segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sol e água morna...


Depois das férias, do sol e praia, eis que recebemos quase à mesma hora do início da Festa do Avante e do jogo da selecção, mais um dos baldes de água morna a que já nos habituaram.
E digo morna porque não me venham agora dizer que não era expectável, depois de tudo o que já suava cá para fora, que o governo não iria fazer alguma destas.
Mas claro, lá se seguiu a gritar viva a Portugal e a dançar a Carvalhesa e segunda-feira chega e de volta ao facebook toda a gente é revolucionária, toda a gente vai à manifestação, toda a gente está contra o governo.
Mas fizessem no próximo domingo eleições legislativas, e veriam o resultado...
Toda a gente está contra, mas falem-lhes em boicote fiscal, em não pagar portagens, em não pedir factura ou entregar a declaração de IRS, e «epá, isso não, vê lá, depois o que ia acontecer e tal...».
Da minha parte, à partida o assunto fica por aqui. Falem comigo quando decidirem reais formas de luta que não passem por desfiles na avenida mas que também não envolvam partir montras ou danificar carros de inocentes.
Falem comigo quando tiverem real coragem para uma resistência que passará por sacrificios, sim, mas que será a única resposta. Enquanto continuarem na ilusão que clicar em «Gosto» em fotos com cães a mijar para a foto do PPC ou a dizerem que vão a manifes mas já têm a toalha de praia no carro, não contem comigo.
Por mim vou continuar a partilhar as fotos dos animais, esses sim, as verdadeiras vítimas desta situação e a lutar contra as touradas, posição que curiosamente parece ofender algumas pessoas que, publicamente de cravo vermelho ao peito defendem a liberdade e o direito à indignação e à expressão, mas só até ao ponto em que esta não colida com os seus prazeres mesquinhos...

sábado, 1 de setembro de 2012

RTP, o fim?

Seria por princípio ou porque perderam os carrinhos de luxo?
Pelo que têm feito na RTP, RTP 2 e RTP Memória, já foram tarde.

«O Conselho de Administração da RTP apresentou o pedido de demissão ao Governo, numa reunião com o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, pedido esse que foi aceite, informou hoje o gabinete de Miguel Relvas.
A demissão do Conselho de Administração da RTP, liderado por Guilherme Costa, sucede depois das veementes críticas da equipa de gestão da própria RTP ao cenário de concessão da RTP 1 apresentado por António Borges, consultor do Governo para as privatizações, na semana passada.
Além da reação da administração da RTP, também toda a oposição, PS, BE e PCP manifestou o seu total desacordo face ao modelo apresentado por Borges em entrevista, na quinta-feira, na TVI. O anúncio do modelo de concessão da RTP1 criou inclusivamente mau estar no CDS, parceiro de coligação no governo, tendo vários dos seus dirigentes, reprovado esta ideia.
"O conselho de administração da RTP considera descabido do ponto de vista institucional a divulgação pública de opiniões favoráveis a um dos cenários ainda em análise, sentindo-se por isso obrigado a divulgar publicamente que manifestou, em tempo oportuno, a sua discordância relativamente a este cenário", apontou o órgão presidido por Guilherme Costa em nota divulgada na passada segunda-feira.
No documento, a administração da empresa disse ainda que "não reconhece os argumentos económicos de poupança para o Estado, apresentados publicamente, em favor deste cenário", quando comparados com os do Plano de Sustentabilidade Económica e Financeira (PSEF), aprovado pela tutela no final de 2011.
No entanto, é esta mesma administração que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, decidiu reconduzir para mais um mandato, num convite tornado público pelo governante em plena Assembleia da República, em novembro último. "Convidei o atual presidente do conselho de administração para se manter em funções, renovando o contrato", disse o ministro em audição na reunião conjunta da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais e do Orçamento, a 16 de novembro.
O governante acrescentou acreditar que "o trabalho feito [pela administração da RTP] é significativo". Guilherme Costa era o rosto do plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP apresentado no final de outubro de 2011 e aprovado pelo Executivo, e que teria uma implementação mais aprofundada em 2012.
Na altura, o ministro manifestou-se "profundamente convencido" de que o plano de sustentabilidade financeira da RTP iria "ter sucesso" e o apoio dos trabalhadores.
Durante a apresentação do plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP, a 24 de outubro de 2011, Guilherme Costa tinha afirmado que o canal remanescente da privatização iria ter receitas publicitárias, o que estava incluído na estratégia do gestor.
Mas quase um mês depois, e após Guilherme Costa ter aceite o convite do ministro para continuar na RTP por mais um mandato, Miguel Relvas afirmava que "o canal subsistente da RTP não conterá publicidade comercial". Uma contradição que foi desvalorizada por ambos os intervenientes, mas nessa altura falava-se da privatização de um dos canais generalistas da RTP.»


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/administracao-da-rtp-demitiu-se-e-relvas-aceitou=f750272#ixzz25GHqIDpS

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Democracia, onde vais triste de ti?



Será da silly season?
Depois da machadada na democracia local que foi dada em Viana do Castelo, surge algo como isto, de um certo indivíduo que até compreende os anti-touradas, mas...
Depois disto, irá pedir o quê?
O fim das manifestações de desempregados, professores ou funcionários públicos?
O fim dos desfiles do 1.º de Maio e do 25 de Abril?
Ou da concentração na rua de mais do que cinco pessoas?
Já agora, este personagem é um ex-forcado... e mais não digo.


in: http://www.diariotaurino.blogspot.pt/2012/08/chaubet-escreveu-ao-ministro-da.html
foto: Blogue Farpas.

«Lisboa, 20-08-2012
Excelentíssimo Senhor Ministro da Administração Interna
Doutor Miguel Macedo
Carlos Alberto Patrício Álvares, cidadão português em pleno uso dos seus direitos constitucionais, vem respeitosamente requerer a Vossa Excelência, que se digne providenciar para que estes direitos não lhe sejam sonegados como tem vindo a acontecer, embora pontualmente.
Assim, valendo-me do Artigo 52º da nossa Constituição, venho expor a Vossa Excelência o que se passa, na esperança de que proceda de modo a que me sejam restituídos esses direitos.
No Artigo 2º da Constituição - “respeita e garante o direito de me expressar livremente”. O Artigo 12º diz “ninguém pode ser prejudicado, privado de qualquer direito, seja porque motivo for”. O Artigo 37º - no ponto 1- “Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento sem impedimentos ou discriminações”. No ponto 2- “O exercício destes direitos, não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura”.
O recurso a estes artigos porque o assunto de que me vou queixar é muito importante para a minha tranquilidade de espírito e por pensar que assim, possa sensibilizar mais Vossa Excelência para uma solução que me seja benéfica. Aliás, não só a mim, como a milhares de portugueses.
Ultimamente, devido à expansão que a internet proporciona, têm-se intensificado as campanhas contra um espectáculo de que muito gosto - o tauromáquico. Porém, democraticamente, admito que haja quem não o aprecie. Mas, ao contrário dos que se intitulam anti taurinos, não faço qualquer pressão para que mudem de atitude, nem os censuro por a terem. Os anti taurinos, não têm igual procedimento. Antes pelo contrário. Essa a razão porque me dirijo a Vossa Excelência.
A manifestarem-se, têm tanto direito como eu. Penso no entanto que, subjacente a esse direito, deverá estar o respeito pelos direitos dos outros. O que faço tolerando os anti taurinos, ou não os hostilizando. Todavia estes não procedem do mesmo modo. É dessa falta de respeito que me queixo.
Tornou-se hábito dos “contra”, porem-se à frente das praças onde se vão dar espetáculos tauromáquicos, provocando e insultando quem os vai ver. Além dos megafones que usam para ofender os aficionados, levam cartazes chamando-lhes assassinos, cobardes, selvagens e, por vezes, termos bastante mais baixos e ordinários. É fácil Vossa Excelência verificar a veracidade do que afirmo.
O Artigo 2º diz - “o pluralismo de expressão admite-se, respeita-se e garante-se”. E certamente por essa razão, a PSP tem estado presente quando dessas manifestações. Todavia, para preservar os “contra” de possíveis agressões dos “cruéis” taurinos? Não! Precisamente o contrário. Para defender os taurinos das provocações dos caridosos “contra”. Para tal a PSP monta um perímetro de segurança que os isola, evitando assim, como eles gostariam, que se aproximem dos aficionados e possa haver confrontos violentos.
Agradeço e aprecio esse cuidado. Contudo, a liberdade de uns acaba quando elimina a liberdade de outros. A minha está a ser afetada com o comportamento arrogante e conflituoso dos “contra”.
Por esse motivo, baseado no Artigo 12º, peço a Vossa Excelência que proíba ou de algum modo discipline essas manifestações, afim de poder usufruir em paz o consagrado no ponto 1 e 2 do Artigo 37º.
Agradecendo desde já a atenção que se dignar dar a este meu pedido,
Respeitosamente
Carlos Patrício Álvares

domingo, 19 de agosto de 2012

Hoje a democracia portuguesa morreu.
A democracia e a justiça.
Cada um tire as suas ilações, mas só posso dizer que tenho vergonha de um país onde a Tauromáfia é mais poderosa do que uma autarquia e do que um tribunal.
Aos autarcas, deixo apenas um recado: hoje abriu-se um perigoso precedente. É que se uma susposta federação protaurina pode sobrepor-se à REN, à Câmara Municipal de Viana do Castelo e à população desta cidade, então, preparem-se porque muito pior virá por aí.
Curioso é o silêncio de Fernando Ruas, que tanto fala contra determinadas decisões contra os municípios...

Já agora, deixo outro texto que fizeram o favor de me enviar por email.
O ESTADO DEFENSOR DA IMORALIDADE TAUROMÁQUICA
A realização de uma tourada no passado dia 19 de Agosto na única cidade antitouradas de Portugal,contra a decisão da Câmara Municipal de Viana do Castelo que não a autorizou, mas que contou com a complacência de um juiz de um tribunal de Braga, levou-me a refletir sobre o assunto e a levantar algumas questões, relacionadas com a suposta imparcialidade das várias instituições no que diz respeito à elaboração e ao cumprimento das leis que eles próprios criaram.
No caso referido, não deixa de ser curioso o facto da providência cautelar da associação de torturadores de animais ter sido posta num tribunal de Braga e não do de Vianado Castelo, local onde propunha realizar a tourada. Será que o juiz de Braga era um juiz amigo?
Até serem legalizadasas touradas de morte em Barrancos, com uma ajudinha do ex-presidente da República, Jorge Sampaio, amigo da tortura animal, foram cometidas ao longo de vários anos inúmeras ilegalidades sem que os prevaricadores tenham sido devidamente punidos. Uma vez mais, estiveram os poderes instalados ao serviçodo retrocesso civilizacional e da imoralidade.
Nos Açores, a situação é por demais semelhante ao que se passa a nível nacional e até internacional. Se não fossem os apoios do Governo Regional e, pasme-se, da própria Assembleia Legislativa Regional que promove touradas, das autarquias, com destaque para as Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória, as touradas de praça já tinham acabado e as de corda estariam reduzidas. Além disso, não poderá ficar esquecido o agrupamento de Estados denominado União Europeia que dizendo apoiar a agricultura ou a agropecuária hipocritamente subvenciona a criação de touros para serem torturados em espetáculos degradantes e violentos.
Deixando de lado as leis que são imorais pois, condenando os maus tratos animais, abrem exceção relativamente aos touros, se analisarmos a atuação das entidades que deviam zelar pelo cumprimento da lei, chegaremos à conclusão que a única legislaçãoque é cumprida no que se refere a touradas é a lei da selva.
Já foram denunciadas,que eu saiba, à Direção Regional da Cultura (ou melhor Direção Regional da Tortura) a realização de uma tourada em Dia de Luto Nacional e a presença de crianças com menos de seis anos em diversas touradas, na ilha Terceira. No primeiro caso a resposta foi do género: “não sabíamos que José Saramago ia morrer” e no segundo caso, até há algum tempo, o silêncio absoluto.
No caso da presença das crianças que lá estão levadas pelos familiares, embora em muitos casos chorem de medo, como já foi denunciado por quem já assistiu, as entidades fecham os olhos pois sabem que não é apenas a chamada arraia-miúda que o faz mas também pessoas que ocupam os mais altos cargos governamentais e autárquicos.
A presença da polícia muitas vezes não é para obrigar o cumprimento da lei, mas sim para garantir a segurança de espetáculos que nem cumprem o estipulado nas leis, nomeadamente em termos de licenciamento e de publicidade. Para confirmar o mencionado basta consultarem os cartazes que divulgaram as touradas à corda promovidas por comissões de festas, da Igreja Católica, da Pedreira de Nordeste, dos Aflitos ou de Santa Bárbara (Ribeira Grande). Em dois dos casos, a não indicação da proveniência dos touros (por vezes bezerros que deixaram a “fase de aleitação” há pouco tempo) poderá estar associada a uma tentativa de fuga aos impostos por parte dos seus donos.
Sabendo que o que se pretende é acabar com o desnecessário sofrimento animal, será que podemos confiar cegamente nas entidades que tudo têm feito para que as coisas continuem como estavam no início do século passado ou em alguns casos pior?
Mas, perante uma conjuntura desfavorável, os amigos dos animais não devem desistir. Devem auto-organizar-se em associações ou em grupos informais e assim combater a indústria tauromáquica, denunciando os seus negócios sujos, todas as irregularidades e rebatendo todas as inverdades que é por eles transmitida.
Só conseguiremos uma sociedade melhor para todos, animais incluídos, se formos capazes de romper o cerco de alguma comunicação social e se conseguirmos fazer chegar a  mensagem da verdade à maioria da população açoriana.
Manuel Soares
http://terralivreacores.blogspot.pt/

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Só faltou o «Tudo pela Nação, Nada contra a Nação»


Eu sei que estou de férias, e até tinha prometido deixar-me de discussões sobre alguns temas no facebook, mas quando deparo com algo como isto, é de ficar realmente de boca à banda.
Mas digam-me lá quem são os imbecis que se dizem Movimento em Defesa das Corridas de Toiros e que defendem a tourada com isto???
Ainda são piores do que os outros da ProCoiro (Federação Protoiro para quem não conhece)...

Até o Paulo Ramires, mais conhecido no meio dos anti-touradas como Atum Ramirez, excelso diplomado e defensor das touradas ficou chocado e disse-o no facebook:
Paulo Ramirez «Mudem de imagem, essa é uma alusão ao fascismo e ao estado novo, isso não é nada bom para a tauromaquia. E o mais depressa possível, caso contrário, estarão a prejudicar a tauromaquia e de que maneira.»
hours ago · Like
Movimento em Defesa das Corridas de Toiros «Onde é que está a alusão ao estado novo?? E a sua alusão à república???»
minutes ago · Like

Não, claro que não há alusão ao Estado Novo... os bonecos nem pertencem aos livros escolares «Lusito»... mas esta gente pensa que os outros são tão imbecis quanto as ovelhas que seguem estes movimentos???
Só para lembrança futura, e para os que nunca estudaram por estes livros, tão do agrado de Salazar, e tão conhecidos no tempo da Velha Senhora:

Só faltou a frasesinha no primeiro cartaz de «Tudo pela Nação, Nada contra a Nação» e a imagem de Nossa Senhora de Fátima lá do alto a abençoar...
Sinceramente, o revivalismo disto num tema como a tourada assusta... o que virá a seguir?
Exigirem que as mulheres tenham de ter autorização dos maridos para sair do país ou a reactivação do Tarrafal e a implementação de uma nova PIDE, como uma ressabiada já pedia pelo facebook?

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Haverá palavra mais ansiada no mundo que férias??


Não, na certa. Em especial nesta altura do ano.
Por isso, elas aí estão!
E quem estiver na mesma situação, então os meus votos de boas férias!!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Rica casinha

Neste post tinha duas fotos minhas a pintar a casinha.
Infelizmente, pela minha postura anti-taurina,
soube que andavam uns certos senhoritos desalmadamente
à procura de imagens da minha pessoa, visto que estão
bloqueados no facebook.
Sinceramente, depois de ter a minha cara num "concurso" de misses, promovido pelo Zè das Iscas, ex-grande e querido líder da Procoiro
e ainda numa Miss Piggy por um grupo de 
vassalos autárquicos aqui do Seixal,
e como não estou para pedir royalties para usarem a minha imagem,
retirei as fotos daqui.

«Ai como é bom, assim acordar, com o Sol na janela e magia no ar».
Esta é a letra de uma canção que agora muito passa na M80, mas que me veio à cabeça durante este fim-de-semana.
É que mais uma vez rumei até Penamacor, à minha casinha em Pedrogão de S. Pedro, onde ainda adormeço ao som dos grilos e acordo ao som do cantar dos pássaros, e com um sol esplendoroso a entrar pela janela.
Um sol com uma cor diferente da daqui, uma cor dourada, quente, enfim, uma cor que adoro.
E a viagem desta vez foi de «trabalho», a limpar e mudar alguns móveis (e muitas teias de aranha, porque pelo que falei com outras pessoas, as aranhas estão particularmente activas este ano em vários pontos do país), e pintar.
Como eu digo, há duas coisas que me fazem feliz quando as tenho nas mãos: uma máquina fotográfica e um rolo ou pincel para pintar paredes.
E lá andei eu de rolo e pincel em punho, pintando a porta do n.º5 da Rua do Barrocal, a tapar alguns buracos nas paredes com gesso (afinal a casa tem mais de duzentos anos) e a pintar.
Como diz a minha mãe, parece mesmo uma casa de bonecas... é pequenina, é velha, mas é nossa e sabe tão bem partir assim e deixar tudo para trás. E é ainda melhor quando a prima Olivia nos dá batatas de quase um quilo cada, melancia fresquinha e feijão verde ou quando compramos pêssegos que sabem mesmo a pêssego por 50 cêntimos o quilo.
Em Setembro de novo lá rumo a Pedrogão de S. Pedro, agora para ser um «papa-figos», como chamam lá na terra aos que só lá vão no fim do Verão.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Isto existe realmente???

Há uma frase batida, mas que a cada dia que passa faz mais sentido para mim: «Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais».
Não é preciso falar aqui do meu amor pelos patudinhos, que me merecem muito mais respeito do que alguns seres de duas pernas que por aí andam.
Já também aqui o disse que sou contra as touradas e por isso também "frequento" alguns grupos que discutem este tema.
Já tive conversas muito interessantes com aficionados e outras em que tive de descer ao mais baixo nível (o que também é bom, porque além de nos dar a noção do que de mais reles a humanidade tem, leva a que no final tenhamos a compreensão da nossa superioridade face a certos acéfalos).
Já vi pessoas a chamarem-me taliban e ressabiada por ser anti-tourada, e até uma «aficionada», ficar completamente histérica só porque combinei uma cerveja e uma discussão sobre o assunto nas próximas festas de Paio Pires com um assumido aficionado.

Mas algo como isto que se segue é que eu não esperava.
Devo dizer que nem comentei o que esta «pessoa» diz, porque uma coisa é descer a um certo nível, outra é enterrar-se em estrume.
Aqui ficam algumas pérolas de uma dita aficionada (sinceramente, até tenho dúvidas que seja alguém real, mesmo porque a dita até refere que nem vive em Portugal).
Mas tal como outros cobardes, esta também usa a Internet para debitar as suas aberrações. Senão, vejam o que a Senhora Dona Lurdes Gonçalves Pereira:

Sobre os anti-touradas:


Sobre a necessidade do Tarrafal:


Sobre a necessidade de campos de concentração:


 E a pérola maior, da admiradora de Salazar:


Estes e outras pérolas (como a madama gosta de dizer) são debitados no facebook da RTP e em tudo o que são perfis anti-touradas.
Francamente, se fosse aficionada tinha mesmo muita vergonha de ter algo tão abjecto a falar em meu nome.
Como é que aos 41 anos, alguns ditos «humanos» ainda me conseguem surpreender...

P.S - Esta é de outro orgulhos prótoiro, que também partilho pelo seu "elevado nível"... xenófobo. Mas aos anti-touradas é que estes mininos andam a chamar terroristas e talibans...

sábado, 21 de julho de 2012

Obrigada!!!


Não tenho escrito aqui, o calor, a falta de tempo e alguma preguiça são os culpados.
Mas hoje, com a morte de uma bombeira em Abrantes, e com a situação catastrófica do país, não podia deixar de fazer esta homenagem.
Ainda por cima quando não faltam os apelos para que seja a população a ajudar os bombeiros de Tavira com bebida e alimentos, uma vez que, alegadamente, até um bar dessa cidade, recusou gelo aos soldados da paz.
No more coments...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Campera e Lennox

Já disse e repito, esta coisa da Internet e das redes sociais é fenomenal.
Nestes últimos dias, tive experiências únicas simplesmente através do meu perfil no facebook.
Já não falo nas discussões sobre as touradas, onde me tenho divertido imenso, e encontrado pessoas interessantes e mantido conversas interessantes até mesmo com pessoas que defendem touradas, e com as quais se pode conversar, mas também tenho visto do pior da nossa sociedade através de autênticas pitas borradas, com uma linguagem que faria corar as profissionais do Intendente.
Mas não é sobre isso que hoje escrevo.
A maior parte dos meus amigos facebookianos são pessoas que estimam e protegem os animais (felizmente o virtual também permite que se acabe com a «amizade» de imediato, logo que detectamos gentinha anormal, o que infelizmente nem sempre podemos fazer na «vida real»).
E são essas pessoas que formam reais correntes de amor e de luta.
Esta semana tivemos dois exemplos: a Campera e o Lennox.
Eram dois cães. Eram, porque morreram devido à estupidez do bicho-homem.
A Campera foi recolhida pela União Zoófila, que tudo tentou para salvar um animal extremamente maltratado, mas não conseguiram vencer a luta contra a morte.
O Lennox era um cão, que teve o azar de ser parecido com um pitt-bull num país tão retrógado que tem leis que proibem por completo esta raça, e depois de processos em tribunais, acabou por ser assassinado legalmente na Irlanda  pelos "senhores" da Câmara de Belfast.
Estes dois casos foram seguidos por milhares de pessoas através das redes sociais.
E, segundo o Jornal de Notícias, a pressão sobre a Irlanda foi tal que já está previsto um bloqueio àquele país de batateiros.
Segui também a história destes dois animais e chorei, sim, chorei quando soube num dia da partida da Campera e no seguinte do assassinato do Lennox.
Sem esta coisa da internet e das redes sociais, muito possivelmente nunca teria sofrido por estes animais. Mas também não tinha encontrado tanta gente com o coração cheio de amor pelos patudos. Nem tido a noção de que este amor pode e vai mover montanhas e preconceitos.
Por isso, a todas essas pessoas, tenho orgulho de chamar Amigos.