Um blogue de uma jornalista que já viu um pouco de tudo, usado para falar de qualquer coisa.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Piadinha
Com mais uma semana a chegar ao fim, e depois de um looooongo dia, deixo aqui uma piadinha para todos os que, como eu, gostam de gatos, e também para aqueles que gostam menos.
É que anda mesmo praí muita coisa de meter medo ao susto!
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Maria do Carmo
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quinta-feira, fevereiro 09, 2012
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Mãe, Qual é o teu valor de mercado?
Mais uma pérola que me enviaram por email, e que dedico à minha mãe, que felizmente hoje já não tem de se levantar às seis da manhã, mas que continua a ajudar-me quando preciso, e que todas as sextas-feiras me acompanha na distribuição do meu jornal.
O texto é da autoria de Francisco Queirós, e concordo com cada uma das suas frases.
«Qual é o teu valor de mercado, mãe? Desculpa escrever-te uma pequena carta, mas estou tão confuso que pensei que escrevendo me explicava melhor.
Vi ontem na televisão um senhor de cabelos brancos, julgo que se chama Catroga, a explicar que vai ter um ordenado de 639 mil euros por ano na EDP, aquela empresa que dava muito dinheiro ao Estado e que o governo ofereceu aos chineses.
Pus-me a fazer contas e percebi que o senhor vai ganhar 1750 euros por dia. E depois ouvi o que ele disse na televisão. Vai ganhar muito dinheiro porque tem o seu valor de mercado, tal como o Cristiano Ronaldo. Foi então que fiquei a pensar. Qual é o teu valor de mercado, mãe?
Tu acordas todos os dias por volta das seis e meia da manhã, antes de saíres de casa ainda preparas os nossos almoços, passas a ferro, arrumas a casa, depois sais para o trabalho e demoras uma hora em transportes, entra e sai do comboio, entra e sai do autocarro, por fim lá chegas e trabalhas 8 horas, com mais meia hora agora, já é noite quando regressas a casa e fazes o jantar, arrumas a casa e ainda fazes mil e uma coisas até te deitares quando já eu estou há muito tempo a dormir.
O teu ordenado mensal, contaste-me tu, é pouco mais de metade do que aquele senhor de cabelos brancos ganha num só dia. Afinal mãe qual é o teu valor de mercado? E qual é o valor de mercado do avozinho? Começou a trabalhar com catorze anos, trabalhou quase sessenta anos e tem uma reforma de quinhentos euros, muito boa, diz ele, se comparada com a da maioria dos portugueses. Qual é o valor de mercado do avô, mãe? E qual é o valor de mercado desses portugueses todos que ainda recebem menos que o avô? Qual é o valor de mercado da vizinha do andar de cima que trabalha numa empresa de limpezas?
Ontem à tardinha ela estava a conversar com a vizinha do terceiro esquerdo e dizia que tem dias de trabalhar catorze horas, que não almoça por falta de tempo, que costumava comer um iogurte no autocarro mas que desde que o motorista lhe disse que era proibido comer nos transportes públicos se habituou a deixar de almoçar. Hábitos!
Qual é o valor de mercado da vizinha, mãe? E a minha prima Ana que depois de ter feito o mestrado trabalha naquilo dos telefones, o "call center", enquanto vai preparando o doutoramento? Ela deve ter um enorme valor de mercado! E o senhor Luís da mercearia que abre a loja muito cedo e está lá o dia todo até ser bem de noite, trabalha aos fins de semana e diz ele que paga mais impostos que os bancos?
Que enorme valor de mercado deve ter! O primo Zé que está desempregado, depois da empresa onde trabalhava há muitos anos ter encerrado, deve ter um valor de mercado enorme! Só não percebo como é que com tanto valor de mercado vocês todos trabalham tanto e recebem tão pouco! Também não entendo lá muito bem - mas é normal, sou criança - o que é isso do valor de mercado que dá milhões ao senhor de cabelos brancos e dá miséria, muito trabalho e sofrimento a quase todas as pessoas que eu conheço!
Foi por isso que te escrevi, mãe. Assim, a pôr as letrinhas num papel, pensava eu que me entendia melhor, mas até agora ainda estou cheio de dúvidas. Afinal, mãe, qual o teu valor de mercado? E o meu?»
O texto é da autoria de Francisco Queirós, e concordo com cada uma das suas frases.
«Qual é o teu valor de mercado, mãe? Desculpa escrever-te uma pequena carta, mas estou tão confuso que pensei que escrevendo me explicava melhor.
Vi ontem na televisão um senhor de cabelos brancos, julgo que se chama Catroga, a explicar que vai ter um ordenado de 639 mil euros por ano na EDP, aquela empresa que dava muito dinheiro ao Estado e que o governo ofereceu aos chineses.
Pus-me a fazer contas e percebi que o senhor vai ganhar 1750 euros por dia. E depois ouvi o que ele disse na televisão. Vai ganhar muito dinheiro porque tem o seu valor de mercado, tal como o Cristiano Ronaldo. Foi então que fiquei a pensar. Qual é o teu valor de mercado, mãe?
Tu acordas todos os dias por volta das seis e meia da manhã, antes de saíres de casa ainda preparas os nossos almoços, passas a ferro, arrumas a casa, depois sais para o trabalho e demoras uma hora em transportes, entra e sai do comboio, entra e sai do autocarro, por fim lá chegas e trabalhas 8 horas, com mais meia hora agora, já é noite quando regressas a casa e fazes o jantar, arrumas a casa e ainda fazes mil e uma coisas até te deitares quando já eu estou há muito tempo a dormir.
O teu ordenado mensal, contaste-me tu, é pouco mais de metade do que aquele senhor de cabelos brancos ganha num só dia. Afinal mãe qual é o teu valor de mercado? E qual é o valor de mercado do avozinho? Começou a trabalhar com catorze anos, trabalhou quase sessenta anos e tem uma reforma de quinhentos euros, muito boa, diz ele, se comparada com a da maioria dos portugueses. Qual é o valor de mercado do avô, mãe? E qual é o valor de mercado desses portugueses todos que ainda recebem menos que o avô? Qual é o valor de mercado da vizinha do andar de cima que trabalha numa empresa de limpezas?
Ontem à tardinha ela estava a conversar com a vizinha do terceiro esquerdo e dizia que tem dias de trabalhar catorze horas, que não almoça por falta de tempo, que costumava comer um iogurte no autocarro mas que desde que o motorista lhe disse que era proibido comer nos transportes públicos se habituou a deixar de almoçar. Hábitos!
Qual é o valor de mercado da vizinha, mãe? E a minha prima Ana que depois de ter feito o mestrado trabalha naquilo dos telefones, o "call center", enquanto vai preparando o doutoramento? Ela deve ter um enorme valor de mercado! E o senhor Luís da mercearia que abre a loja muito cedo e está lá o dia todo até ser bem de noite, trabalha aos fins de semana e diz ele que paga mais impostos que os bancos?
Que enorme valor de mercado deve ter! O primo Zé que está desempregado, depois da empresa onde trabalhava há muitos anos ter encerrado, deve ter um valor de mercado enorme! Só não percebo como é que com tanto valor de mercado vocês todos trabalham tanto e recebem tão pouco! Também não entendo lá muito bem - mas é normal, sou criança - o que é isso do valor de mercado que dá milhões ao senhor de cabelos brancos e dá miséria, muito trabalho e sofrimento a quase todas as pessoas que eu conheço!
Foi por isso que te escrevi, mãe. Assim, a pôr as letrinhas num papel, pensava eu que me entendia melhor, mas até agora ainda estou cheio de dúvidas. Afinal, mãe, qual o teu valor de mercado? E o meu?»
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Maria do Carmo
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quarta-feira, fevereiro 08, 2012
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
200 anos do mesmo?
Celebra-se hoje o 200.º aniversário de Charles Dickens, um dos meus escritores favoritos.
Os temas dele, a pobreza e a sordidez social, sempre me tocaram, além das ricas personagens.
Agora assisto também ao programa Prós e Contras na RTP1, sobre a Tragédia Humana do Desemprego, e tirando uma ou outra excepção, como a do representante da empresa Gelpeixe, e dos membros do público, só tenho ouvido disparates.
O maior parte de um suposto professor de Marketing, Forjaz qualquer coisa, que diz directamente a uma desempregada de 50 anos, se está disposta a aprender um curso de enfermagem!!! Ou se está disposta a ir para o estrangeiro!!! Ou ainda se tem enviado devidamente os seus CV...
Só faltou dizer à senhora se estava disposta a pagar do seu bolso uma cirurgia plástica e a mentir na idade quando fosse a entrevistas.
Com pessoas como esta, publica e literalmente por aí a «cagar postas de pescada» não admira ao ponto a que este país chegou.
Os temas dele, a pobreza e a sordidez social, sempre me tocaram, além das ricas personagens.
Agora assisto também ao programa Prós e Contras na RTP1, sobre a Tragédia Humana do Desemprego, e tirando uma ou outra excepção, como a do representante da empresa Gelpeixe, e dos membros do público, só tenho ouvido disparates.
O maior parte de um suposto professor de Marketing, Forjaz qualquer coisa, que diz directamente a uma desempregada de 50 anos, se está disposta a aprender um curso de enfermagem!!! Ou se está disposta a ir para o estrangeiro!!! Ou ainda se tem enviado devidamente os seus CV...
Só faltou dizer à senhora se estava disposta a pagar do seu bolso uma cirurgia plástica e a mentir na idade quando fosse a entrevistas.
Com pessoas como esta, publica e literalmente por aí a «cagar postas de pescada» não admira ao ponto a que este país chegou.
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Maria do Carmo
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terça-feira, fevereiro 07, 2012
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Milagre de Natal
Há histórias que ainda me deixam com lágrimas nos olhos. E em especial quando têm um final feliz.
É caso de uma que soube esta noite e que se passou na última Consoada.
A história de hoje chegou-me por um vizinho com quem costumo conversar, sobretudo quando ele anda a passear a Estrela, uma cadela muito gira cá do bairro, conhecida por roubar tudo o são pedras da calçada que estejam fora do sitio.
A Estrela tem mais ou menos a mesma idade que o Belchior e foi ao passear os cães que nos conhecemos. (Ela não gosta muito do Bel, apesar dele tentar sempre brincar com ela, vá-se lá saber porquê).
- Sabe que a Estrela tem uma nova amiga?
- Sim, então? Comprou outra menina?
- Não, esta foi a minha prenda de Natal. Apareceu aqui na rua atropelada e a Estrela é que a viu e deu-me o aviso.
Eu vi-a deitada no chão, muito triste, mas deixei passar, só que ao ir para casa, nem consegui almoçar, olhei pela janela e vi que ela não saia do mesmo sitio, debaixo de um carro. Liguei então para a Dr.ª Cristina Perdigão e pedi-lhe se a podia levar ao Hospital Veterinário. Ela disse que sim, agarrei no carro e levei-a lá, para tratarem uma pata partida. E segundo a doutora, ela estava tão debilitada que já não passaria dessa noite, a de Natal.
Foi então que se me fez luz. Eu tinha visto esse mesmo cão, debaixo de um carro na manhã fria de 24 de Dezembro, quando me preparava para ir até à Beira Baixa. Vi-o e disse à minha mãe, que me tirou logo ideias de a socorrer. Não que não goste de animais, mas com quatro bichos cá em casa…
Mas a visão daquele cão com um ar tão triste debaixo de um carro, partiu-me o coração e amargou-me um bocado o Natal.
Levei metade do caminho a recriminar-me por ter arrancado com o carro e não ter feito nada, mais não fosse dizer algo ao dono do café aqui em baixo, que também gosta de animais. Recriminei-me pela minha cobardia de olhar para o lado no sofrimento de um animal, mas fui preenchendo esse vazio pensando que alguém, alguma alma caridosa, iria olhar por aquele cão.
E alguém a foi buscar, a levou para tratamento e a adoptou.
Um verdadeiro milagre de Natal, para reflectir numa noite tão fria quanto a de hoje...
Actualização: Hoje de manhã, depois de vir do passeio com o Belchior, a minah vizinha veio contar-me as últimas novidades da Merry Christmas, abreviada para Merry. Está a recuperar muito bem, já foi operada à anca e às costelas que tinha partidas, e já está livre dos bichos que quase a comiam viva. Pelos vistos, alguém a manteve quase toda a sua jovem vida amarrada, porque a coleira que trazia estava quase enterrada no pescoço, e o facto de estar bastante fraca por falta de alimento é que levou a que os ferimentos nos ossos fossem graves.
A Merry, segundo a minha vizinha, é uma cadelinha com um olhar doce e que é praticamente a sombra da actual dona, além de adorar crianças.
Realmente, ainda há milagres e anjos...
É caso de uma que soube esta noite e que se passou na última Consoada.
A história de hoje chegou-me por um vizinho com quem costumo conversar, sobretudo quando ele anda a passear a Estrela, uma cadela muito gira cá do bairro, conhecida por roubar tudo o são pedras da calçada que estejam fora do sitio.
A Estrela tem mais ou menos a mesma idade que o Belchior e foi ao passear os cães que nos conhecemos. (Ela não gosta muito do Bel, apesar dele tentar sempre brincar com ela, vá-se lá saber porquê).
- Sabe que a Estrela tem uma nova amiga?
- Sim, então? Comprou outra menina?
- Não, esta foi a minha prenda de Natal. Apareceu aqui na rua atropelada e a Estrela é que a viu e deu-me o aviso.
Eu vi-a deitada no chão, muito triste, mas deixei passar, só que ao ir para casa, nem consegui almoçar, olhei pela janela e vi que ela não saia do mesmo sitio, debaixo de um carro. Liguei então para a Dr.ª Cristina Perdigão e pedi-lhe se a podia levar ao Hospital Veterinário. Ela disse que sim, agarrei no carro e levei-a lá, para tratarem uma pata partida. E segundo a doutora, ela estava tão debilitada que já não passaria dessa noite, a de Natal.
Foi então que se me fez luz. Eu tinha visto esse mesmo cão, debaixo de um carro na manhã fria de 24 de Dezembro, quando me preparava para ir até à Beira Baixa. Vi-o e disse à minha mãe, que me tirou logo ideias de a socorrer. Não que não goste de animais, mas com quatro bichos cá em casa…
Mas a visão daquele cão com um ar tão triste debaixo de um carro, partiu-me o coração e amargou-me um bocado o Natal.
Levei metade do caminho a recriminar-me por ter arrancado com o carro e não ter feito nada, mais não fosse dizer algo ao dono do café aqui em baixo, que também gosta de animais. Recriminei-me pela minha cobardia de olhar para o lado no sofrimento de um animal, mas fui preenchendo esse vazio pensando que alguém, alguma alma caridosa, iria olhar por aquele cão.
E alguém a foi buscar, a levou para tratamento e a adoptou.
Um verdadeiro milagre de Natal, para reflectir numa noite tão fria quanto a de hoje...
Actualização: Hoje de manhã, depois de vir do passeio com o Belchior, a minah vizinha veio contar-me as últimas novidades da Merry Christmas, abreviada para Merry. Está a recuperar muito bem, já foi operada à anca e às costelas que tinha partidas, e já está livre dos bichos que quase a comiam viva. Pelos vistos, alguém a manteve quase toda a sua jovem vida amarrada, porque a coleira que trazia estava quase enterrada no pescoço, e o facto de estar bastante fraca por falta de alimento é que levou a que os ferimentos nos ossos fossem graves.
A Merry, segundo a minha vizinha, é uma cadelinha com um olhar doce e que é praticamente a sombra da actual dona, além de adorar crianças.
Realmente, ainda há milagres e anjos...
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Maria do Carmo
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sexta-feira, fevereiro 03, 2012
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O juramento do jornalista
Como isto ultimamente anda escasso de tempo (ainda bem!), aqui deixo mais uma gracinha obtida na Internet, mas muito, muito actual quando tanto se fala de jornalismo e isenção.
E onde é que eu já vi isto?
«O juramento do jornalista
- Juro (sem cruzar os dedos) ser um jornalista responsável e comprometido com a verdade.
- Juro ouvir o outro lado. Mas só até ao fecho da edição.
- Juro respeitar os valores aprendidos na faculdade, como não roubar informações, nem chamar o adversário de “marreco”.
- Juro (cruzando os dedos) usar a carteira profissional apenas nos eventos em que estiver em trabalho.
- Juro honrar a tradição jornalística de comer porcaria em restaurantes de má reputação, e carne de porco assada durante as campanhas eleitorais.
- Juro não cobiçar a notícia alheia.
- Juro não ficar contando piadinhas em velórios de gente famosa, com excepção do velório de alguns políticos.
- Juro não praticar jornalismo sensacionalista, a menos que a audiência esteja muito fraca.
- Juro (cruzando os dedos das duas mãos) recusar todo tipo de prendas nas conferências de imprensa.
- Juro não rasgar o meu diploma, apesar da vontade que vai me dar de vez em quando.
- Juro encher de porrada o não-jornalista que falar mal da minha profissão. (E o jornalista também!)
- Juro não esmorecer nos dias mais difíceis da carreira, que serão praticamente todos os dias.
- Juro ser um jornalista etílico e, claro, ético também.
- Juro que esta é a última vez que eu juro tanta coisa ao mesmo tempo.
Chiça, coisa chata!»
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Maria do Carmo
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quinta-feira, fevereiro 02, 2012
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Mais uma vez, Mafalda.
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Maria do Carmo
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segunda-feira, janeiro 30, 2012
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sábado, 28 de janeiro de 2012
Calar é consentir
Esta máxima aplica-se a tudo na vida.
E temos o exemplo disso todos os dias à frente dos nossos olhos.
E temos o exemplo disso todos os dias à frente dos nossos olhos.
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Maria do Carmo
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sábado, janeiro 28, 2012
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
«Não como carne nem peixe, só bacalhau…»
Não, ainda não ensandeci a este ponto, e a frase acima não é minha. Ouvi-a a uma «ambientalista» durante uma reportagem aqui no concelho, já há algum tempo.
E agora lembrei-me dela por causa de um programa desses da televisão paga sobre opções de vida que passam pelo vegetarianos, vegans, os que vivem da luz do Sol, enfim, toda a gama de escolhas.
Cá por mim, por muito que goste de animais e até salve ovelhas de serem atropeladas, gosto muito do meu bife de porco, vaca ou cavalo (estes crus, apenas com umas pedras de sal), do meu borrego assado, ou de um belo franguinho de qualquer maneira. E claro, o peixe e o marisco.
Não quer isto dizer que não tenha as minhas manias, e também me recuse a comer algumas coisas.
Por exemplo, apesar de adorar carne crua, não consigo provar cabidela. Não dá. Não é por motivos religiosos, mas só de olhar, engulha-se-me o estômago e não desce. E depois tenho outros tabus gastronómicos, como sendo o coelho, os pombos, os passarinhos, etc. Melhor dizendo, como explicava com ironia um ex-chefe meu, «não como nada abaixo da galinha».
Mas esta agora do bacalhau veio-me à memória e à reflexão, sobretudo porque é também representativa de um determinado grupo de jovenzinhos que pouco sabem da vida, mas gostam dizer que são «isto» ou «aquilo», fingindo adoptar um determinado estilo de vida, só para se darem ares. Fingindo, sim, porque se a pikena fosse mesmo vegetariana sabia que o bacalhau é tão peixe quanto os outros todos.
Mas se calhar esta também só come atum de lata…
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Maria do Carmo
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quinta-feira, janeiro 26, 2012
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Na mouche!!!
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Maria do Carmo
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quarta-feira, janeiro 25, 2012
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O que muitos gostariam de fazer com uma certa comunicação social que não lhes preenche os egos
Mais uma pérola do Facebook. Volto ao tema das redes sociais para nos manter informados do que se vai passando em certos bastidores.
Há uns dias falou-se aqui de jornalismo e isenção.
Será esta a isenção que se pretende? Parece que sim...
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Maria do Carmo
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terça-feira, janeiro 24, 2012
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