sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O raio do choco


Normalmente pensamos que certas coisas só acontecem com os outros.
Os acidentes, os despedimentos, as sacanices, as doenças, ou até ganhar o euromilhões (bem, esse acontece mesmo sempre só com os outros, em especial se eu nunca joguei).
Mas pensar que um simples e à partida inofensivo choco (aparentemente ainda mais inofensivo porque vinha em forma de feijoada) podia fazer tanto mal, é mesmo uma surpresa que não esperava nestes meus quase quarenta anos de validade.
O que é verdade é que uma refeição do dito animaleco valeu-me uma reacção alérgica como nunca tive memória. E pelos vistos não só eu, porque quando fui ao Posto Médico do Seixal, até chamaram a enfermeira-chefe para ver aquilo que, em palavras da enfermeira, "parecia uma pessoa queimada com água a ferver".
Duas doses de Antarax por via intravenosa depois, parecia que nada tinha acontecido.
Mas que agora vou ficar uns tempos afastada deste tentacular amigo, isso é garantido.
É que se uma injecção de Antarax doi bastante, duas doem muito mais.

Post Scritpum: Uma nota para o atendimento no Centro de Saúde. Se há uns meses atrás eram horas apenas para passar pelo guichet de entrada, mercê das conversas paralelas e que nada (ou demasiado) tinham a ver com o serviço ali prestado, agora a diferença é abismal. Cerca de quinze minutos até ser atendida na recepção desde que tirei a senha (claramente não por culpa das funcionárias, mas porque certas pessoas continuam a achar que ali é o melhor local para contarem as suas vidas pessoais), e ainda menos tempo depois, eis que estava no Gabinete da médica de serviço às urgências e fui rapidamente medicada. Parece que nem tudo vai mal nos serviços públicos. Ou pelo menos, alguns têm mesmo tendência a melhorar, mercê de algumas das tais avaliações tão contestadas.

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