Já aqui falei mais do que uma vez da Internet e do seu poder, indiscutível. Tanto serve para os cobardes se sentirem homens, como para ajudar quem mais precisa.
Um exemplo disso são as ondas de solidariedade que todos os dias se vêm quer seja com pessoas quer seja com animais, e eu estou em especial ligada a estes.
Digam o que disserem, é aos patudinhos que devo quase todo o meu amor.
E hoje é o exemplo máximo disso.Um exemplo disso são as ondas de solidariedade que todos os dias se vêm quer seja com pessoas quer seja com animais, e eu estou em especial ligada a estes.
Digam o que disserem, é aos patudinhos que devo quase todo o meu amor.
No facebook faço parte de um grupo, os Donos dos Peludinhos no Petnet, o que começou por ser um site de donos de peludinhos e hoje é uma enorme comunidade. E como comunidade que somos, vivemos as alegrias e as tristezas de uns e de outros.
Nestes últimos dias temos todos acompanhado o caso da Juju, uma gatinha cuja dona faleceu à algum tempo atrás e que foi recolhida com uma irmã por outra senhora, que já tinha vários gatos, mas que arranjou espaço para mais estas duas meninas.
E o que temos acompanhado é o facto de a Juju estar doente.
Começou por vomitar, miar com dores, até que o veterinário chegou à conclusão mais benévola para a Juju, e marcou para hoje às 16h00 a sua partida.
O movimento de pessoas que esteve nesse momento online, e as outras que aos poucos vão chegando e deixando as suas mensagens aos donos, é algo absolutamente incrível.
E isto quererá dizer alguma coisa.
Por mim, posso dizer que já chorei hoje bastante, tudo por uma gata que nunca vi senão em foto, por uns donos que não conheço, mas com os quais me identifico pela dor da perda e da decisão que, felizmente até hoje, nunca tive de tomar.
Podem chamar-me o que quiserem, mas eu vou continuar a questionar: qual de vós que lê este post com um esgar de escárnio tem alguém que vos ame incondicionalmente em casa, que vos espere todos os dias com ansiedade, que vos recebe com manifestações de alegria, que se aconchega a vós quando estão tristes, tentando consolar-vos com um simples olhar?
Eu tenho. Chamam-se Belchior, Rita, Bruno e Sofia.








