Um blogue de uma jornalista que já viu um pouco de tudo, usado para falar de qualquer coisa.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Pequenas coisas
Tenho dias em que só me apetece agarrar no cão e fugir para longe.
Tenho dias em que nem me apetece ouvir falar ao meu lado, quanto mais responder, porque se responder, vai sair alguma coisa bem «cabeluda».
Tenho dias em que não consigo acreditar na raça humana, nas promessas que nos fazem, no que nos garantem ser verdade.
Tenho dias em que olho para a caçadeira na parede e só me apetece desatar aos tiros com os que julgam gozar com a vida dos outros.
E todos os dias chego a casa e deparo com este sorriso.
E volto a acreditar que pelo menos o mundo tem alguma coisa correcta. Estes seres que nos amam sem pedir nada em troca, sem exigir, sem recriminar, sobretudo, sem nos enganarem.
Obrigada Belchior, Bruno, Sofia, Pepita, Safira, Chiquinho e Rosita.
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
quinta-feira, junho 20, 2013
0
comentários
Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Injustiças!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
À algum tempo que não vinha aqui.
Hoje venho com raiva no coração e lágrimas nos olhos.
Porque é que a vida, o destino, o karma, deus ou deuses, são tão injustos?
Dizem os agnósticos que somos nós quem escolhe o seu destino, sem intervenções divinas.
Então uma criança escolhe morrer? Escolhe sofrer durante meses?
Hoje partiu um guerreiro, uma criança que milhares de portugueses acompanharam dia a dia na sua luta contra a leucemia.
Chamava-se, não, chama-se Rodrigo, porque ficará para sempre nos nossos corações.
No sábado partiu uma outra guerreira, esta de quatro patas, uma gatinha chamada Fénix que lutou contra o fogo para salvar os seus gatinhos. Um «animal», como muitos gostam de chamar, mas que se sacrificou pelas suas crias.
São dois casos, duas histórias, que hoje me fazem duvidar de tudo. Não sendo católica, supostamente não posso culpar um deus por tudo isto. Mas que se lixem os dogmas, hoje mando esse deus à fava. Preciso disso. Preciso de um alvo, de alguém a quem culpar pelas injustiças de uma vida, que leva assim inocentes.
Hoje também podia aqui despejar a minha raiva.
Não o faço por respeito a estes dois seres, tão diferentes mas tão iguais na sua pura inocência.
Prefiro chorar.
Hoje venho com raiva no coração e lágrimas nos olhos.
Porque é que a vida, o destino, o karma, deus ou deuses, são tão injustos?
Dizem os agnósticos que somos nós quem escolhe o seu destino, sem intervenções divinas.
Então uma criança escolhe morrer? Escolhe sofrer durante meses?
Hoje partiu um guerreiro, uma criança que milhares de portugueses acompanharam dia a dia na sua luta contra a leucemia.
Chamava-se, não, chama-se Rodrigo, porque ficará para sempre nos nossos corações.
No sábado partiu uma outra guerreira, esta de quatro patas, uma gatinha chamada Fénix que lutou contra o fogo para salvar os seus gatinhos. Um «animal», como muitos gostam de chamar, mas que se sacrificou pelas suas crias.
São dois casos, duas histórias, que hoje me fazem duvidar de tudo. Não sendo católica, supostamente não posso culpar um deus por tudo isto. Mas que se lixem os dogmas, hoje mando esse deus à fava. Preciso disso. Preciso de um alvo, de alguém a quem culpar pelas injustiças de uma vida, que leva assim inocentes.
Hoje também podia aqui despejar a minha raiva.
Não o faço por respeito a estes dois seres, tão diferentes mas tão iguais na sua pura inocência.
Prefiro chorar.
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
quarta-feira, junho 05, 2013
0
comentários
Hiperligações para esta mensagem
segunda-feira, 13 de maio de 2013
«Comércio» na revista Visão
Nem de propósito, depois de falar de Herman José ter partilhado uma notícia nossa no seu perfil do Facebook, eis que deparamos com esta página da revista Visão, com a referência à nossa capa especial sobre o 25 de Abril.
É isto que marca a diferença de um verdadeiro jornal.
É isto que marca a diferença de um verdadeiro jornal.
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
segunda-feira, maio 13, 2013
0
comentários
Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Os grandes e os poucachinhos…
Já o disse várias vezes, mas repito até à exaustão, até
porque ainda considero ter a inocência suficiente para me pasmar com a vida,
que há dias que nos espantam.
Hoje publiquei uma breve notícia no site do jornal sobre o espectáculo de Herman José no Seixal. Alguns minutos depois, tínhamos pessoas a telefonar e a enviar emails porque este grande, senão o maior nome da comédia portuguesa, tinha partilhado esta singela notícia, de um singelo jornal regional, no seu perfil do facebook.
É um motivo de orgulho? Claro! Ter esta figura tão pública a dar uns segundos do seu tempo para partilhar uma simples notícia, só nos podia deixar orgulhosas.
E também porque este simples gesto me fez lembrar depois os tais poucachinhos, como se diz no Alentejo do meu coração.
É tambem de outros que encontram um segundo da sua ocupada vida para nos enviarem um simples: obrigada ou partilharem a sua notícia que nos limitámos a divulgar ou a história de vida que nos quiseram contar.
Hoje publiquei uma breve notícia no site do jornal sobre o espectáculo de Herman José no Seixal. Alguns minutos depois, tínhamos pessoas a telefonar e a enviar emails porque este grande, senão o maior nome da comédia portuguesa, tinha partilhado esta singela notícia, de um singelo jornal regional, no seu perfil do facebook.
É um motivo de orgulho? Claro! Ter esta figura tão pública a dar uns segundos do seu tempo para partilhar uma simples notícia, só nos podia deixar orgulhosas.
E também porque este simples gesto me fez lembrar depois os tais poucachinhos, como se diz no Alentejo do meu coração.
Aqueles que até já apareceram e bastante no jornal, mas
que agora nem se lembram.
Os poucachinhos que agora se acham demasiado importantes
até para cumprimentarem quem com eles se cruzam.
Os poucachinhos que cospem no prato que já lamberam.
Felizmente, não é desses que reza a história, a história
do meu jornal nem a minha.
É de Grandes como este Senhor, Herman José com a devida
vénia. É tambem de outros que encontram um segundo da sua ocupada vida para nos enviarem um simples: obrigada ou partilharem a sua notícia que nos limitámos a divulgar ou a história de vida que nos quiseram contar.
E já agora, partilho o momento que acho mais hilariante
de sempre. E desafio qualquer pessoa a dizer o verbo «Não pirilamparás» sem se
rirem!
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
quarta-feira, maio 08, 2013
0
comentários
Hiperligações para esta mensagem
terça-feira, 7 de maio de 2013
Morrer por morrer, que seja a rir!
E porque ando um bocado «pró» preguiçosa e porque precisamos de nos rir um bocado.
O que acontece quando uma orquestra se passa.......uma delicia!
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
terça-feira, maio 07, 2013
0
comentários
Hiperligações para esta mensagem
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Cravo vermelho ao peito...
Hoje acordei com esperança.
Com esperança de sentir, neste dia de Primavera, ventos de mudança.
Com esperança que Abril recomeçasse, com esperança que Abril nascesse de novo.
São 19h00. Assim não foi.
Continua o povo a aceitar não entrar na «Casa da Democracia», onde os Senhores se acoitam e só se entra por convite.
Continuam de costas viradas à porta da «Casa do Povo», não se atrevendo a protestar ali.
Continuam a ouvir em silêncio os discursos com que os anestesiam.
Continuam com os desfiles na Avenida.
Continuam e continuarão amanhã a baixar a cabeça e a esperar que ALGUÈM os salve, que ALGUÉM faça a mudança.
Continuam a agitar cravos murchos e secos.
Continuam a deixar que outros os exibam desavergonhamente.
Os mesmos que traem e trairam o povo, que traem e trairam os valores de Abril, que sobem a pulpitos e palcos com sorrisos nos lábios, dizendo que não é culpa sua que se morra de fome.
Razão tinha José Barata Moura:
Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe
.
Não importa quem eles eram
Não importa quem eles são
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação
.
Refrão
.
E chegado o dia novo
Chegada a bendita hora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora
.
Refrão
.
E aquele adminstrador
Promovido a democrata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
.
Refrão
.
Também veio o fura greves
Lacaio dos senhores de então
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão
.
Refrão
.
E os cultores da sapiência
Intelectuais de alto nível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
quinta-feira, abril 25, 2013
0
comentários
Hiperligações para esta mensagem
terça-feira, 23 de abril de 2013
Os cravos...
1.ª questão: quem colocou ali o cravo?
2.ª questão: quando é que vão considerar estado de emergência?
3.ª questão: não se esqueçam de desligar o alarme antes de quebrar o vidro.
2.ª questão: quando é que vão considerar estado de emergência?
3.ª questão: não se esqueçam de desligar o alarme antes de quebrar o vidro.
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
terça-feira, abril 23, 2013
0
comentários
Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Ainda acreditamos na liberdade?
Estamos a dias de celebrar mais um aniversário da Revolução dos Cravos. A tal revolução que trouxe a liberdade a Portugal.
A liberdade de expressão, a liberdade de manifestação, a liberdade de reunião.
A mesma liberdade que já não temos. Mas que muitos, mesmo muitos, continuam a não querer ver.
Isto foi hoje, à porta do Hotel Ritz, em Lisboa.
Artigo 45.º
Direito de reunião e de manifestação
1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.
2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.
A liberdade de expressão, a liberdade de manifestação, a liberdade de reunião.
A mesma liberdade que já não temos. Mas que muitos, mesmo muitos, continuam a não querer ver.
Isto foi hoje, à porta do Hotel Ritz, em Lisboa.
Artigo 45.º
Direito de reunião e de manifestação
1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.
2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
quarta-feira, abril 17, 2013
0
comentários
Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, 5 de abril de 2013
E quem é que não falou deste hoje?
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
sexta-feira, abril 05, 2013
0
comentários
Hiperligações para esta mensagem
terça-feira, 19 de março de 2013
Começar de novo?
Não sou muito fã de novelas, mas lembro-me que uma das
centenas que passaram na nossa televisão tinha uma música de abertura chamada
«Começar de Novo», e que a letra era qualquer coisa como «começar de novo, vai
valer a pena». Este pode ser um bom princípio em certas ocasiões. No
entanto, parece que há quem pense que basta deixar correr as águas do tempo
para que o passado fique apagado como se por ele se passasse uma esponja. Infelizmente, ou felizmente, não é assim. E isso é ainda
mais evidente no campo da internet, onde qualquer coisinha que um dia tenhamos
postado, fica por ali para todo o sempre. No entanto também há coisas, situações e acontecimentos que
não precisam das memórias hertezianas para serem recordados. Estão gravados em nós. De tal ordem que quando as memórias ressurgem, nem é preciso
procurar muito fundo para termos à mão as recordações dos factos.
À mão ou via internet, que para estas coisas dá um jeitão enorme. Mesmo quando há quem tente apagar essas memórias, convencido que assim irá ressurgir qual virgem pura aos olhos dos incautos. Mas, como costumo dizer, eu não esqueço nem perdoo.
P.S. Um feliz dia do Pai a quem parar por aqui alguns segundos a ler o que escrevo. O meu pai já partiu há vinte anos, mas ainda guardo todos os seus ensinamentos. À mão ou via internet, que para estas coisas dá um jeitão enorme. Mesmo quando há quem tente apagar essas memórias, convencido que assim irá ressurgir qual virgem pura aos olhos dos incautos. Mas, como costumo dizer, eu não esqueço nem perdoo.
Um dos quais foi o de que «o medo é do tamanho que o fazemos».
E este pequeno dito fez-me ter, desde que me lembro, coragem para enfrentar o mundo.
Publicada por
Maria do Carmo
à(s)
terça-feira, março 19, 2013
2
comentários
Hiperligações para esta mensagem
Subscrever:
Mensagens (Atom)







