quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hipocrisia

Já falei várias vezes sobre a hipocrisia de algumas pessoas que por aí rastejam mas hoje, bem, hoje, terei de falar da minha própria hipocrisia.
É verdade, também tenho momentos desses.
Vem isto a propósito de uma reacção que tive e que me espantou.
Fui como normalmente tomar o pequeno-almoço um destes dias à pastelaria Açucena, aqui no Seixal, e distraidamente pus-me a olhar para os bonecos que têm nas montras, para ocasiões de casamentos e baptizados. E um casalinho destes chamou-se a atenção por estarem os dois de smoking. 
Quando olhei melhor, vi que era um casal de homens e ao lado estavam duas bonequinhas de cor-de-rosa em posições apaixonadas.
Fiquei chocada! O quê?! Bonecos homossexuais?!
É verdade. 
Eu que sempre defendi o casamento entre homossexuais (não que tenha interesse próprio, apenas o faço como sempre também defendi o direito de todos à sua religião, não acreditando sequer em Deus), fiquei chocada com uns bonequinhos.
Passados minutos, dei-me conta da minha própria hipocrisia.
Afinal, por vezes a nossa mente não é tão liberal quanto pensamos e séculos de preconceitos ainda se fazem sentir. Mesmo que seja apenas em relação a dois bonequinhos do mesmo sexo.

2 comentários:

Susana disse...

Também me tenho em conta como sendo uma pessoa tolerante e de mente aberta, mas o que lhe aconteceu ao olhar para os bonequinhos do bolo, também me atingiu quando um dia me ‘obriguei’ a pensar sobre o seguinte: E se a minha filha ou os meus filhos me comunicassem que eram homossexuais? De facto, com os outros não tenho problemas, mas se fosse na minha família? Qual seria o meu grau de aceitação? Ainda agora, que estou a escrever sobre o assunto me custa… mas penso se esta hipotética situação se vier a concretizar, já não me tirará completamente o tapete, pois já refleti sobre ela e como mãe só me resta o verdadeiro amor incondicional.

Maria do Carmo disse...

É verdade... Parece que somos muito liberais quando aos outros diz respeito mas quando nos calha a nós... Mas claro que um coração de mãe tudo vence!