terça-feira, 30 de julho de 2013

Gatunos, criminosos, gente sem préstimo, bem vindos!!!

Sim, esses são os que Portugal (ou melhor, o sistema social português) acarinha e apoia.
Aqueles que traficam droga e armas, mas recebem o subsidio social de inserção.
Aquelas que nem alimentação dão aos filhos, mas têm todos os dias um carro a levar-lhes alimentos a casa.
Aqueles que dizem em altos gritos que ou lhes dão o subsidio ou matam todos, e depois guiam Mercedes.
Aquelas que mal chegam a Portugal engravidam ainda antes de pousar as malas.
 
Porque o que não se quer são idosos de escassas reformas que deixam de comer para comprar o medicamento que lhes permite viver mais uns dias.
O que não se quer são desempregados que por causa de má gestão dos patrões ficaram sem pão para os filhos.
O que não se quer são mães e pais que lutam todos os dias pela vida dos filhos, por um minimo de qualidade que sucessivos governos lhes tentam retirar.

Por isso deixo esta historia.
Sim, circula no Facebook, se calhar, ou melhor, a única arma que temos hoje.
É a história e o apelo de uma Mãe Coragem e por isso perseguida, porque a única coisa que quer é permitir que o filho viva.
Com dignidade.

«Exmo. Sr. José Carlos Queiroz

Venho por este meio, visto não ter outra forma de contacta-lo, responder, à notificação de comparência. Que, na minha ausência me foi deixada a informação, que implicará a cessação da prestação, junto dos serviços do Centro Distrital competente.
Agora e desculpando-me a inconveniência, pergunto-lhe, não tem por acaso conhecimento do estado de saúde do meu filho? Porque será que ele não frequenta o ensino especial obrigatório? Porque será também, que tem de ter a assistência para além da hospitalar dum fisioterapeuta ao domicílio para lhe dar assistência respiratória?
Por uma única razão, o Rafael tem 99% de incapacidade. Incapacidade essa, que não me permite dar-me ao luxo de sequer pensar em ter um emprego. Mas o Rafael está vivo e para além de ter de ser vigiado 24horas por dia tem o direito assim como qualquer cidadão de sair à rua com a sua mãe. Não sabia era que cada vez que tivesse que o fazer tivesse que notificar primeiro os serviços sociais das minhas ausências domiciliárias.
No processo deveriam estar todas estas informações. O sistema até era funcional aquando tratado directamente no Centro de Segurança Social mas agora e sem perceber porquê, os casos como o meu, foram enviados para o CRATO centro de toxicodependentes e carenciados, desculpe-me mais uma vez a ironia, mas ainda não atingi esse estatuto. Pois o CRATO nem tem respostas efectivas para nos dar nos casos de insustentabilidade por assistência a terceiros.
Estou extremamente revoltada, falaram comigo ao telefone, e ficaram de me deixar uma notificação com um aviso, com alguma antecedência para me dirigir ao núcleo.
Era isso que eu esperava, não o que fizeram de forma desleal, não podem tratar todas as pessoas da mesma forma. Se alguém engana e vive à custa do contribuinte, esse alguém não sou eu certamente. Sabe, eu gostava, muito mesmo de ter vida própria, de poder trabalhar e socializar com as outras pessoas, mas não posso, é a vida do meu filho que está em risco.
E ainda me querem tirar o pouco que recebo que é o que nos alimenta? Nem ao meu filho mais velho consigo dar-lhe o curso superior que tantas vezes lhe prometi, porque tudo para nós é insuficiente. Não acha já, que é preciso fazer uma grande gestão numa família monoparental com dois filhos a cargo, sendo um deles uma criança com paralisia cerebral grave, com 320euros de subsídio?
Continuamos a utilizar o R/C da vivenda até que nos arranjem uma casa que tenha condições logísticas ao meu filho, por parte da Câmara.
Pode vir a qualquer hora seja de dia, ou de noite, agradeço que me enviem uma forma de vos comunicar quando me ausento, visto que segunda, quarta e sexta entre as 11.30 a as 13h estou no hospital com o Rafael (o que também poderão ir verificar), e além disso a grande maioria das consultas visto ser um doente crónico grave, são em Lisboa aonde é constantemente acompanhado.
Não sendo eu nenhuma conhecedora do assunto, o Estado não pouparia mais se propusessem aos pais trabalharem nas escolas e fizessem assim parte duma sociedade activa aonde poderiam dar assistência directa aos seus filhos e cruzar conhecimentos com outras auxiliares?
Assim sim, acredito que se evitariam algumas fiscalizações desnecessárias.
Este documento será enviado também ao Ministro da Solidariedade, emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares.
O meu filho é infelizmente, um doente permanente e eu não ando a roubar o estado, pelo contrário, foi um médico que trabalha para o estado que me tirou a minha vida e a do meu filho.

Agradeço resposta.
Cumprimentos.
Cristina Capela»

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Nas Asas...


Há coisas verdadeiramente espantosas...
Diria mesmo... extraordinárias...
Tanta gente a fazer-se passar desportivamente por mais altaneira que os restantes, a voar nas Asas da honestidade, a Praticar o melhor do Milénio, a tentar mensalmente denegrir os que trabalham no mesmo ramo, e eis senão quando, numa Corrida, ficamos a saber que são ainda mais caloteiros do que os que andam a roubar carteiras no Metro...
Realmente, há gentinha que está mesmo bem uns para os outros.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Politica, politiquices e politiqueiros

Ou porque há dias que temos menos paciência, ou porque a repetição da mesma coisa nos vai cansando, o que é certo é que estou cada vez mais farta de assistir às reuniões camarárias cá do burgo.
Felizmente que só vou assistir às intervenções do público, aquilo que realmente interessa aos meus leitores, porque de outra forma acho que a determinadas alturas, ainda me dava (mais) um ataque de loucura e alguém ouviria o que não gosta.
Convido quem gasta um minuto do seu tempo a vir aqui ler os meus desabafos, a assistir a uma reunião camarária. Prometo que pelo menos se irá rir, como aconteceu às várias pessoas que ontem ali estiveram.
Por acaso, agora até têm começado relativamente perto da hora marcada, coisa que durante anos não acontecia, fazendo com que as pessoas, já de si nervosas por irem intervir num órgão daqueles, estivessem horas à espera até se reunir o quórum suficiente para a abertura da sessão.
Mas depois é o «serrar presunto» que me enerva.
E agora que se aproximam mais umas eleições autárquicas, o serrote então não pára, nas tais «discussões eleitoralistas», onde cada tema que é abordado, cada questão levantada, é tida como um ataque ao actual executivo e como um ataque é lançada.
Voam acusações de «não fazer», respondidas com «a culpa é do Governo». Se o discurso se volta para o concelho, logo vem a resposta da situação nacional, mas quando se fala de questões nacionais ou internacionais ligadas a esta ou àquela força política, voltam as atenções a focar-se nas maravilhas do concelho.
E depois é aflitiva a falta de conhecimentos concretos sobre certos assuntos.
Se uns se preparam até à exaustão, outros tocam as coisas pela rama, errando até nos dados que apresentam como verdades. Ou lançam-se acusações para o ar, que depois de respondidas ou explicadas por quem de direito, mais ou menos fundamentadas, mais convencem quem assiste que se limitam apenas a ser ditaites para constar em acta, com comparações quase estapafúrdias.  
Risos, falas por cima de quem está na posse da palavra, troca até de alguns «piropos», tudo isto faz também parte do menu.
Como seixalense irrita-me assistir a isto.
Assistir a politiquinhas mesquinhas, onde pouco ou nada é falado em concreto, onde discursos duram horas a remoer o mesmo, onde tudo o que é bom é feito por cá, e tudo o que é mau é culpa de terceiros.
E claro que bule também com os meus nervos que me tentem fazer passar por parva.
Já referi neste meu blogue que esperei nove meses para obter uma resposta da autarquia sobre de quem era a responsabilidade de pintar as passadeiras, para vir a saber que estas são da responsabilidade da Estradas de Portugal. (http://janaoseinao.blogspot.pt/2010/06/descubra-as-diferencas.html)
E depois, qual não é o meu espanto, e com que cara ficariam, quando o assunto das passadeiras é levantado por um partido da oposição e ouço que afinal sim, que existem cerca de 2000 passadeiras no concelho e que a Câmara Municipal está a intervencioná-las…
Ora se são da responsabilidade da Estradas de Portugal, não está o executivo a «fazer filhos em casa alheia», quando não há dinheiro sequer para pagar serviços prestados? Quando é que a Câmara Municipal irá reaver os valores agora dispendidos?
Ou afinal a responsabilidade das passadeiras é, e sempre foi, da autarquia?

Infelizmente quem perde com estas politiquices não é a política, mas sim os munícipes, que em vez de terem ali discutidos os assuntos que realmente interessam ao concelho, ouvindo quem pode, auxiliando quem deve, acabam por ser horas e horas de «diz que fez e não fez» ou «prometeu e não cumpriu».
Pelo meio, lá se vão votando e aprovando os pontos da acta.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pequenas coisas


Tenho dias em que só me apetece agarrar no cão e fugir para longe.
Tenho dias em que nem me apetece ouvir falar ao meu lado, quanto mais responder, porque se responder, vai sair alguma coisa bem «cabeluda».
Tenho dias em que não consigo acreditar na raça humana, nas promessas que nos fazem, no que nos garantem ser verdade.
Tenho dias em que olho para a caçadeira na parede e só me apetece desatar aos tiros com os que julgam gozar com a vida dos outros.
E todos os dias chego a casa e deparo com este sorriso.
E volto a acreditar que pelo menos o mundo tem alguma coisa correcta. Estes seres que nos amam sem pedir nada em troca, sem exigir, sem recriminar, sobretudo, sem nos enganarem.
Obrigada Belchior, Bruno, Sofia, Pepita, Safira, Chiquinho e Rosita.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Injustiças!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

À algum tempo que não vinha aqui.
Hoje venho com raiva no coração e lágrimas nos olhos.
Porque é que a vida, o destino, o karma, deus ou deuses, são tão injustos?
Dizem os agnósticos que somos nós quem escolhe o seu destino, sem intervenções divinas.
Então uma criança escolhe morrer? Escolhe sofrer durante meses?
Hoje partiu um guerreiro, uma criança que milhares de portugueses acompanharam dia a dia na sua luta contra a leucemia.
Chamava-se, não, chama-se Rodrigo, porque ficará para sempre nos nossos corações.

No sábado partiu uma outra guerreira, esta de quatro patas, uma gatinha chamada Fénix que lutou contra o fogo para salvar os seus gatinhos. Um «animal», como muitos gostam de chamar, mas que se sacrificou pelas suas crias.

São dois casos, duas histórias, que hoje me fazem duvidar de tudo. Não sendo católica, supostamente não posso culpar um deus por tudo isto. Mas que se lixem os dogmas, hoje mando esse deus à fava. Preciso disso. Preciso de um alvo, de alguém a quem culpar pelas injustiças de uma vida, que leva assim inocentes.

Hoje também podia aqui despejar a minha raiva.
Não o faço por respeito a estes dois seres, tão diferentes mas tão iguais na sua pura inocência.
Prefiro chorar.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

«Comércio» na revista Visão

Nem de propósito, depois de falar de Herman José ter partilhado uma notícia nossa no seu perfil do Facebook, eis que deparamos com esta página da revista Visão, com a referência à nossa capa especial sobre o 25 de Abril.
É isto que marca a diferença de um verdadeiro jornal.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Os grandes e os poucachinhos…

Já o disse várias vezes, mas repito até à exaustão, até porque ainda considero ter a inocência suficiente para me pasmar com a vida, que há dias que nos espantam.
Hoje publiquei uma breve notícia no site do jornal sobre o espectáculo de Herman José no Seixal. Alguns minutos depois, tínhamos pessoas a telefonar e a enviar emails porque este grande, senão o maior nome da comédia portuguesa, tinha partilhado esta singela notícia, de um singelo jornal regional, no seu perfil do facebook.
É um motivo de orgulho? Claro! Ter esta figura tão pública a dar uns segundos do seu tempo para partilhar uma simples notícia, só nos podia deixar orgulhosas.


E também porque este simples gesto me fez lembrar depois os tais poucachinhos, como se diz no Alentejo do meu coração.
Aqueles que até já apareceram e bastante no jornal, mas que agora nem se lembram.
Os poucachinhos que agora se acham demasiado importantes até para cumprimentarem quem com eles se cruzam.
Os poucachinhos que cospem no prato que já lamberam.

Felizmente, não é desses que reza a história, a história do meu jornal nem a minha.
É de Grandes como este Senhor, Herman José com a devida vénia.
É tambem de outros que encontram um segundo da sua ocupada vida para nos enviarem um simples: obrigada ou partilharem a sua notícia que nos limitámos a divulgar ou a história de vida que nos quiseram contar.

E já agora, partilho o momento que acho mais hilariante de sempre. E desafio qualquer pessoa a dizer o verbo «Não pirilamparás» sem se rirem!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Morrer por morrer, que seja a rir!

 
E porque ando um bocado «pró» preguiçosa e porque precisamos de nos rir um bocado.
O que acontece quando uma orquestra se passa.......uma delicia!
 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Cravo vermelho ao peito...



Hoje acordei com esperança.
Com esperança de sentir, neste dia de Primavera, ventos de mudança.
Com esperança que Abril recomeçasse, com esperança que Abril nascesse de novo.
São 19h00. Assim não foi.
Continua o povo a aceitar não entrar na «Casa da Democracia», onde os Senhores se acoitam e só se entra por convite.
Continuam de costas viradas à porta da «Casa do Povo», não se atrevendo a protestar ali.
Continuam a ouvir em silêncio os discursos com que os anestesiam.
Continuam com os desfiles na Avenida.
Continuam e continuarão amanhã a baixar a cabeça e a esperar que ALGUÈM os salve, que ALGUÉM faça a mudança.
Continuam a agitar cravos murchos e secos.
Continuam a deixar que outros os exibam desavergonhamente.
Os mesmos que traem e trairam o povo, que traem e trairam os valores de Abril, que sobem a pulpitos e palcos com sorrisos nos lábios, dizendo que não é culpa sua que se morra de fome.

Razão tinha José Barata Moura:

Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe
.
Não importa quem eles eram
Não importa quem eles são
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação
.
Refrão
.
E chegado o dia novo
Chegada a bendita hora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora
.
Refrão
.
E aquele adminstrador
Promovido a democrata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
.
Refrão
.

Também veio o fura greves
Lacaio dos senhores de então
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão
.
Refrão
.
E os cultores da sapiência
Intelectuais de alto nível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível

terça-feira, 23 de abril de 2013

Os cravos...

1.ª questão: quem colocou ali o cravo?
2.ª questão: quando é que vão considerar estado de emergência?
3.ª questão: não se esqueçam de desligar o alarme antes de quebrar o vidro.