sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Feliz Natal, Merry Christmas, Feliz Navidad, e afins...

E pronto, chegou outra vez aquela altura do ano em que atendemos o telefone a cantar o Jingle Bells, em que achamos que deviamos ter feito mais, falado mais, comprado mais (ahahahahahahahhah, pois sim!).
E também a altura do ano onde nos lembramos dos amigos com quem não falámos durante os últimos onze meses (graças aos deuses agora temos o facebook!!!).
A determinada altura, por questões profissionais, adorava esta época. Era a altura em que a todo o momento do dia tocava a campainha na redação para entregarem "aquela" lembrança da agência A ou X. Em que nunca sabiamos para quem era, mas que se alguém gostasse por exemplo de um prato da Paula Rego, era para ele que ia, ou uma bússola, ou até uma garrafa de Moet Chandon para abrirmos e celebrarmos todos.
Bons tempos.
Hoje, se recebemos um postal natalício via email, já é uma festa
Mas será esse o verdadeiro espírito do Natal? Ontem, o meu ex perguntava-me se eu sabia o que era o Natal.
Disse-lhe que não. Mas depois refiz o meu comentário.
Contara-me ele, nesse telefonema, que no domingo deparara com uma cadelinha podenga no meio da estrada, enfiada num saco de plástico preto, só com a cabeça e as patas da frente de fora. Passaram carros que se desviavam e ninguém parava. Ele parou. E recolheu essa cadelinha.
"Olha, agora estou a tratá-la, porque tinha o focinho ferido, e segue-me como uma sombra. Não suportei aquele olhar que ela me deitou de «ajuda-me!»."
Pois, amigo. Isso é o Natal. O podermos, com um gesto, mudar a vida. A nossa e a de quem ajudamos. Seja de duas ou de quatro patas.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

sábado, 9 de novembro de 2013

Do Avesso e do Direito

Do Avesso e do Direito – O Relacionamento entre o cliente e as operadoras de telemóveis
Pedro Proença aborda as questões contratuais e casos concretos de dificuldade de relacionamento entre cliente e fornecedor de serviços de comunicações móveis.

Ora bem, para quem não teve oportunidade de ver a transmissão do programa «Do Avesso e do Direito» no canal Televisão Lisboa, onde esteve presente aqui a «amiga», aqui fica o link.
Pese embora a vaidade de ter estado num estúdio televisivo (sim, embora seja jornalista, nunca tinha feito nada semelhante), o importante deste programa é terem em atenção a relação e as fraudes que as empresas de telecomunicações fazem.
E escusam de pensar que a ANACOM faz alguma coisa, porque esse verbo de encher, além de levar meses para dar uma resposta, limita-se a dizer para irmos a tribunal ou a Julgado de Paz.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

De Margaridas e de Cravos...


Vim agora a este meu cantinho e até fiquei chocada comigo mesma... mais de um mês se colocar aqui as minhas ideias, opiniões e sugestões, que valem o que valem.
Pois é, um mezinho e picos, onde se não faltou temas para debastar, faltou o tempo. Um tempo repartido entre o jornal, o ginásio, o cão e os gatos... e até uma entrevista no programa «Do Avesso e do Direito» na Televisão Lisboa (quem não viu ontem, poderá em breve ver o video).
Como dizia, um mezito onde não faltaram temas.
Sobretudo vindos "de cima", dos tais senhores que se arrastam penosamente todos os dias nas cadeiras da Assembleia da República (excepto às sextas-feiras) e que se desunham para tornar este jardim à beira mar plantado, um bocadito melhor para todos os que por aqui pululam... basta ver a preocupação que tiveram uns técnicos, durante sete, repito, sete anos, para surgirem gloriosamente com um projecto-lei-ameaça-plano para os animais... infelizmente, e digam lá se estes indivíduos não são mesmo uns mártires dignos da nossa mais extensa pena, tanto trabalho para depois a senhora ministra Cristas dizer que «não gastou um minuto do seu tempo a olhar para aquilo».
Ora abóbora!!!! Então... então andaram os «homes» a trabalhar sete anos arduamente para nada?!?!!?
Depois, entrementes, veio o ministro da Educação, Nuno Crato a dizer que «os portugueses de teriam de trabalhar mais de um ano sem comer para pagar a dívida»...
Completamente de acordo!! Isto porque os portugueses já pouco comem, porque não têm dinheiro. E como o exemplo tem de vir de cima, então será a altura perfeita para fecharem os restaurantes da Assembleia da República e do presidente da República, primeiro-ministro e vice-primeiro ministro, bem como a restante CIA, começarem a deixar de comer.
Acho que iriam achar um exercício muito interessante...
E agora, mais recentemente, vem uma... "senhora escritora" (acho que ela se auto-apelida assim), a dizer que, enfim, está triste pelos protestos dos portugueses, acha que os mesmos (dos quais, como "senhora" que é, não faz parte), têm falta de inteligência, e por isso mesmo sente repulsa deles...
Sinceramente, com gentinha desta, não vale a pena gastar o meu latim. Já outros o fizeram e melhor do que eu.
Como o Bruno Nogueira. Com quem concordo em absoluto.
Mas o que esta "senhora" disse publicamente, é o pensamento de alguns Dons e Donas deste paízinho... os Dons e Donas que ainda se podem sentar e comer carne e peixe a todas as refeições. Que não se preocupam com o início, meio ou fim do mês. Que podem passear-se nos seus carrinhos de alta cilindrada enquanto não vão passar os fins-de-semana ao estrangeiro.
Os tais que não fazem parte dos "Portugueses". Os Dons e Donas a quem repugnam ainda os "Portugueses" que acreditaram num Abril de Cravos. Num Abril Novo.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Comentários


Uma pessoa amiga alertou-me para o facto de ter colocado um comentário num texto meu e eu não o ter publicado. Devo dizer que não vejo o dito comentário em lado nenhum nesta coisa do Blogger.
Se por acaso alguém colocou comentários e não os viu publicados, as minhas desculpas. Enviem para mariadocarmo.torres@gmail.com.
Estas coisas das novas tecnologias...

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Eleições e abstenções



Passou-se mais uma eleição e outra vez, seja pela chuva, seja porque as pessoas estão completamente fartas da política e dos que supostamente a representam, o grande vencedor foi a abstenção.
Como aliás o tem sido nos últimos anos.
Temos alternativas? Sim, e isso foi também demonstrado pelos resultados obtidos pelos movimentos de cidadãos independentes. É costume dizer-se que o voto deve ser para a pessoa e não para o partido.
Mas isso é apenas conversa porque ninguém vota apenas na pessoa. Vota num ideal que essa pessoa, na maior parte dos casos, encabeça. Se calhar, a única votação onde realmente a escolha é feita pela pessoa, será nas Juntas de Freguesia, mercê da proximidade que o político aí tem com a população.
Ou seja, se eu for amiga de um candidato, mas a sua ideologia política for contra a minha, é óbvio que não voto nele (pese embora que se não me quiser chatear, ou procurar um tacho, se calhar até lhe digo que votei).
Se calhar, estou a precipitar-me com estas declarações, porque afinal, as pessoas votam nas pessoas. Até nas que não podem concorrer porque estão presas, mas que apresentam quem as represente legalmente. Creio que será caso único no mundo, mas nestas coisas do desenrasca, o português ainda bate aos pontos.
Mas há mais partidos do que os já muito batidos, e isso também se reflectiu nestas eleições, porque partidos como o PAN, que sem os meios que os outros têm e a máquina eleitoralista bem paga, conseguiu obter relativos bons resultados.
Prova que é possível votar numa ideologia diferente.
E depois há os que acham que, de quatro em quatro anos, bastam umas festinhas nas costas e uns apertos de mão e conquistaram o eleitorado.
Ou os que acham que com meia dúzia de truques de magia, ostentando duas caras tipo feijão-frade, conseguem sair bem de uma fotografia muito borrada.
E depois chegam os resultados. E as desculpas ou as canções de vitória, que curiosamente são feitas quer percam ou ganhem, porque para os políticos, o copo está sempre meio cheio, e décimas ganhas são conquistas alexandrinas.
Mas mesmo assim há os calimeros, os que culpam os partidos, as escolhas, a chuva e este ano até a comunicação social.
O problema é que muita gente lambe malaguetas pensando que são rebuçados e depois queima a língua.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Quem vê caras não vê corações

Hoje foi um dia um bocado estranho, em que vi o melhor e o pior das pessoas.

Ao fazer a entrega do jornal, fui abordada por um senhor cigano, fiquei logo desconfiada, mas ele muito atrapalhado lá me foi dizendo se eu lhe podia dar uma boleia até à bomba de gasolina mais próxima porque tinha ficado sem combustível.

Claro que o levei, e como isso me acontece com frequência, estou preparada com "equipamento pesado", voltámos e lá pôs a gasolina no carro.
Ao chegarmos à bomba, onde pagou três euros de gasolina, ainda me disse se eu queria meter um ou dois euros no meu carro, o que recusei.

"Que Deus a abençôe!!!!", foi repetindo e a esposa, já com o carro em andamento. Ainda me disse o nome, onde morava e se eu precisasse de alguma coisa "ou de uma roupinha para pagar quando pudesse", para ir ter com ele.

Cerca de uma hora depois, no Barreiro, um individuo de idade, bem apessoado, dirigiu-se a mim e pediu-me para lhe comprar uma dose de comida.

Como ali não havia nenhum restaurante, disse-lhe que só lhe podia dar algum dinheiro.
Insistia que uma dose custava 4 euros e eu lhe podia dar 5 euros.
Disse-lhe que não, que só lhe dava 2 euros, que era o que tinha. Agarrou no dinheiro e virando costas disse: "O que é que eu faço com 2 euros?".
Claro que foi acompanhado por umas frases menos simpáticas da minha parte...

Realmente, quem vê caras não vê corações...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Acordar Abril


As férias passadas, a praia já quase como uma recordação, é altura para voltar ao tempo real.
É altura para olharmos para o que nos rodeia e à porcaria que nos estão a fazer. Sem fazer mais comentários sobre o desgoverno e a falta de democracia que enfrentamos, deixo aqui um texto que hoje transcrevia para a nossa rúbrica «Crónicas de Guerra», e que nos lembra a importância de voltar a fazer um 25 de Abril.
«2 horas da tarde. Estou no quarto a escrever estas linhas. De entre as cartas recebidas sobressai a carta da Lucília, escrita propositadamente para me descrever os últimos acontecimentos e cuja primeira página era isto: «Caro Amigo Marquês. Não podia nem queira deixar passar nem mais um dia sem te dizer os meus cordiais parabéns por nesta altura de vitória e liberdade que o país atravessa, envergares uma farda verde.
Farda essa que foi símbolo da morte e da discórdia, é hoje finalmente o símbolo da vitória, da liberdade e do fim do fascismo.
Os bravos soldados portugueses que viram a sua farda desacreditada e que aliás tinham vergonha de a envergar, hoje mostram-na vaidosos e vitoriosos.
Lamento, Marquês, não poderes viver connosco na metrópole estas horas de alegria e liberdade, ainda hoje me parece tudo isto um sonho e estou convencida que a grande maioria das pessoas está ainda com medo de despertar e encontrar uma realidade já passada.
Como me dá prazer sair à rua e, no Rossio, onde era hábito encontrar-se os polícias quando o povo pretendia fazer uma manifestação, encontrar agora dois ou três carros de assalto, dois «jeeps» da tropa e uma infinidade de tropas de farda verde ou azul, ornamentada com um cravo vermelho.
No cano das suas armas, (instrumento que muitos odiaram), encontra-se igualmente um cravo vermelho, como que a dizer-nos que aquele foi o instrumento que nos restitui a Primavera.
Custa realmente acreditar que tudo isto não seja um sonho.»
Infelizmente foi mesmo um sonho. Um sonho que por culpa de todos nós, nestes anos de "democracia", deixámos destruir. Agora procuramos novamente os «soldados de farda verde ou azul, com cravos vermelhos nos canos das armas», mas estes já não existem.
Esfumaram-se como tudo o que acontece nos sonhos.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Lacaios fardados!!!!



A revolta que tenho hoje contra isto, extravasa qualquer noção de politicamente correcto.
Ver uma decisão de uma Câmara Municipal eleita democraticamente e nunca rebatida pela população, ser pura e simplesmente desrespeitada por um grupelho da Protoiro, através de um tribunal de Braga muito bem pago, é de bradar aos céus, mas nada de espantar, num país onde a Justiça só serve quem lhe interessa.

Mas ver uma força policial, que supostamente serve para defender os cidadãos EM TODOS OS SEUS DIREITOS agir como meros lacaios fardados de um lobbie taurino, ultrapassa tudo e diz também tudo sobre o país e a corja à qual estamos entregues.
E aqui, os meus parabéns à SIC, que além de não transmitir touradas, não teve medo de publicar a ameaça do lacaio fardado.

http://videos.sapo.pt/WzISf3WeJRHv1rEPEntw

Não estive lá, não tenho meios para gastar em gasolina, mas estive em coração. E por isso deixo o relato de Rita Silva sobre A VERGONHA QUE SE PASSOU EM VIANA DO CASTELO.

«Relato de uma Testemunha - para o que e para quem possa servir

Quando comecei a trabalhar na ANIMAL, há 10 anos atrás, fi-lo não só porque havia decidido dedicar a minha vida à Causa mas também porque me identifiquei sempre com os princípios desta Organização. Um destes princípios era o da não-violência. Defendo que devemos ser activos e nunca passivos, mas pacíficos, quando estamos em defesa de... interesses e direitos fundamentais de quem não se pode defender a si próprio. Dos grandes movimentos sociais - sendo que o Movimento de Defesa dos Direitos dos Animais é o 3.º grande movimento social da História - este é aquele em que se defendem indivíduos não-humanos, e, por essa razão, é ainda mais passível de ser atacado, pois, em geral, enquanto humanos, sentimo-nos menos empáticos para com os de uma espécie diferente da nossa. Desde que me juntei a esta casa que já tive a minha integridade física posta em causa inúmeras vezes, bens materiais destruídos, já para não mencionar as ameaças diárias que recebo. Contudo, este foi um efeito secundário que aceitei quando aqui cheguei porque sabia que fazia parte do trabalho e da decisão que havia tomado. Escolhemos o comportamento, escolhemos as consequências, não é verdade? Não me queixo e nem me admiro de que gente que ganha a vida e/ou que retira prazer em explorar, torturar e matar animais sencientes use de todas as formas de violência possíveis para tentar combater quem se opõe a esse comportamento. Nos tempos idos (confesso que já não sou do tempo em que os manifestantes apanhavam pancada da polícia mas tenho muitos colegas a quem isso sucedeu) as forças da segurança não compreendiam bem nem estavam acostumadas a este tipo de contestação social, de modo que por vezes algumas manifestações terminavam em detenções e até mesmo em alguma forma de violência, quer de um lado, quer de outro, diga-se em boa verdade. Era tudo muito novo por cá e a revolta por vezes gerava comportamentos menos próprios e que, infelizmente, levavam a que o lado da razão a perdesse. Em todo o caso, estes episódios foram excepções à regra, e conforme referi, foram num passado longínquo.

Pela parte da ANIMAL, salvo algumas excepções em que se encontram agentes policiais menos preparados ou menos educados (como em qualquer área), só posso dizer que a nossa experiência é bastante positiva. Pedimos presença policial em todas as manifestações, não só porque é um direito que temos, mas também porque já “não estamos para” ser agredidos por aqueles que defendem as infames actividades contra as quais nos opomos. Tratamos toda a gente com dignidade e respeito, conhecemos os nossos deveres enquanto cidadãos e Organização, mas também conhecemos muito bem os nossos direitos constitucionais.

Posto isto, e porque esta introdução já vai longa e não pretendo maçar-vos, gostava de vos falar acerca da vergonha que ontem sucedeu em Viana do Castelo. O que eu vi ontem - ninguém me contou, eu vi - foi um conjunto de atentados aos direitos, liberdades e garantias de qualquer cidadão ou grupo de cidadãos. Depois de ter sido salva por um repórter de imagem da SIC de ficar sem uma perna - a quem aproveito para agradecer publicamente -, o que sucedeu devido ao facto de um aficionado me ter tentado atropelar a alta velocidade, pedi ao agente mais próximo de mim que o identificasse de imediato e a resposta (novidade para mim) que recebi foi que não lhe dissesse como fazer o trabalho dele e me calasse. Portanto, temos uma cidadã que quer apresentar uma queixa imediata contra um atentado à sua integridade física que é mandada calar por um agente que a deveria proteger. Mais tarde, e no meio de uma grande confusão em que nitidamente os agentes não faziam a mínima ideia de como organizar ou controlar uma manifestação (pensámos que a formação fosse igual para todos) percebemos que metade dos nossos colegas estavam retidos do lado contrário ao nosso, juntamente com os organizadores, impedidos de virem para o local da manifestação e rodeados de agentes do corpo de intervenção que empunhavam armas semi-automáticas! Isso mesmo! Enquanto um grupo de pessoas com um grave distúrbio se divertia a seviciar bovinos, humanos pacíficos tinham armas de fogo à sua volta, como se de terroristas se tratassem! Bem, depois de tudo isto só posso dizer-vos que foi o caos completo. Fomos empurrados de um lado para o outro, maltratados, fomos enfiados num canto ridículo a uma distância imensa de onde sucedia a tourada (e sim, eu sei o que é uma distância razoável para manter a segurança, e não foi o caso, pois estes agentes só criaram insegurança e não segurança). Foram eles que criaram TODA a insegurança!

Já atrás das grades, enquanto tentava denunciar o que se estava a passar, fotografando e filmando vários horrores que ia ouvindo da boca dos agentes do corpo de intervenção, que notoriamente pareciam estar a retirar algum sádico prazer no que estavam a dizer e a fazer, um rapaz que estava ao meu lado direito, EM SILÊNCIO, leva um murro na boca e fica sem um dente. Esse murro veio da mão de um desses agentes! O pobre rapaz tremia por todo o lado enquanto sangrava da boca e os jornalistas começaram a aproximar-se de nós para ver o que se passava e retirar imagens. Foi nesse momento, em que enquanto estava a ser entrevistada para a SIC, esse mesmo agente agarra num outro operador de camera - que também estava a gravar - pelos ombros e literalmente o atira para o outro lado da rua. O seu comentário seguinte foi “vê lá o que é que publicas”.

Senti a minha integridade posta em causa bem como a dos meus colegas, vi uma garota ser arrastada pelo pescoço – qual filme de acção de 5.ª categoria – por um agente do corpo de intervenção. Uma garota que simplesmente estava a exercer o seu direito à resistência. Um dos meus colegas estava junto a uma rapariga que pediu a identificação a um agente depois de ele ter insultado a sua mãe, também ali presente, e a resposta que recebeu foi “para quê? Para me ligares logo à noite?”

Foi isto, meus amigos, foi isto que sucedeu ontem em Viana. Foi um caso de repressão policial a este Movimento que é de paz! Garanto-vos que tudo farei para que se faça correr tinta fora de Portugal para que se saiba a que ponto chegámos neste país. Sim, porque o que ontem se passou é um sintoma grave de um Estado de Direito DOENTE.

Hoje mesmo seguiu uma carta para cada um dos líderes dos Grupos Parlamentares, bem como para o Senhor Primeiro Ministro e para o Senhor Ministro da Administração Interna.

Ontem à noite a equipa da ANIMAL esteve na PSP de Viana do Castelo apresentando queixas formais acerca de tudo isto. Temos provas documentais e testemunhais e repito que “não brincamos em serviço”. Para nós esta Causa é tão séria quanto a nossa própria vida e não vamos permitir que direitos fundamentais sejam postos em causa. Peço encarecidamente a todas as pessoas que estiveram ontem presentes para que se desloquem também à Esquadra e não deixem de apresentar queixa. É muito importante que façamos valer os nossos direitos. Não desistam! Por vós e pelos animais que defendem!

Para terminar gostava de deixar também uma nota quanto ao facto de Viana do Castelo ser ou não uma cidade anti-touradas, que é! Não daremos um minuto de descanso a esses senhores dessas associações tauromáquicas, que cheios de dinheiro alugam avionetas, publicidade de dezenas de milhares de euros, e contratam seguranças privados com cães treinados para atacar (além da PSP ainda contámos com mais esta pérola) e garantimo-vos que as touradas (como eles bem sabem) têm os diazinhos contados. A ética vence sempre! Não temos dúvidas de que muitos dos comportamentos violentos de ontem foram encomendados, e não temos medo de o dizer. O dinheiro não compra tudo. A nossa consciência não está à venda e não somos reles ao ponto de entrar em ataques pessoais para fazer valer a nossa posição.

Coloco a ANIMAL à disposição de quem precise de testemunhas. Estejam à vontade para nos contactar.

Rita Silva
Activista pelos Direitos dos animais
Presidente da Direcção da ANIMAL»

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"nenhum homem pode domar a língua"



Tiago 3:8:  “... nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.”


Para quem me conhece, uma ateia convicta, pode parecer estranho uma citação bíblica neste meu blogue.
No entanto, por não acreditar na figura do Deus cristão (ou outros, já agora), não significa que não tenha lido informação sobre o assunto.

E há frases e ditos que nos tocam e que, a determinadas alturas ou situações das nossas vidas, nos vêm à cabeça. Foi o caso ontem.
E realmente, ao Homem/Mulher é mesmo difícil «domar a língua».
Estou habituada a ouvir as chamadas «bocas» devido ao meu peso, desde que me lembro.
Estou também habituada a ouvir as tais «bocas» devido às minhas tatuagens.
E também já ouvi ditaches juntando ambas...

Mas ouvir uma mulher, com idade para ser minha avó, muitissimo preocupada pelo meu bronze, é dose.
E é que a "senhora" não demonstrou preocupação pela minha saúde, antes redargiu em voz serpentina:

«Vejam só, tão queimada, não deve fazer mais nada senão estar ao Sol.»

Realmente, razão tinha Tiago, a língua de certa gentinha é mesmo um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.