Estamos em Janeiro, e confesso que este sempre foi o mês que menos gosto do ano. Não sei porquê, mas se em Dezembro, a partir do dia 1 já toda a gente atende os telefones cantando o «Jingle Bells», em Janeiro parece que a todos se deve dinheiro.
É que daqui até ao Carnaval são muitos dias, frios, cinzentos e ainda por cima, neste 2013, carregadinhos de austeridade.
Cá para mim tenho que isto é mais um bluff que por aí anda, para que daqui a uns meses venham os tais janotas a informar que afinal fizeram um trabalho tão bem feito que as coisas não serão tão más quanto as pintaram.
Bem ao jeito da história que andaram a espalhar de que o mundo acabava em 2012, lá por causa dos Maias, e depois quando passou esse dia todos, secretamente, demos um suspiro de alívio.
Eu, pelo menos, quero acreditar nisso.
Mas estamos ainda no início deste ano, e os inícios são sempre, sempre bons. Por isso, vamos lá ver se Janeiro passa depressa para chegar o Carnaval e a malta se divertir mais um bocadinho, porque como já dizia a canção (de quem não me lembro) "porque a gente quer é telenovelas...".
Por isso, para todos os que por aqui passam, aqui ficam os meus votos para este ano de 2013, que se não for igual ao de 2012, pelo menos não seja pior.
Um blogue de uma jornalista que já viu um pouco de tudo, usado para falar de qualquer coisa.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
E chegou 2013!
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Maria do Carmo
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quarta-feira, janeiro 02, 2013
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sábado, 22 de dezembro de 2012
Feliz Natal!!
E pronto, chegou a altura para desejar a todos os que tiram um bocadinho do seu tempo para visitar este meu cantinho, um Feliz Natal, cheio de saúde e amizade, porque dinheiro já sabemos que não há.
Mas talvez esta "crise" ajude a que nos voltemos a lembrar do real sentido do Natal.
Por isso aqui ficam os meus votos e dos meus patudinhos, para que todos tenham um Natal onde reine, sobretudo, a felicidade.
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Maria do Carmo
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sábado, dezembro 22, 2012
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Love and peace
Entre hoje e o meu último post, vinte crianças morreram nos EUA.
A culpa será de um país que permite que todos tenham armas? De um país em crise? De um mundo onde a vida humana tem cada vez menos sentido?
Não sei.
So sei que vi hoje esta imagem, e não resisto a partilhá-la, porque para mim este é também o verdadeiro espírito de Natal, o respeito pelos mais frágeis.
Ainda cá volto, portanto esta ainda não é a minha mensagem de Boas Festas!
A culpa será de um país que permite que todos tenham armas? De um país em crise? De um mundo onde a vida humana tem cada vez menos sentido?
Não sei.
So sei que vi hoje esta imagem, e não resisto a partilhá-la, porque para mim este é também o verdadeiro espírito de Natal, o respeito pelos mais frágeis.
Ainda cá volto, portanto esta ainda não é a minha mensagem de Boas Festas!
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Maria do Carmo
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segunda-feira, dezembro 17, 2012
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sábado, 8 de dezembro de 2012
Feliz Natal?
Legenda: O corpo de uma criança é retirado dos escombros de uma casa em Gaza, após ataque de Israel.
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Maria do Carmo
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sábado, dezembro 08, 2012
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Servos da gleba
Já aqui o disse, que o povo português retrocedeu ao tempo da Idade Média onde, quais servos da gleba, existemos apenas para suportar a vida faustosa dos senhores do clero e da nobreza.
Estamos completamente reféns de um Estado que tudo tira e pouco dá. Ou melhor, de um Estado que só dá a alguns, sobretudo para manter lobbies cujos dividendos se vêm depois em campanhas eleitorais. Ou depois destas.
Hoje, na pausa para o café, passei os olhos pelo Correio da Manhã, onde li esta crónica de Eduardo Dâmaso, que vai totalmente de acordo com o que penso.
Já agora, nesta mesma edição, numa curta entrevista, Isabel Jonet quando questionada sobre o problema das crianças que vão com fome para a escola, tem uma resposta do género: isso é incuria e falta do tempo dos pais que não se preocupam com o facto do pequeno-almoço ser a refeição mais importante do dia. Tirem as vossas ilações.
«Agora as propinas
Por:Eduardo Dâmaso, director-adjunto
Como se não bastassem os exorbitantes poderes de que
historicamente dispõe face ao cidadão, o Governo tem vindo a alargá-los a
dívidas de portagens, de taxas moderadoras e, agora, à cobrança de propinas.
Este regresso ao tempo de um Estado ablativo, que só
confisca e cobra, é um retrocesso civilizacional.
Estamos a deixar morrer um Estado prestador por puro
preconceito ideológico.
Ou melhor, uma parte das nossas elites está a mantê-lo,
mas só nos negócios que lhe convém e com lucros garantidos por via legal.
Roubam o Estado, a partir do Estado e da lei.
Resta saber se o povo algum dia acordará...»
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Maria do Carmo
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terça-feira, dezembro 04, 2012
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Mais uma vez, Mafalda...
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Maria do Carmo
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quarta-feira, novembro 21, 2012
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Os Bifes da Jonet
A história das declarações de Isabel Jonet teve contornos de histeria, o que não admira na altura em que vivemos, onde é fácil e funciona como uma catarse, esta caça às bruxas.
Embora compreendendo o que ela quis dizer, acho que o fez da forma mais infeliz possível.
É verdade que muito do crédito que agora sufoca as familias portuguesas foi feito na base da vaidade, para comprar o LCD da moda, o último Ipod, a X-Box para o menino, etc e tal.
Por isso, concordaria totalmente com ela se a metáfora fosse nesse sentido.
Infelizmente, talvez por ser a sua área de trabalho, optou por falar em comida. E com isso colocou tudo em pé de guerra. É que numa altura em que milhares de crianças vão para a escola com fome, em que optamos por levar arroz com atum para aquecer no trabalho e iogurtes XPTO nem vê-los, vir falar em comer bifes, é no mínimo, deselegante.
E também vindo de quem tem telhados de vidro. Gostaria de saber quando foi a última vez que a senhora Jonet se dirigiu a um supermercado para fazer as compras mensais de comida. E repito, de comida.
Infelizmente, e poderei ser criticada pelo que vou dizer, mas há vários anos que me recuso a dar para o Banco Alimentar.
E explico: é que eu cá em casa já comi de lá.
Não porque precisasse, felizmente, mas simplesmente porque tinha uma vizinha, que embora casada e sem necessidades económicas, conhecia alguém que lhe dava quantidades industriais de comida: arroz, farinha, manteiga, ovos, açucar, etc e tal, e as quantidades eram tamanhas que ela tinha de distribuir pelos vizinhos.
Por outro lado, conheci há algum tempo um casal que fez voluntariado no Banco Alimentar, e que ao fim de alguns meses deixou porque viam as carrinhas arrancar com os melhores alimentos e com prazos de validade mais longos para certas «moradas certas», deixando para trás os iogurtes e outros bens já perto da fim da data de validade.
Mas isto não se passa apenas aqui, passa-se com toda a distribuição de alimentos que são atribuidos pela Segurança Social (os tais que até trazem carimbo de venda proibida) e que vão parar, mercê de certos atributos de quem os distribui a pessoas que de nada precisam, racionando-se para quem realmente precisa.
E isto ninguém me disse, estive com pessoas que me mostraram listas e dados que provam isso, mas que não quiseram dar a cara para a reportagem que planeava, com medo de perderem o pouco que já recebiam.
Perante tudo isto, recuso-me terminantemente a contribuir para tais peditórios. Já estive com associações que de pouco fazem muito, que distribuem refeições para os mais carenciados, e que não fazem peditórios nacionais, ajudando talvez muito mais gente do que com campanhas mediáticas.
Por isso também sei que não é preciso vir para a televisão apelar com saquinhos ou para arrendondar contas. E esses sim, terão sempre o meu total apoio para o que precisem.
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Maria do Carmo
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segunda-feira, novembro 12, 2012
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
O triunfo...
Ao ouvir hoje um pouco da discussão sobre o OE2012, só me consigo lembrar de George Orwell.
«Doze vozes gritavam em fúria e eram todas idênticas. Não havia agora dúvidas sobre o que estava a acontecer à cara dos porcos. Os animais que estavam lá fora olhavam dos porcos para os homens, dos homens para os porcos e novamente dos porcos para os homens; mas já não era possível dizer quem era quem.»
«Doze vozes gritavam em fúria e eram todas idênticas. Não havia agora dúvidas sobre o que estava a acontecer à cara dos porcos. Os animais que estavam lá fora olhavam dos porcos para os homens, dos homens para os porcos e novamente dos porcos para os homens; mas já não era possível dizer quem era quem.»
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Maria do Carmo
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segunda-feira, novembro 05, 2012
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Subir e descer
Muitos só quando estão a cair é que se lembram dos outros.
Se quisesse ser hipócrita e fingir-me de simpática, diria que é nessa altura que devemos mostrar que somos humanos e estender a mão.
Mas como não sou nem simpática nem hipócrita, garanto que nesse momento, serei a primeira a mandar um empurrãozinho.
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Maria do Carmo
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quarta-feira, outubro 24, 2012
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domingo, 14 de outubro de 2012
Liberdade?
O Cardeal Patriarca de Lisboa diz que as manifestações vão contra a democracia e que não resolvem nada. Esquece-se que só o ouro que está em Fátima resolveria a dívida externa e interna de Portugal.
Augusto Cid, cartoonista, diz em entrevista à revista do CM que se Sócrates voltasse amanhã, seria recebido em braços. Veja-se o resultado do PS nos Açores.
Sobre os portugueses pairam as ameaças do desemprego, a subida dos impostos, a fome...
E ainda acreditam em partidos políticos?
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Maria do Carmo
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domingo, outubro 14, 2012
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