quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ó pra mim!!!


Umas das coisas que mais gostei de fazer nesta vida de jornalista, foi a época em que trabalhei na área automóvel. Viagens, gente simpatiquissima, uma das únicas mulheres no ramo e, a cereja em cima do bolo, carrinhos com o depósito cheio para testar durante todo o fim-de-semana.
Agora as lutas são outras, mas não perco a ocasião de me "enfiar" num carrinho para testar sempre que posso.
E esta foto até pode vir a servir de publicidade à marca.
É que se eu caibo no twizy, qualquer pessoa cabe!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Limatória?? (ou mais "correctamente" - Liminatória)

E mais uma. Calinada? Como quem me enviou esta imagem, como a de baixo, começo também a ter as minhas dúvidas se é mera burrice ou algo mais.
É que no exemplo abaixo, trata-se de linhas que vão sendo escritas ao mesmo tempo que decorre o noticiario, ao passo que esta é uma peça, montada, com legendas, e como tal com a obrigação de ter sido «revista» antes de ir para o ar.
Com ordenados milionários a apresentadores, não haverá alguns euros para pagar a um revisor?
É que os erros são diários.
Numa televisão estatal. Pública.
Paga por todos nós.
__________________________________

Pois, lá ficou «liminado» (liminatado)... acordo ortográfico para quê?


Obrigada, caro Fernando Mateus.

Anatomia de um golpe de Pedro Santos Guerreiro

Eu disse que não falaria sobre o assunto do Pingo Doce, mas foi-me enviado este delicioso texto, que merece ser partilhado.
Trata-se de um artigo de opinião de Pedro Santos Guerreiro no negocios.pt.

«Contado, toda a gente acredita: o Pingo Doce dá um super-desconto, a população adere em massa, é um golpe genial. Visto, é inacreditável: uma turba faminta amotina-se, espanca-se, enlouquece, encena uma pilhagem sórdida. É uma miséria de marketing. É um marketing da miséria. "O balanço é positivo, considerando-se a acção como conseguida".
Primeiro, o acessório: este 1º de Maio alterou o equilíbrio na distribuição em Portugal. Este não foi um episódio único, foi uma afirmação de poder da Jerónimo, que vem perdendo para as estratégias agressivas de descontos da concorrência. O Continente chega aos 75% em certos produtos e horas; o Lidl está a quebrar 33%; o Pingo Doce entrou no jogo em grande estilo. Arrumou o assunto com uma bomba de neutrões. Pôs o país a falar disso. Arruinou o mês à concorrência. E fê-lo provavelmente perdendo dinheiro, o que significaria que comprou mercado.
Dar um desconto de 50% num cabaz significa ter uma margem média de 100% para ganhar dinheiro. Margens médias de 100% na distribuição são como manadas de gazelas na Atlântida, não existem. Dir-se-á: e os clientes com isso? É concorrência e a concorrência é linda. Pois, mas esta é feia. Porque se é abaixo de custo, a do Pingo Doce ou a do Continente, não é concorrência, é anti-concorrência. É destruir concorrentes que não suportam predações. É aniquilar fornecedores que as subsidiam.
A distribuição não é para meninos. É um negócio de margens reduzidas, negociações complexas, de um conhecimento quase doentio dos hábitos dos clientes. Fazem-se promoções ao meio-dia porque quem está com fome compra mais. Perfuma-se o ambiente com pão quente porque se vende mais. Dispõe-se os alhos ao pé dos bugalhos, nivela-se as prateleiras pela criançada, desnivela-se a iluminação entre dois corredores, puxa-se o lustro à fruta. É assim. E a Jerónimo Martins é o melhor grupo português a fazê-lo. É a empresa mais valiosa em Bolsa. Vale mais que a Galp.
Agora, o Pingo Doce inicia uma mudança estratégica. Esta é uma campanha de "hard discount", um posicionamento mais "baixo" do que o actual desta cadeia. É por isso que esta operação não tem a mão de Alexandre, o patriarca, mas de Pedro, o sucessor, que carrega uma década de grande sucesso deste modelo na Polónia. Esta é a afirmação, surpreendente e bombástica, da sua gestão. Vem aí mais disto. "Hard discount" quer dizer desconto duro. Assim será: duro. Vale tudo menos arrancar olhos?
Também vale arrancar olhos. Assim foi neste 1º de Maio. Cenas lúgubres em todo o país. Os gestores viram um livro de marketing a ser implementado. Os economistas viram um livro com curvas de oferta e procura. Os juristas viram um livro de direito da concorrência. Eu vi um livro de Saramago a escrever-se sozinho.
Já foi escrito: a reacção dos clientes é racional, nada a apontar. Faltou escrever: quem organizou o circo romano sabia ao que ia. E orgulhou-se no dia seguinte. Ficámos a saber como está o país. A violência que não se vê nas manifestações de rua comprime-se no afã vidrado de uma fila de supermercado.
Esta não é uma questão entre direita e esquerda, entre idiotas e ideólogos, entre moralistas e pragmáticos, não é distracção, não se compara com saldos de trapos nem com liquidações de livros. Porque nenhuma dessas promoções provoca estes tumultos descontrolados. Talvez só uma oferta de gasolinas produzisse a mesma loucura.
Numa entrevista notável, a Teresa de Sousa, publicada no Público este domingo, Rob Riemen, que não tem medo de falar de fascismo, afirma: "O espírito da democracia quer dizer que a verdadeira democracia é o oposto da democracia de massas." Riemen refere-se a Tocqueville ou a Gasset. "Ou Espinosa, para quem uma verdadeira democracia significa que somos mais do que indivíduos, aspiramos a ser pessoas de carácter, que não somos apenas motivados pelo medo, pela ganância, pela estupidez, mas capazes de um pensamento e de escolhas".
Acicatar a voragem desumana, como se viu neste Maio, não faz parte dos valores que Alexandre Soares dos Santos construiu. De defesa de salários dignos, de criação de postos de trabalho, de assistência social aos funcionários em dificuldades. Nem serão os valores de Isabel Jonet, que gere no Banco Alimentar situações de pobreza extrema com tacto social e dignidade individual. Isto é uma manifestação de poder autoritário.
Disse Frei Fernando Ventura, nessa noite, na SIC Notícias: "Quando vi as imagens do Pingo Doce, fiquei triste e alarmado. Vi isto na Venezuela, com o Chavez, exactamente o mesmo tipo de reacção. Fiquei com esta imagem como um ícone, ou como um contra ícone, uma mensagem de sinal contrário daquilo que é uma das urgências a descobrir hoje". E disse mais: "Nós, em alguns arroubos místico-gasosos, ficamos muito alarmados e muito agitados interiormente com a multiplicação dos pães e dos peixes. Se nós percebêssemos o que está ali (…). Só houve multiplicação porque houve divisão. A solução tem que passar por aqui: é preciso dividir para multiplicar e é preciso somar sem subtrair nada a ninguém. O segredo está aqui. A chave está aqui. E por aqui pode construir-se a esperança. Por aqui pode criar-se redes de relações, por aqui pode dizer-se às pessoas que a esperança é possível. É preciso organizar esta esperança."
Para o Pingo Doce, os descontos do 1º de Maio terão sido um golpe de marketing ou um anúncio de uma nova estratégia. Mas para os portugueses, que reviram um país negado e renegado, foi mais do que isso. Foi uma humilhação. Como no "Rei Lear", de Shakespeare: "Esta é a praga deste tempo, quando os loucos guiam os cegos".
"quando os loucos guiam os cegos"»

Obrigada, caro Fernando Mateus

sábado, 5 de maio de 2012

Seres pensantes – seres acéfalos

Nestes últimos dias o tema de conversa em qualquer lado para onde me vire é o Pingo Doce.
Isto é mesmo à boa moda portuguesa que gosta de no dia seguinte ao «acontecimento», e juntamente com a conversa sobre o tempo, esmiuçar todos os pequenos pormenores, e quanto mais sangrentos melhor.
Houve alguém que se magoou na confusão? Excelente! Aquilo era um caos, a morderem-se e etc.
Alguém deixou de ver o filho por uns minutos? Até perderam as crianças na confusão!
Não conseguiu comprar bananas? Já se sabia, afinal aquilo era só para enganar.
Comprou tudo o que queria? Que maravilha de promoção!
Este é o nosso espírito. O espirito que não vê para além do que lhe dizem ou metem olhos dentro. Ou melhor, o que agora está na moda, é ver o posts actualizados no facebook e consoante o boneco mais giro, assim opinar.
Sobre o Pingo Doce mantenho a minha posição: houve gente a comprar creme para a barba e nunca terá feito a barba. E pronto.
Mas toda esta questão opinativa faz-me lembrar uma guerrilha que ocorreu recentemente na net, relativamente a uma acção de um grupelho protoiro, que no dia da marcha pelos direitos dos animais em Lisboa, no qual se inclui a luta contra as touradas, se lembrou (imaginem) de ir entregar 500 quilos de ração à União Zoófila. E com um jornal diário atrás. Quando os responsáveis da União recusaram a caridosa oferta pela claríssima tentativa de «publicidade», vieram para a Internet a dizer mal da sua vida e de uma associação que existe há mais tempo do que muitos desses betinhos têm de vida.
Mas mais do que a minha posição complemente contra as touradas (já agora, não falo de cor, porque durante vários anos estive numa relação com um ex-forcado, aficionado e apaixonado por touros, e vi muito do que de bom e de mau está por detrás deste negócio), do que aqui hoje falo é da crescente acefalia que se vê neste povo.
Vieram logo senhores e senhoras muitíssimo indignados por aquilo que lia no facebook do grupelho.
Então a União Zoófila estava tão rica que não queria aceitar esta dádiva?
Então os animais não têm direito a comer? Então… então. Tudo isto mexeu comigo e não deixei de dar a minha opinião (afinal, isso foi o que Abril nos permitiu) neste assunto.
Houve boas discussões, outras complemente estúpidas e idiotas, mas deu para perceber que muitas das pessoas que gritam e se insurgem contra algo, nem sabem do que estão realmente a falar, limitam-se a ver os bonecos que são colocados no facebook e depois acham que têm opinião.

Não procuram saber mais, não investigam, nada.
Tipicamente acéfalos.
Ontem gritavam contra a União Zoófila, amanhã contra o treinador do Sertajense só porque alguém, algures, se lembrou de colocar uma caricatura dele no facebook. Triste de um país de gente sem ideias e sem capacidade de raciocínio.
Já agora, depois dessa tentativa de descredibilização por parte do grupelho, a União Zoófila recebeu nesse mesmo dia uma quantidade exorbitante de doações, essas sim por anónimos e por pessoas que realmente se preocupam com os animais, o que me deixou com um bocadinho mais de esperança nas pessoas deste país.

terça-feira, 1 de maio de 2012

1.º de Maio, Dia do Trabalhador?

O 1.º de Maio sempre foi uma data com alguma importância para mim. Lembro-me que o meu pai se levantava sempre de madrugada, e por vezes ia-nos chamar à cama, em jeito de brincadeira, para nos levantarmos e não deixarmos «entrar o Maio pelo cu acima». Ainda hoje não sei o que isso significa, mas até falecer, o meu pai nunca deixou de cumprir este ritual. E depois era a ida até ao desfile, pela Avenida acima, a acompanhar as palavras de ordem gritadas pelos altifalantes. Também nunca me esqueci de um ano em que se gritava: «O Soares é um camelo, tem duas bossas e muito pelo»…  no ano seguinte, o nome mudava, mas a letra era sempre a mesma…Chegados à Fonte Luminosa, cumpria-se outro ritual: a bela da sardinha assada, a primeira da época, e depois, lá mesmo em cima, num local um bocado recôndito, uma gelataria com gelados caseiros, que faziam as delícias da malta. Depois era a descida da Avenida, por vezes com pessoas ainda a completarem o desfile, até aos barcos no Terreiro do Paço, e a viagem até Cacilhas, e mais tarde, já até ao Seixal.
Agora, há vários anos que não vou. Não tenho paciência para desfiles, e fiquei desiludida por terem tornado a chegada à Fonte Luminosa numa autêntica feira. Também acho que não é com manifestações e desfiles que se luta pelos direitos, cada vez menores.
E em especial quando hoje, quando acedi ao meu facebook, vejo pessoas a postarem fotos do seu «pesadelo» em compras nas grande superfícies, onde hoje, e só hoje (vá-se lá perceber porquê…) fazem as promoçõezinhas do «pague um e leve cinco».
E depois são os mesmos que, freneticamente, vêm dizer que é preciso lutar pelos direitos, que cada vez estamos piores, que isto assim não pode continuar. Só me dá vontade de mandar um daqueles palavrões bem cabeludos. Afinal querem a luta só clicando em Gostos e Partilhas, sentados no sofá???
Ou melhor, indo a correr à babugem das promoçõezinhas e dos pontinhos, esquecendo que aqueles que estão ali a pesar-lhes o fiambre e a passar as compras na máquina também são trabalhadores e que ainda têm os seus direitos mais desbaratados por este tipo de atitudes?
Pois claro, gritar pela mudança sim, clicar pela revolta sim, mas a luta, a lutazinha que custa, que a façam os outros.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

E cá vamos indo todos contentes

Esta história do TDT já me deu dores de cabeça suficientes. Até fiz a queixa para a ANACOM, e tenho estado na dúvida se publicaria aqui a «interessante» resposta que recebi, mas como hoje aderi a um novo grupo no facebook sobre o tema, aqui fica.
Perante a resposta da Senhora Doutora Maria Corte Real, eu acho que afinal, os estupidos somos mesmo nós.

QUEIXA:
ID do balcão virtual: 470741 Origem: SA Tipo: Comentário / Sugestão
Data de Entrada:Sábado, 25 de Fevereiro de 2012 19:41:17
Identificação do Cliente:
- Nome: Maria do Carmo Robalo Lopes Torres
O Cliente não anexou documentação

Descrição:
Caros Srs.
Gostaria que actuassem sobre a maior fraude que aconteceu no nosso país nos últimos anos. Trata-se de um anunciozinho que tem passado há vários meses na televisão portuguesa, informando os portugueses que para terem acesso à televisão digital, basta apenas ligar um aparelho vulgo TDT a um aparelho televisivo antigo.Rotunda mentira. Tenho um televisor na cozinha, onde não tenho televisão por cabo, e nem com descodificdor nem com a dita antena consigo ter televisão.No Barreiro, onde tenho a minha morada fiscal, tenho outro aparelho antigo, que não funciona nem com descodificador nem com a antena comprada de proposito. No meu prédio todos os vizinhos foram obrigados a colocar televisão por cabo. Eu também comprei uma televisão já com o dispositivo incorporado, para a casa da minha mãe no Seixal, e nunca consegui obter ligação para ver televisão, nem mesmo com uma antena comprada de propósito, e que hoje mesmo devolvi. Sem espanto, não me foi feita qualquer pergunta no Jumbo Box, tendo mesmo a empregada dito que esta é uma situação por demais recorrente. Esse dito anúncio que passa na televisão mais não é do que publicidade enganosa, visto que a introdução do TDT em Portugal, da forma como foi feita, mais não é do que um modo de a TVCABO e a CABOVISÃO, e a PT através da Meo, obrigarem os portugueses a aceder aos seus serviços. Repito, esta é a maior fraude vista publicamente em Portugal, e sobre a qual é dever da ANACOM intervir.
Cumprimentos
Maria do Carmo Robalo Lopes Torres

RESPOSTA:
info@anacom.pt
data:6 de março de 2012 13:14
assunto:  ANACOM: Resposta à sua comunicação sobre televisão digital terrestre (TDT)

Agradecemos o seu contacto e informamos que analisámos a sua comunicação sobre televisão digital terrestre (TDT). Sobre o assunto que nos expôs, consideramos importante prestar-lhe alguns esclarecimentos que entendemos úteis.
1. Confirme se dispõe do equipamento adequado para aceder à TDT:
Todo o território nacional tem acesso à TDT, seja por meios terrestres - emissores e retransmissores -, seja através de satélite (DTH).
Neste contexto, antes de se preparar para a TDT, recomendamos que confirme junto da PT Comunicações qual o tipo de cobertura disponível na sua área de residência. Poderá fazê-lo através da página http://tdt.telecom.pt/, introduzindo a sua morada e/ou código postal, ou ligando para o número gratuito 800 200 838.
Se obtiver informação de que reside numa zona com cobertura TDT, para poder ver televisão através do sinal digital terrestre, bastará, em princípio, que tenha um televisor compatível ou, não o tendo, que adquira um descodificador e o ligue à sua televisão, de acordo com o procedimento descrito em http://anacom.inbenta.com/consumidores/?content_id=57.
Em algumas situações, os utilizadores poderão também ter de reorientar ou trocar a antena de receção do sinal.
Se residir numa zona com cobertura TDT e estiver com dificuldade em aceder ao serviço, recomendamos que:
- confirme se as especificações técnicas dos seus equipamentos - televisão ou descodificador - respeitam, no mínimo, duas condições: compatibilidade com a norma DVB-T e descodificação de vídeo em MPEG-4/H.264;
- verifique se a antena de que dispõe é adequada à receção do sinal digital (pode encontrar informação sobre as antenas que se adequam à receção de TDT em Portugal em http://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=1032429);
- se informe junto da PT Comunicações sobre qual o emissor para onde deverá redirecionar a sua antena (poderá igualmente aceder a esta informação em http://tdt.telecom.pt/, clicando no botão «3. Instalação» após introdução da sua morada e código postal para confirmação do tipo de cobertura disponível) e, caso necessário, proceda à sua reorientação.
Se, pelo contrário, obtiver informação de que reside numa zona com cobertura via satélite (DTH), para se preparar para a TDT deverá adquirir o Kit TDT Complementar vendido pela PT Comunicações. Este Kit inclui descodificador, telecomando, cabos de ligação e smartcard. Caso não tenha nenhum serviço de televisão por subscrição na sua residência, poderá adquirir o primeiro Kit TDT Complementar pelo preço de 77 euros, sendo-lhe posteriormente reembolsados pela PT Comunicações 37 euros, no prazo de cerca de um mês. O valor a suportar pela aquisição do primeiro Kit TDT Complementar fica, assim, em 40 euros.
Se pretender, pode ainda solicitar a instalação dos equipamentos à PT Comunicações, que deve assegurar esse serviço pelo valor máximo de 61 euros (este valor inclui a antena parabólica, a cablagem e o trabalho de instalação da antena e do descodificador).
Os descodificadores adicionais de que necessite serão vendidos ao custo de mercado do equipamento, que neste momento está fixado nos 96 euros.
2. Onde pode obter mais informação:
Se tem dúvidas sobre a TDT, em particular sobre a forma de receção da TDT na sua zona, os equipamentos a adquirir, as condições de atribuição de compartição, entre outras, ligue gratuitamente o número 800 200 838, aceda aos sítios na Internet www.tdt.telecom.pt e www.facebook.com/tdtoficial ou dirija-se à sua Câmara Municipal, Junta de Freguesia ou ao Centro de Informação Autárquico ao Consumidor (CIAC) mais perto de si.
3. A TDT no Portal do Consumidor da ANACOM:
Visite a secção "Televisão Digital" do nosso Portal do Consumidor em http://www.anacom-consumidor.com/home/televisao-digital.html.
Com os melhores cumprimentos,
Maria Corte-Real
Chefe da Divisão de Apoio aos Consumidores e Atendimento ao Público
Todos os dias pagamos pelas nossas escolhas, as escolhas que fazemos nas urnas ou que não fazemos, ficando em casa a ver televisão ou indo à praia, em dia de eleições.
Fazemos as nossas escolhas, e temos de pagar por elas.

domingo, 22 de abril de 2012

Dia da Terra

«Como zeladores do planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens estão além da nossa compreensão. Por favor, ajude a parar com esta loucura.»

terça-feira, 17 de abril de 2012

A que ponto estamos a chegar?


No outro dia, num jantar de amigos, um amigo de longa data, professor há vários anos, disse-me algo que me deixou boquiaberta, não só pelo seu conteúdo, mas por vir de quem veio.
“Sabes, hoje quando ouvi na televisão que tinha havido um golpe de Estado, fiquei extático. Mas quando, segundos depois ouvi que tinha sido na Guiné Bissau fiquei desiludido.
Por momentos pensei que tinha sido em Portugal e que esta trampa ia acabar.”
Acho que todos já pensámos algo assim a determinada altura. O que me espanta é que uma pessoa que desde sempre se definiu com apolítica, sem nunca participar em discussões sobre partidos ou sobre o estado do país me diga agora, friamente, que ficou desiludido por não estar a ocorrer um golpe de Estado neste país.
Somos ambos da geração pós-25 de Abril, a geração a quem disseram que podíamos fazer tudo, ter tudo, ser tudo.
A geração a quem disseram que a liberdade era um direito, que trabalhar era um direito, que apoio e assistência do Estado era um direito.
Somos a geração que quis passar isso aos filhos, indo se calhar um bocado longe de mais, mas mesmo assim, somos a geração que acreditou que viviamos num mundo melhor.
Agora, somos a geração que vê tudo isso ir por água abaixo, a geração a quem tiram direitos, a quem sobrecarregam de deveres, a quem não garante apoio na doença ou na velhice.
Somos a geração a quem pedem contas por sucessivos erros do passado, e não temos valores com que pagar essa conta.
Somos a geração que, 38 anos depois de uma revolução que trouxe a liberdade a Portugal, anseia por um Golpe de Estado.
Afinal o que é que somos?

domingo, 15 de abril de 2012

À Fartazana

Não, não vou hoje aqui falar da roubalheira a que o povo português tem sido submetido. Também não vou falar do preço da gasolina ou das novas "taxas" para higiene alimentar (deixa-me rir!!).

Vou falar do «Fartazana», um restaurante que descobri hoje, e aproveito para escrever sobre um tema sobre o qual não tenho escrito ultimamente, mas é que a crise também chegou cá a casa, e restaurantes só quando «o rei faz anos».
E tal como em tudo na vida, descobri este restaurante por acaso. Ia preparada para almoçar um choquinho frito no Sô Zé, nas Manteigadas, em Setúbal, mas como me distraí um bocado com as horas, quando cheguei, já havia fila de espera.
E nisto de esperar por mesa em restaurantes comigo não. Não sou melhor do que os outros, e por isso chego sempre cedo, aos domingos, mas não tenho paciência para ficar de pé à espera que os outros acabem o repasto. Além de que sendo domingo, acho muito bem que cada um leve o tempo que entender.
Por isso, embora com pena, arranquei e rumei até à sempre bonita Praias do Sado. Chegada a uma pequena terra de seu nome Mourisca, eis que começo a ver carros parados na estrada, e do lado direito um restaurante.
É sempre bom sinal quando as pessoas não se importam de deixar o carro mal estacionado na berma da estrada (a par com a célebre máxima de que camiões à porta de um restaurante garantem a sua qualidade), para ir a um restaurante.
E lá fui espreitar. Um espaço muito amplo, que se torna um bocadinho frio, duas jovens simpáticas a atender, aceitando os pedidos com muitos pormenores (querem manteigas? pão caseiro ou de carcaça? vinho fresco ou à temperatura ambiente?).
Uma dose de cozido para duas pessoas, se faz favor, e um jarrinho de vinho tinto da casa.
E eis que chega, perfumado, o cozido, não esparramado numa travessa para parecer mais, antes aconchegado em prato redondo. O arroz de farinheira, rosado e gostoso, muito repolho, nabo e batata, mas não feijão. As carnes bem cozidas, embora não salgadas (o que agradeço), e cada coisa sabendo ao que deve saber um verdadeiro cozido.
O vinho tinto da casa muito suave, escorregou bem.
Dois cafés e a conta: uns surpreendentes 11 euros.
Engraçada também a lista, que pedi, onde é explicado ao cliente que cada dose custa sete euros + despesas. Ou seja, ali não se engana ninguém.
Para a próxima, já sei o que vou experimentar: uma perna de javali no forno de lenha, pelo mesmo preço, que se me ficaram os olhos nela.