Um blogue de uma jornalista que já viu um pouco de tudo, usado para falar de qualquer coisa.
domingo, 14 de outubro de 2012
Liberdade?
O Cardeal Patriarca de Lisboa diz que as manifestações vão contra a democracia e que não resolvem nada. Esquece-se que só o ouro que está em Fátima resolveria a dívida externa e interna de Portugal.
Augusto Cid, cartoonista, diz em entrevista à revista do CM que se Sócrates voltasse amanhã, seria recebido em braços. Veja-se o resultado do PS nos Açores.
Sobre os portugueses pairam as ameaças do desemprego, a subida dos impostos, a fome...
E ainda acreditam em partidos políticos?
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Maria do Carmo
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domingo, outubro 14, 2012
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Dia do Animal
Sim, temos uns quantos energúmenos a roubarem tudo o que conseguimos ganhar com o nosso suor. Sim, temos o povo português a protestar nas ruas. Sim, temos o Sporting a jogar hoje.
Mas não podemos esquecer-nos deles, dos patudinhos, que estão sempre connosco nos bons e maus momentos, mas que muitas pessoas, com a desculpa da crise, se descartam sem dó nem piedade.
Da mesma forma que o farão a determinada altura com os pais ou avós idosos e adoentados, e que farão um dia com os próprios filhos.
Lembremo-nos deles neste dia, e em todos os dias.
Mas não podemos esquecer-nos deles, dos patudinhos, que estão sempre connosco nos bons e maus momentos, mas que muitas pessoas, com a desculpa da crise, se descartam sem dó nem piedade.
Da mesma forma que o farão a determinada altura com os pais ou avós idosos e adoentados, e que farão um dia com os próprios filhos.
Lembremo-nos deles neste dia, e em todos os dias.
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Maria do Carmo
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quinta-feira, outubro 04, 2012
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sábado, 22 de setembro de 2012
"O mal da morte"
Estes dois dias rumei de novo até Pedrogão de S. Pedro,
para mais dois dias de bricolagem e ares puros.
Como sempre, paragem obrigatória em Castelo Branco, ou melhor, no seu mercado, para comprar bicas de azeite, borrachões e os queijos babados que só ali se encontram ao melhor preço.
E como desta vez, até lá encontrei um vizinho do meu prédio aqui do Cavadas em compras para levar para o Ladoeiro.
As bancas para todos estes produtos são sempre as mesmas, e com isso acabamos por criar alguns laços com as pessoas, como a padeira que pergunta sempre como está Lisboa e recorda a vez que veio a um casamento à Igreja de Arrentela, ou a senhora dos queijos, de quem acompanhamos o casamento da filha e alguns momentos menos bons de saúde.
Sem sabermos sequer nomes próprios, os laços vão-se firmando.
E lá fomos em nova romaria.
Só que desta vez um choque nos esperava.
Ao perguntar à senhora da banca dos queijos como ia, a resposta veio rápida: "tenho o mal da morte".
Não queria acreditar nos meus ouvidos e perguntei de novo.
"Tenho o mal da morte…"
E passou a explicar que os médicos só agora, aos 69 anos é que viram que tinha um tumor maligno no peito, que iria ser removido, mas que já se alastrara para o braço… que iria começar a quimioterapia, mas que não estava sem grandes esperanças e por isso estava a passar o negócio para outra pessoa que a acompanhava nestes dias.
O choque deixou-me sem fala, embargada pelas lágrimas.
Pensar que nos preocupamos com tanta coisa, gritamos, ofendemos, sofremos e de repente podemos ser apanhados pelo «mal da morte».
Confesso que o queijo que comprei desta vez trás um travo amargo… muito amargo.
Como sempre, paragem obrigatória em Castelo Branco, ou melhor, no seu mercado, para comprar bicas de azeite, borrachões e os queijos babados que só ali se encontram ao melhor preço.
E como desta vez, até lá encontrei um vizinho do meu prédio aqui do Cavadas em compras para levar para o Ladoeiro.
As bancas para todos estes produtos são sempre as mesmas, e com isso acabamos por criar alguns laços com as pessoas, como a padeira que pergunta sempre como está Lisboa e recorda a vez que veio a um casamento à Igreja de Arrentela, ou a senhora dos queijos, de quem acompanhamos o casamento da filha e alguns momentos menos bons de saúde.
Sem sabermos sequer nomes próprios, os laços vão-se firmando.
E lá fomos em nova romaria.
Só que desta vez um choque nos esperava.
Ao perguntar à senhora da banca dos queijos como ia, a resposta veio rápida: "tenho o mal da morte".
Não queria acreditar nos meus ouvidos e perguntei de novo.
"Tenho o mal da morte…"
E passou a explicar que os médicos só agora, aos 69 anos é que viram que tinha um tumor maligno no peito, que iria ser removido, mas que já se alastrara para o braço… que iria começar a quimioterapia, mas que não estava sem grandes esperanças e por isso estava a passar o negócio para outra pessoa que a acompanhava nestes dias.
O choque deixou-me sem fala, embargada pelas lágrimas.
Pensar que nos preocupamos com tanta coisa, gritamos, ofendemos, sofremos e de repente podemos ser apanhados pelo «mal da morte».
Confesso que o queijo que comprei desta vez trás um travo amargo… muito amargo.
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sábado, setembro 22, 2012
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Acordai gentes!
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quinta-feira, setembro 20, 2012
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
E o burro sou eu?????
Depois do post de ontem, hoje recebi estes dados por email.
E com isto ainda nos falam em necessidade de austeridade? E com estes tachos, acham mesmo que é com manifestações, por muitos milhares de pessoas que levem, que vão resolver as coisas? Pois, vão esperando sentados.
1º Exemplo
O Presidente dos EUA recebe por ano $400.000,00 (291.290,00Euros);
O Presidente da TAP recebeu, em 2009, 624.422,21 Euros;
2º Exemplo
O Vice-Presidente dos EUA recebe, por ano, $ 208.000,00 (151.471,00 Euros);
Um Vogal do Conselho de Administração da TAP recebeu 483.568,00 Euros;
O Presidente da TAP: - ganha por mês 55,7 anos de salário médio de cada português.
3º Exemplo
A Chanceler da Alemanha recebe cerca de 220.000,00 Euros por ano;
O Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu 560.012,80 Euros;
O Vice-Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu 558.891,00 Euros;
O Presidente da Caixa Geral de Depósitos ganha por mês 50 anos de salário médiode cada português.
4º Exemplo
O Primeiro-Ministro de Portugal recebe cerca de 100.000,00 Euros por ano;
O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS recebeu 249.896,78 Euros;
O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS: ganha por mês 22,3 anos de salário médio de cada português.
5º Exemplo
O Presidente da República Potuguesa recebe cerca de 140.000,00 Euros por ano;
O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal recebeu 205.814,00 Euros;
O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal ganha por mês 8,4 anos de salário médio de cada português;
6º Exemplo
O Presidente da República Francesa recebe cerca de 250.000,00 Euros por ano;
O Presidente de Administração dos CTT - Correios de Portugal, S.A. recebeu 336.662,59 Euros;
O Presidente de Administração dos CTT Correios de Portugal, S.A. ganha por mês 30 anos de salário médio de cada português.
7º Exemplo
O Primeiro-Ministro da Inglaterra recebe cerca de 250.000,00 Euros por ano;
O Presidente do Conselho de Administração da RTP recebeu 254.314,00 Euros;
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Maria do Carmo
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terça-feira, setembro 18, 2012
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Por tudo e mais alguma coisa
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Maria do Carmo
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Sol e água morna...
Depois das férias, do sol e praia, eis que recebemos quase à mesma hora do início da Festa do Avante e do jogo da selecção, mais um dos baldes de água morna a que já nos habituaram.
E digo morna porque não me venham agora dizer que não era expectável, depois de tudo o que já suava cá para fora, que o governo não iria fazer alguma destas.
Mas claro, lá se seguiu a gritar viva a Portugal e a dançar a Carvalhesa e segunda-feira chega e de volta ao facebook toda a gente é revolucionária, toda a gente vai à manifestação, toda a gente está contra o governo.
Mas fizessem no próximo domingo eleições legislativas, e veriam o resultado...
Toda a gente está contra, mas falem-lhes em boicote fiscal, em não pagar portagens, em não pedir factura ou entregar a declaração de IRS, e «epá, isso não, vê lá, depois o que ia acontecer e tal...».
Da minha parte, à partida o assunto fica por aqui. Falem comigo quando decidirem reais formas de luta que não passem por desfiles na avenida mas que também não envolvam partir montras ou danificar carros de inocentes.
Falem comigo quando tiverem real coragem para uma resistência que passará por sacrificios, sim, mas que será a única resposta. Enquanto continuarem na ilusão que clicar em «Gosto» em fotos com cães a mijar para a foto do PPC ou a dizerem que vão a manifes mas já têm a toalha de praia no carro, não contem comigo.
Por mim vou continuar a partilhar as fotos dos animais, esses sim, as verdadeiras vítimas desta situação e a lutar contra as touradas, posição que curiosamente parece ofender algumas pessoas que, publicamente de cravo vermelho ao peito defendem a liberdade e o direito à indignação e à expressão, mas só até ao ponto em que esta não colida com os seus prazeres mesquinhos...
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segunda-feira, setembro 10, 2012
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sábado, 1 de setembro de 2012
RTP, o fim?
Seria por princípio ou porque perderam os carrinhos de luxo?
Pelo que têm feito na RTP, RTP 2 e RTP Memória, já foram tarde.
«O Conselho de Administração da RTP apresentou o pedido de demissão ao Governo, numa reunião com o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, pedido esse que foi aceite, informou hoje o gabinete de Miguel Relvas.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/administracao-da-rtp-demitiu-se-e-relvas-aceitou=f750272#ixzz25GHqIDpS
Pelo que têm feito na RTP, RTP 2 e RTP Memória, já foram tarde.
«O Conselho de Administração da RTP apresentou o pedido de demissão ao Governo, numa reunião com o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, pedido esse que foi aceite, informou hoje o gabinete de Miguel Relvas.
A demissão do Conselho de Administração da RTP, liderado por Guilherme Costa, sucede depois das veementes críticas da equipa de gestão da própria RTP ao cenário de concessão da RTP 1 apresentado por António Borges, consultor do Governo para as privatizações, na semana passada.
Além da reação da administração da RTP, também toda a oposição, PS, BE e PCP manifestou o seu total desacordo face ao modelo apresentado por Borges em entrevista, na quinta-feira, na TVI. O anúncio do modelo de concessão da RTP1 criou inclusivamente mau estar no CDS, parceiro de coligação no governo, tendo vários dos seus dirigentes, reprovado esta ideia.
"O conselho de administração da RTP considera descabido do ponto de vista institucional a divulgação pública de opiniões favoráveis a um dos cenários ainda em análise, sentindo-se por isso obrigado a divulgar publicamente que manifestou, em tempo oportuno, a sua discordância relativamente a este cenário", apontou o órgão presidido por Guilherme Costa em nota divulgada na passada segunda-feira.
No documento, a administração da empresa disse ainda que "não reconhece os argumentos económicos de poupança para o Estado, apresentados publicamente, em favor deste cenário", quando comparados com os do Plano de Sustentabilidade Económica e Financeira (PSEF), aprovado pela tutela no final de 2011.
No entanto, é esta mesma administração que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, decidiu reconduzir para mais um mandato, num convite tornado público pelo governante em plena Assembleia da República, em novembro último. "Convidei o atual presidente do conselho de administração para se manter em funções, renovando o contrato", disse o ministro em audição na reunião conjunta da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais e do Orçamento, a 16 de novembro.
O governante acrescentou acreditar que "o trabalho feito [pela administração da RTP] é significativo". Guilherme Costa era o rosto do plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP apresentado no final de outubro de 2011 e aprovado pelo Executivo, e que teria uma implementação mais aprofundada em 2012.
Na altura, o ministro manifestou-se "profundamente convencido" de que o plano de sustentabilidade financeira da RTP iria "ter sucesso" e o apoio dos trabalhadores.
Durante a apresentação do plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP, a 24 de outubro de 2011, Guilherme Costa tinha afirmado que o canal remanescente da privatização iria ter receitas publicitárias, o que estava incluído na estratégia do gestor.
Mas quase um mês depois, e após Guilherme Costa ter aceite o convite do ministro para continuar na RTP por mais um mandato, Miguel Relvas afirmava que "o canal subsistente da RTP não conterá publicidade comercial". Uma contradição que foi desvalorizada por ambos os intervenientes, mas nessa altura falava-se da privatização de um dos canais generalistas da RTP.»
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/administracao-da-rtp-demitiu-se-e-relvas-aceitou=f750272#ixzz25GHqIDpS
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sábado, setembro 01, 2012
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Democracia, onde vais triste de ti?
Será da silly season?
Depois da machadada na democracia local que foi dada em Viana do Castelo, surge algo como isto, de um certo indivíduo que até compreende os anti-touradas, mas...
Depois disto, irá pedir o quê?
O fim das manifestações de desempregados, professores ou funcionários públicos?
O fim dos desfiles do 1.º de Maio e do 25 de Abril?
Ou da concentração na rua de mais do que cinco pessoas?
Já agora, este personagem é um ex-forcado... e mais não digo.
in: http://www.diariotaurino.blogspot.pt/2012/08/chaubet-escreveu-ao-ministro-da.html
foto: Blogue Farpas.
«Lisboa, 20-08-2012
Excelentíssimo Senhor Ministro da Administração
Interna
Doutor Miguel Macedo
Carlos Alberto Patrício Álvares, cidadão português em
pleno uso dos seus direitos constitucionais, vem respeitosamente requerer a
Vossa Excelência, que se digne providenciar para que estes direitos não lhe
sejam sonegados como tem vindo a acontecer, embora pontualmente.
Assim, valendo-me do Artigo 52º da nossa Constituição,
venho expor a Vossa Excelência o que se passa, na esperança de que proceda de
modo a que me sejam restituídos esses direitos.
No Artigo 2º da Constituição - “respeita e garante o
direito de me expressar livremente”. O Artigo 12º diz “ninguém pode ser
prejudicado, privado de qualquer direito, seja porque motivo for”. O Artigo
37º - no ponto 1- “Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu
pensamento sem impedimentos ou discriminações”. No ponto 2- “O exercício
destes direitos, não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de
censura”.
O recurso a estes artigos porque o assunto de que me vou
queixar é muito importante para a minha tranquilidade de espírito e por pensar
que assim, possa sensibilizar mais Vossa Excelência para uma solução que me
seja benéfica. Aliás, não só a mim, como a milhares de portugueses.
Ultimamente, devido à expansão que a internet proporciona,
têm-se intensificado as campanhas contra um espectáculo de que muito gosto - o
tauromáquico. Porém, democraticamente, admito que haja quem não o aprecie. Mas,
ao contrário dos que se intitulam anti taurinos, não faço qualquer pressão
para que mudem de atitude, nem os censuro por a terem. Os anti taurinos, não
têm igual procedimento. Antes pelo contrário. Essa a razão porque me
dirijo a Vossa Excelência.
A manifestarem-se, têm tanto direito como eu. Penso no
entanto que, subjacente a esse direito, deverá estar o respeito pelos direitos
dos outros. O que faço tolerando os anti taurinos, ou não os hostilizando.
Todavia estes não procedem do mesmo modo. É dessa falta de respeito que me
queixo.
Tornou-se hábito dos “contra”, porem-se à frente das praças
onde se vão dar espetáculos tauromáquicos, provocando e insultando quem os vai
ver. Além dos megafones que usam para ofender os aficionados, levam cartazes
chamando-lhes assassinos, cobardes, selvagens e, por vezes, termos bastante mais
baixos e ordinários. É fácil Vossa Excelência verificar a veracidade do que
afirmo.
O Artigo 2º diz - “o pluralismo de expressão admite-se,
respeita-se e garante-se”. E certamente por essa razão, a PSP tem estado
presente quando dessas manifestações. Todavia, para preservar os “contra” de
possíveis agressões dos “cruéis” taurinos? Não! Precisamente o contrário. Para
defender os taurinos das provocações dos caridosos “contra”. Para tal a PSP
monta um perímetro de segurança que os isola, evitando assim, como eles
gostariam, que se aproximem dos aficionados e possa haver confrontos
violentos.
Agradeço e aprecio esse cuidado. Contudo, a liberdade de
uns acaba quando elimina a liberdade de outros. A minha está a ser afetada com o
comportamento arrogante e conflituoso dos “contra”.
Por esse motivo, baseado no Artigo 12º, peço a Vossa
Excelência que proíba ou de algum modo discipline essas manifestações, afim de
poder usufruir em paz o consagrado no ponto 1 e 2 do Artigo 37º.
Agradecendo desde já a atenção que se dignar dar a este meu
pedido,
Respeitosamente
Carlos Patrício Álvares
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quarta-feira, agosto 22, 2012
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domingo, 19 de agosto de 2012
Hoje a democracia portuguesa morreu.
A democracia e a justiça.
Cada um tire as suas ilações, mas só posso dizer que tenho vergonha de um país onde a Tauromáfia é mais poderosa do que uma autarquia e do que um tribunal.
Aos autarcas, deixo apenas um recado: hoje abriu-se um perigoso precedente. É que se uma susposta federação protaurina pode sobrepor-se à REN, à Câmara Municipal de Viana do Castelo e à população desta cidade, então, preparem-se porque muito pior virá por aí.
Curioso é o silêncio de Fernando Ruas, que tanto fala contra determinadas decisões contra os municípios...
Já agora, deixo outro texto que fizeram o favor de me enviar por email.
O ESTADO DEFENSOR DA IMORALIDADE TAUROMÁQUICA
A realização de uma tourada no passado dia 19 de Agosto na única cidade antitouradas de Portugal,contra a decisão da Câmara Municipal de Viana do Castelo que não a autorizou, mas que contou com a complacência de um juiz de um tribunal de Braga, levou-me a refletir sobre o assunto e a levantar algumas questões, relacionadas com a suposta imparcialidade das várias instituições no que diz respeito à elaboração e ao cumprimento das leis que eles próprios criaram.
No caso referido, não deixa de ser curioso o facto da providência cautelar da associação de torturadores de animais ter sido posta num tribunal de Braga e não do de Vianado Castelo, local onde propunha realizar a tourada. Será que o juiz de Braga era um juiz amigo?
Até serem legalizadasas touradas de morte em Barrancos, com uma ajudinha do ex-presidente da República, Jorge Sampaio, amigo da tortura animal, foram cometidas ao longo de vários anos inúmeras ilegalidades sem que os prevaricadores tenham sido devidamente punidos. Uma vez mais, estiveram os poderes instalados ao serviçodo retrocesso civilizacional e da imoralidade.
Nos Açores, a situação é por demais semelhante ao que se passa a nível nacional e até internacional. Se não fossem os apoios do Governo Regional e, pasme-se, da própria Assembleia Legislativa Regional que promove touradas, das autarquias, com destaque para as Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória, as touradas de praça já tinham acabado e as de corda estariam reduzidas. Além disso, não poderá ficar esquecido o agrupamento de Estados denominado União Europeia que dizendo apoiar a agricultura ou a agropecuária hipocritamente subvenciona a criação de touros para serem torturados em espetáculos degradantes e violentos.
Deixando de lado as leis que são imorais pois, condenando os maus tratos animais, abrem exceção relativamente aos touros, se analisarmos a atuação das entidades que deviam zelar pelo cumprimento da lei, chegaremos à conclusão que a única legislaçãoque é cumprida no que se refere a touradas é a lei da selva.
Já foram denunciadas,que eu saiba, à Direção Regional da Cultura (ou melhor Direção Regional da Tortura) a realização de uma tourada em Dia de Luto Nacional e a presença de crianças com menos de seis anos em diversas touradas, na ilha Terceira. No primeiro caso a resposta foi do género: “não sabíamos que José Saramago ia morrer” e no segundo caso, até há algum tempo, o silêncio absoluto.
No caso da presença das crianças que lá estão levadas pelos familiares, embora em muitos casos chorem de medo, como já foi denunciado por quem já assistiu, as entidades fecham os olhos pois sabem que não é apenas a chamada arraia-miúda que o faz mas também pessoas que ocupam os mais altos cargos governamentais e autárquicos.
A presença da polícia muitas vezes não é para obrigar o cumprimento da lei, mas sim para garantir a segurança de espetáculos que nem cumprem o estipulado nas leis, nomeadamente em termos de licenciamento e de publicidade. Para confirmar o mencionado basta consultarem os cartazes que divulgaram as touradas à corda promovidas por comissões de festas, da Igreja Católica, da Pedreira de Nordeste, dos Aflitos ou de Santa Bárbara (Ribeira Grande). Em dois dos casos, a não indicação da proveniência dos touros (por vezes bezerros que deixaram a “fase de aleitação” há pouco tempo) poderá estar associada a uma tentativa de fuga aos impostos por parte dos seus donos.
Sabendo que o que se pretende é acabar com o desnecessário sofrimento animal, será que podemos confiar cegamente nas entidades que tudo têm feito para que as coisas continuem como estavam no início do século passado ou em alguns casos pior?
Mas, perante uma conjuntura desfavorável, os amigos dos animais não devem desistir. Devem auto-organizar-se em associações ou em grupos informais e assim combater a indústria tauromáquica, denunciando os seus negócios sujos, todas as irregularidades e rebatendo todas as inverdades que é por eles transmitida.
Só conseguiremos uma sociedade melhor para todos, animais incluídos, se formos capazes de romper o cerco de alguma comunicação social e se conseguirmos fazer chegar a mensagem da verdade à maioria da população açoriana.
Manuel Soares
http://terralivreacores.blogspot.pt/
A democracia e a justiça.
Cada um tire as suas ilações, mas só posso dizer que tenho vergonha de um país onde a Tauromáfia é mais poderosa do que uma autarquia e do que um tribunal.
Aos autarcas, deixo apenas um recado: hoje abriu-se um perigoso precedente. É que se uma susposta federação protaurina pode sobrepor-se à REN, à Câmara Municipal de Viana do Castelo e à população desta cidade, então, preparem-se porque muito pior virá por aí.
Curioso é o silêncio de Fernando Ruas, que tanto fala contra determinadas decisões contra os municípios...
Já agora, deixo outro texto que fizeram o favor de me enviar por email.
O ESTADO DEFENSOR DA IMORALIDADE TAUROMÁQUICA
A realização de uma tourada no passado dia 19 de Agosto na única cidade antitouradas de Portugal,contra a decisão da Câmara Municipal de Viana do Castelo que não a autorizou, mas que contou com a complacência de um juiz de um tribunal de Braga, levou-me a refletir sobre o assunto e a levantar algumas questões, relacionadas com a suposta imparcialidade das várias instituições no que diz respeito à elaboração e ao cumprimento das leis que eles próprios criaram.
No caso referido, não deixa de ser curioso o facto da providência cautelar da associação de torturadores de animais ter sido posta num tribunal de Braga e não do de Vianado Castelo, local onde propunha realizar a tourada. Será que o juiz de Braga era um juiz amigo?
Até serem legalizadasas touradas de morte em Barrancos, com uma ajudinha do ex-presidente da República, Jorge Sampaio, amigo da tortura animal, foram cometidas ao longo de vários anos inúmeras ilegalidades sem que os prevaricadores tenham sido devidamente punidos. Uma vez mais, estiveram os poderes instalados ao serviçodo retrocesso civilizacional e da imoralidade.
Nos Açores, a situação é por demais semelhante ao que se passa a nível nacional e até internacional. Se não fossem os apoios do Governo Regional e, pasme-se, da própria Assembleia Legislativa Regional que promove touradas, das autarquias, com destaque para as Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória, as touradas de praça já tinham acabado e as de corda estariam reduzidas. Além disso, não poderá ficar esquecido o agrupamento de Estados denominado União Europeia que dizendo apoiar a agricultura ou a agropecuária hipocritamente subvenciona a criação de touros para serem torturados em espetáculos degradantes e violentos.
Deixando de lado as leis que são imorais pois, condenando os maus tratos animais, abrem exceção relativamente aos touros, se analisarmos a atuação das entidades que deviam zelar pelo cumprimento da lei, chegaremos à conclusão que a única legislaçãoque é cumprida no que se refere a touradas é a lei da selva.
Já foram denunciadas,que eu saiba, à Direção Regional da Cultura (ou melhor Direção Regional da Tortura) a realização de uma tourada em Dia de Luto Nacional e a presença de crianças com menos de seis anos em diversas touradas, na ilha Terceira. No primeiro caso a resposta foi do género: “não sabíamos que José Saramago ia morrer” e no segundo caso, até há algum tempo, o silêncio absoluto.
No caso da presença das crianças que lá estão levadas pelos familiares, embora em muitos casos chorem de medo, como já foi denunciado por quem já assistiu, as entidades fecham os olhos pois sabem que não é apenas a chamada arraia-miúda que o faz mas também pessoas que ocupam os mais altos cargos governamentais e autárquicos.
A presença da polícia muitas vezes não é para obrigar o cumprimento da lei, mas sim para garantir a segurança de espetáculos que nem cumprem o estipulado nas leis, nomeadamente em termos de licenciamento e de publicidade. Para confirmar o mencionado basta consultarem os cartazes que divulgaram as touradas à corda promovidas por comissões de festas, da Igreja Católica, da Pedreira de Nordeste, dos Aflitos ou de Santa Bárbara (Ribeira Grande). Em dois dos casos, a não indicação da proveniência dos touros (por vezes bezerros que deixaram a “fase de aleitação” há pouco tempo) poderá estar associada a uma tentativa de fuga aos impostos por parte dos seus donos.
Sabendo que o que se pretende é acabar com o desnecessário sofrimento animal, será que podemos confiar cegamente nas entidades que tudo têm feito para que as coisas continuem como estavam no início do século passado ou em alguns casos pior?
Mas, perante uma conjuntura desfavorável, os amigos dos animais não devem desistir. Devem auto-organizar-se em associações ou em grupos informais e assim combater a indústria tauromáquica, denunciando os seus negócios sujos, todas as irregularidades e rebatendo todas as inverdades que é por eles transmitida.
Só conseguiremos uma sociedade melhor para todos, animais incluídos, se formos capazes de romper o cerco de alguma comunicação social e se conseguirmos fazer chegar a mensagem da verdade à maioria da população açoriana.
Manuel Soares
http://terralivreacores.blogspot.pt/
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