segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Talheres, colheres e tachos

Bem, este quase que poderia ser um texto sobre alguns tachos que agora vieram a lume do Governo actual, mas não, é de outro tipo de cutelaria que aqui vou falar.

Um grande amigo meu disse-me um dia que adorava colheres de chá antigas. Como adoro andar à busca de velharias e antiguidades, eis a razão perfeita para começar a vasculhar e a comprar colheres para a colecção deste meu amigo.

No Natal lá foi a dita prenda numa bonita caixinha, mas achei que aquilo assim a seco era pouco e vá de usar as ferramentas da Internet para fazer umas pesquisas sobre os fabricantes das ditas colheres.

Espanto! Não é que existe um mundo lá fora de pessoas interessadas, de foruns, sites, informação, etc e tal sobre o assunto?
Fiquei estarrecida! Desde as marcas usadas, a história por detrás destas, a possibilidade de saber o ano de fabrico, as mais cobiçadas, os materiais, etc.

Só sei que a última que comprei ontem na feira de Velharias do Pinhal Novo (recomendo, preços muito em conta e coisas muito giras, até uma cassete com a voz de Álvaro Cunhal a falar do cante alentejano, uma palestra à qual já assisti aqui no Seixal), e que custou apenas 50 centimos, tem uma história enorme por detrás.

Além da liga em que é feita, alpaca, o fabricante alemão está ligado ao regime de Hitler, tendo sido o fornecedor de toda a cutelaria para os SS.

Fantástico, o que se pode descobrir numa simples colher de chá.

3 comentários:

Marlene Pires disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marlene Pires disse...

Tenho de ir dar uma espreitadela a essa feira :) Se esse fabricante fornecia as SS, então o material devia ser bom. Quanto à cassete com a voz do Álvaro Cunhal, a malta do PCP ainda não deve ter conhecimento senão já tinha saído no boletim (da propaganda) municipal e quiçá fazer cópias para vender na festa do avante.
(o comentário anterior foi removido por mim por conter uma gafe)

Cumprimentos Carmo

Carmo Torres disse...

hehehe, essa tá boa, Marlene.
Por acaso não comprei a cassete (50 cêntimos) por uma distracção, mas vou ver se a compro. São sempre bons os recuerdos...
Piadas à parte, acho que se o Grande Álvaro Cunhal cá viesse de novo, ainda teria força para pregar uns quantos estalos em alguns meninos que aí andam a dizer-se de comunistas.