fechou hoje para férias e abre a 5 de Novembro.
E então lá rumei eu hoje para terras alentejanas de Grândola, onde nesta altura do ano gosto de ir comprar, calculem, abóboras. Isso mesmo, abóboras. Ali mesmo a seguir a Alcácer do Sal, nas bancas que vendem à beira da estrada, costumo ir comprar abóboras e nozes para fazer o meu afamado doce de abóbora. E como este ano já estou a ver que ninguém me vem dar nenhuma porque estão a guardá-las para a sopa recomendada pela ministra da Saúde, achei por bem prover-me a mim mesma.
Lá fui, em passeio, devagarinho para aproveitar a gasolina colocada nas bombas do Jumbo e mais baratinha. E parei onde achei que havia as melhores abóboras. E já agora, uvas, peras, maçãs (é preciso aproveitar a viagem), cebolas, alhos, melancia, pimentos e, claro, abóboras, tudo pela módica quantia de onze euros.
E enquanto falava de almoço com a vendedora, que tal tinha sido a afluência de freguesia este domingo que nem tinha tido tempo de cozinhar um esparguete com tomate e atum, esta falou-me de um restaurante ali perto onde o marido tinha ido buscar o dito.
Antes disso, fiquei ainda a saber que a nora é natural de Arrentela e que ela até costuma vir passear para estas bandas, porque o marido trabalha no Alfeite. O mundo realmente é muito pequeno.
Mas vamos à paparoca.
Ora explicou-me então esta senhora que ali a meia dúzia de metros estava o restaurante «O Cruzamento», nome derivado do local onde ficava antes das obras de acesso à auto-estrada perto de Grândola. E como o restaurante que costumo ir, «As Três Irmãs» fecha ao domingo, aproveitei a deixa.
E em boa hora o fiz.
Parece ser um segredo bem guardado, porque só quem sabe é que lá vai, apesar de estar à beira da estrada, mas tem de se contornar a rotunda de acesso à auto-estrada, voltar para trás e então entrar no local.
Parece segredo mas não é, a julgar pelo número de pessoas que ali estavam já à espera. Mas como eu e a minha mãe ocupamos pouco espaço, foi fácil obter uma mesa.
As especialidades são Jantarinho Alentejano, pataniscas de bacalhau com arroz, carnes e migas com bacalhau assado.
E foi mesmo isso que pedimos. Antes, a vendedora de legumes tinha-nos avisado para pedir meia dose para as duas, mas arriscámos e vai de uma dose. Claro que trouxemos jantar. E por dez euros a dose apenas. Dose servida em duas travessas, uma com bacalhau coberto de azeite, alhos e coentros, desfiado e sem praticamente espinhas, mas com lascas de encher realmente o olho e assado na perfeição. As migas, secas como se chamam, de pão alentejano e rodadas sobre unto, para fazerem quase um bolo. Divinas.
Uma garrafa pequena de vinho de Borba, dois cafés e pão, tudo por 15 euros (mais o recipiente para trazer o jantar).
Um espaço um pouco barulhento, pela sua enorme dimensão, mas com duas salas mesmo que chegue com grupo grande em plena hora de almoço, não terá muito tempo de espera. E se tiver, pode sempre esperar numa salinha onde se vende artesanato e mel do Alentejo. Portanto, não perde nada.
E engraçado era ver as pessoas que, tal como nós, arriscaram a pedir uma dose, e levaram o tal restinho para o jantar ou alguns ossinhos para o cão. É que os tempos andam mesmo difíceis.
Uma ultima nota: o restaurante fechou hoje para férias e abre a 5 de Novembro.
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domingo, outubro 17, 2010
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