terça-feira, 10 de agosto de 2010

As duas faces do Facebook

Como em tudo na vida, há sempre duas formas de encarar as coisas ou dois modos de as mesmas nos afectarem. Hoje falo do Facebook.

Face negativa:
Há alguns dias, a CNN apresentou uma reportagem bastante interessante sobre a rede social o Facebook.
Uma senhora escreveu na sua página que numa determinada noite iria assistir a um espectáculo musical. Nessa mesma noite foi assaltada. No entanto, como tinha câmaras de vigilância em casa, conseguiu filmar os assaltantes, e ao ver as imagens, coloco-as no seu facebook. Dias depois, uma pessoa da sua rede identificou o assaltante. Era um dos membros da sua rede, que ela adicionara por ter sido um colega de escola quinze anos antes, mas com o qual não mantinha contacto.
Os especialistas avisaram então as pessoas para evitar ao máximo adicionar pessoas que não conhecem e/ou colocar este tipo de informação de ausência de casa ou de férias na sua rede.
É que podemos saber quem são os nossos amigos, mas não sabemos quem são os amigos dos amigos...

Face positiva:
Um excelente exemplo de como as redes sociais podem aproximar os políticos e autarcas da população.
António Matos, vereador da Câmara Municipal de Almada eleito pela CDU, e que já ocupou o cargo de vice-presidente daquela autarquia, mantém a sua página do Facebook em constante actualização, quer com as actividades que desenvolve, quer até em conversas com os munícipes.
Já falei aqui de uma conversa que mantive com o vereador sobre a falta de estacionamento do Hospital Garcia de Orta, com uma resposta imediata à minha questão e uma explicação para o que se passava.
Isto sim, é uma forma aberta de lidar com os munícipes, e mais importante que tudo, com os eleitores que elegeram estes autarcas na convicção de que farão o melhor pela área onde residem.
Em vez de se esconder atrás de gabinetes e assessores, ou de usar a página apenas para se auto-promover, António Matos dá a conhecer de forma directa as suas actividades e da autarquia que representa, apresenta propostas e realiza discussões e debates que muito podem ajudar à gestão camarária. E mesmo assim não deixa de deixar, especialmente, boas opções de música.
Se em vez de brincarem às vedetas ou ao Farmville todos fizessem o mesmo...

7 comentários:

António Cardoso disse...

Em directo, acompanhem o seu nascimento...

www.ViverPinhaldoGeneral.blogspot.com

Divirtam-se...
D+ Pelo Pinhal do General!

António Cardoso

carlos mata disse...

e ja agora qual a proposta para a resolução do problema?
e podia tb perguntar pq motivo o metro de almada nao tem uma paragem no hospital, muito mais util que o parque de estacionamento.

Maria do Carmo disse...

Caro António Cardoso, obrigado, já adicionei aos favoritos.

Caro Carlos Mata, obrigado também pelo comentário.
Na altura, o vereador explicou que existe a proposta de um parque de estacionamento dissuasor com transportes alternativos para o Hospital, mas que a nova direcção do Hospital não avança com este projecto.
Quanto ao MTS, irei perguntar se tiver oportunidade.
Mas como automobilista ferrenha que sou, confesso que não uso esse meio, até pela pouca oferta que o mesmo dá, por exemplo não chegar ao Hospital, como refere.
De qualquer das formas, e em minha defesa, se utiliza-se o MST para ir ao Hospital, como moradora na Arrentela, teria de deixar o carro algures em Corroios, onde se inicia o seu percurso ou pagar dois transportes (autocarro e MST).

carlos mata disse...

maria do carmo vejo com dificuldade que o problema da acessibilidade ao hospital se deva a mudança da direçao do mesmo. esse argumento é facil para vereadores e/ou politicos... no hospital todos desejamos melhores acessos dos transportes publicos e ninguem entende nao ter existido vontade de prolongar o metro ate lá. os autocarros da estaçao do pragal ate ao hospital também sao muito demorados e nao sao soluçao.
eu moro em lisboa e provavelmente tambem nao iria utilizar o metro pq vou mais rapido de carro do que mudar metro>entrecampos>comboio>pragal, mas a existencia de mais alternativas em transportes publicos ia diminuir outras pessoas residentes na zona e para o qual o hospital foi destinado trazerem o seu proprio automovel. penso tambem nos outros que tem direito a nao ter carro e ter acesso ao hospital.

Maria do Carmo disse...

Completamente de acordo, caro Carlos Mata.
E a falta de transportes vê-se também pelo número de pessoas que num dia de consultas andam ali a deambular por um lugar e a confusão que se gera.
Além disso, aquela subida não ajuda em nada os utentes, porque muitos são idosos e sem carro que não têm outra opção.
Antigamente, um mini-bus dos TST subia até lá acima, mas acho que até isso acabou.
Foi um erro crasso criar uma infra-estrutura como o MST, supostamente para aliviar o tráfego em Almada, e que não acede aos locais mais importantes (sim, porque não também ao Cristo-Rei?), limitando-se a cortar, de forma absurda, o tráfego no centro da cidade.
Almada é uma cidade que conheço muito bem, por questões familiares e profissionais e desgosta-me o que se passa agora na sua área central em nome de um transporte incompleto.
E para isso ainda ninguém deu uma boa explicação.

carlos mata disse...

ora prontoS. estamos de acordo acerca do percepcionamento do lugar ;)
...mas e agora como pode ser positivo o perfil do vereador no facebook para a resoluçao destas questoes em concreto?
o simples facto de existir o perfil on-line pode ser pouco frequente entre politicos e por isso motivo de entusiasmo, mas nem por isso com impacto suficiente para ter algum efeito sobre a nossa vida do dia a dia.

Maria do Carmo disse...

Nem mais.
No entanto, continuo a considerar positivo este posicionamento de abertura por parte de um vereador, em especial se tivermos em conta que aqui no Seixal, e tal como referi num post anterior, esperei OITO meses para que o vereador Joaquim Santos ou o seu gabinete me respondesse a uma simples questão: quando seriam pintadas as passadeiras na minha rua.
Conseguir em tempo quase real obter uma resposta através do Facebook para esta ou outras questões, tem de ser sempre positivo.
Quanto aos impactos no dia a dia, bem isso tem a ver com as questões que se colocam.